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Propriedade Intelectual e a Era do conhecimento compartilhado

Propriedade Intelectual e a Era do conhecimento compartilhado

Conversar sobre propriedade intelectual tem se tornado imprescindível para os profissionais da área da comunicação, pois estamos em uma era repleta de construções de conhecimento em rede e compartilhamento constante.

Ocorre que compartilhar e replicar algo pensando no bem comum exige bom senso, leitura de contexto, disposição para pesquisa e muito profissionalismo.

Essa postura, infelizmente, não tem sido percebida em algumas ações no mercado, por exemplo, quando alguém usa um trabalho nosso e não nos dá o crédito da autoria. Escutei o relato de uma amiga essa semana sobre algo parecido que aconteceu com ela e isso me chamou atenção para instigar o leitor a pensar sobre determinadas situações:

Quando foi a última vez que compartilhou algo? E na hora de realizar esse compartilhamento, lembrou-se de citar a fonte? Deu os créditos para o autor da obra? Consultou a veracidade do que está tornando público? Já adaptou uma criação alheia e usou como sendo sua? Você tem noção do que é um plágio?

Todos estes questionamentos servem para refletirmos acerca da nossa atitude diária que por vezes é tão corriqueira e chega a nos parecer inofensiva.

Mas afinal, o que é essa tal propriedade intelectual?

É “a soma dos direitos relativos às obras literárias, artísticas e cientificas, às interpretações dos artistas intérpretes e às execuções dos artistas executantes, aos fonogramas e às emissões de radiodifusão, às invenções em todos os domínios da atividade humana, às descobertas científicas, aos desenhos e modelos industriais, às marcas industriais, comerciais e de serviço, bem como às firmas comerciais e denominações comercias, à proteção contra a concorrência desleal e todos os outros direitos inerentes à atividade intelectual nos domínios industrial, científico, literário e artístico”. De acordo com a convenção da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

O texto acima deixa explicita a propriedade intelectual presente nas mais distintas áreas, isto é, não apenas na vida dos artistas como pode ser compreendido erroneamente pelo senso comum.

Neste sentido, a propriedade intelectual respalda o criador sobre a produção da sua criação, mas com o advento da internet que fomentou a era compartilhada, facilmente perdemos o controle sobre o que criamos.

Diante disso, há duas maneiras de conceber esse momento que vivenciamos, um é apoiado na vontade de tornar conhecido tudo que produzimos e estarmos motivados apenas no intuito da ideia, criação, obra ser amplamente divulgada e um conceito difundido.

Quando essa é a intenção do criador ele geralmente não se preocupa se os replicadores estão ou não lhe dando os devidos créditos, pois o que importa é que o resultado final seja disseminado.

A outra maneira é quando receber os créditos da criação faz toda a diferença na vida do criador, visto que seu objetivo é além de tonar seu trabalho difundido ter seu nome associado e ser reconhecido, o que abre portas e gera retorno financeiro.

E esta última sem dúvida é a mais recorrente no cenário atual.

Por mais que sejamos altruístas na hora de construir e compartilhar nosso saber, queremos e precisamos por diferentes motivos que nosso trabalho seja atribuído a nós.

Portanto, para ter seu trabalho facilmente identificado ainda que em meio às cópias, deixarei aqui algumas dicas:

  • Torne sua marca forte por diferentes aspectos;
  • Lembre-se de colocar sua assinatura em tudo que compartilhar;
  • Esteja presente em diferentes canais de comunicação;
  • Preze os bons relacionamentos interpessoais;
  • Repita expressões que façam seu público alvo associar a você;
  • Tenha aliados na divulgação do seu trabalho.

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Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.

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