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Deixa que eu deixo: péssimo hábito do voleibol às empresas

Deixa que eu deixo: péssimo hábito do voleibol às empresas

Quando estava na sexta série do ensino fundamental, treinava voleibol na escola onde eu estudava. Não era o melhor da classe, mas tinha alguma noção de regras, tempo, espaço e posicionamento. Meu ponto fraco era o saque. Não gostava de fazer aquilo. Mas, essa história fica para um próximo texto.

Quanto ao treinamento do voleibol, aprendi uma lição importantíssima que carrego para minha vida e que tem tudo a ver com uma dificuldade que encontramos atualmente em relação à postura de vida de algumas pessoas.

No voleibol, a palavra atitude tem muito peso, assim como na vida. Se você ameaça ir em uma bola para rebatê-la, vá fundo. Ameaçou, tem que ir. Essa lição é muito válida para aqueles que ameaçam ir na jogada, mas se paralisam ao ver que outro companheiro também ameaçou ir na bola, no mesmo lance. O mais comum nesse tipo de ação é a perda do ponto. Um deixa para o outro, que deixa para o um, ninguém rebate e a bola cai no chão. Ponto do adversário.

Comparando essa jogada feia do voleibol com o comportamento das pessoas, principalmente no âmbito do trabalho e dos estudos, é possível observar a mesma situação. Porém, trocamos a palavra aqui por passividade.

As pessoas têm tido a ruim tendência da passividade. Isso significa o fortalecimento da incapacidade de se antecipar a ações e fatos e, muito menos, resolvê-los. Ou seja, só há ação após outra ação. E olhe lá. Aí vira reação e saímos perdendo.

Essa acomodação gerada a partir da atitude alheia faz as pessoas preguiçosas entrarem numa zona de conforto destruidora. Nesse momento, o técnico não escala mais esse jogador. A seleção não convoca mais. O líder deixa de acionar. O amigo tira o nome do trabalho em grupo. O colega de trabalho deixa de acreditar e esse profissional vai perdendo espaço por conta das suas meias atitudes.

Nessa cadeia de erros, ponto para o adversário. Ou melhor, para aqueles que se engajam em atitudes completas e ações propositivas, independente da manifestação alheia. O risco da bola cair no chão diminui drasticamente. Esses se anteveem aos fatos e, normalmente, ganham o jogo.

Mas, não é fácil ser assim. É muito complicado manifestar-se com vigor a todo momento em um time onde os outros companheiros acabam se acostumando com esse “excesso” de atitude dos que fazem a diferença.

A bola dificilmente cairá ao chão. Mas, esses, que não esperam o saque do adversário para se posicionar, ou seja, que conseguem se antecipar, têm a insistente missão de continuar fomentando atitudes realizadoras. Porque, no final das contas, é o time todo que terá que vencer.

A bola se aproximou? Ataque, defenda, agarre. Mas não deixe a oportunidade de fazer a diferença passar na sua frente. Falou para deixar com você? Abrace a causa, vá até o fim e faça a diferença.

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Isaac Zetune

Isaac Ramiris Zetune é jornalista, pós-graduado em marketing político e especializado em branded content. É sócio-diretor da Agência Insane e fundador da plataforma EMPREENDA.SE. (isaac@sejainsane.com.br)

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