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Zeitgeist e o futuro da comunicação no marketing digital

Zeitgeist e o futuro da comunicação no marketing digital

“Somos influenciadores digitais” – você provavelmente já leu esta frase, nas resoluções de marketing digital para este ano. Mas até que ponto estamos transmitindo? As relações mudam. As ferramentas evoluem. Seu propósito veleja por águas diferentes todo mês – eles mudam de acordo com as tempestades e as ondas do mar. As ideias se misturam e se recriam. Hoje, não se trata mais sobre números e palavras, mas paixão e valores. Se pararmos para estudar a história da humanidade, veremos que ao longo desta trajetória tivemos apenas duas constantes: o ser humano e a sua capacidade de gerar mudanças na medida em que se agrupava.

Espero que as próximas palavras e links te ajudem na pesquisa deste campo.

Como influenciar o Zeitgeist? Ou seria: como o Zeitgeist está nos influenciando? Ou ainda: como dominá-lo?

Vamos conceituar: estamos vivendo em um período no tempo. Na história. E, como em cada período histórico, somos influenciados a construir direções, termos, caminhos… certo? Existe um espírito, um clima cultural e intelectual que nos liga, enquanto profissionais e curiosos das faculdades humanas e atividades laborais. Tais características genéricas de um determinado período de tempo, designa-se na palavra alemã “zeitgeist”, atribuída ao filósofo Georg Hegel (pronúncia: tzait.gaisst). É o conjunto de pretensões artísticas que um ambiente apresentou em certo momento. Para alguns artistas, a arte reflete, por sua própria natureza, a cultura da época em que ela foi feita. Este termo que te apresentei, faz-nos pensar sobre os instantes. E sobre a verdade. Esta que flutua por aquele oceano no qual velejamos.

“É a tendência ou escola de pensamento dominante que simboliza ou influencia a cultura de um período particular.”

São as fases, e com elas, os aprendizados.

Talvez, caminharemos no sentido efêmero. Talvez. Comunicação está ligada a todos os conceitos da verdade. E pela comunicação, transmitimos seu sentido, dentro daquele tempo. Portanto, qual o futuro da comunicação? Seria apenas de conjunções e medidas provisórias?

Segundo o material do “Fractal. Comunicação sem Intermediários”, por Gustavo Nogueira. Escola Perestroika, em nosso tempo, identificamos:

1. Os empoderamentos;
2. A ampliação da visão acerca dos gêneros (trancengender);
3. A mudança na pirâmide social de consumo (unclassed) –  e a forma pela qual encaramos este consumo;
4. A experiência do usuário como fator determinante no conceito do que é REALMENTE relevante;
5. Economia criativa, compartilhada e colaborativa.

“Se uma nova sociedade está emergindo, como a comunicação está se comportando no meio dela?”

A comunicação virtual X Agências

É a estabilidade dos canais virtuais (Youtube, live streaming e redes mobile) gerando desestabilidade nas agências. Segundo o Meio&Mensagem, as agências apresentaram seus problemas sobre este tema: pressão por novos modelos de remuneração, distanciamento do C-Level dos clientes, qualificação de profissionais inadequada para as demandas atuais, queda da atratividade da atividade junto a estudantes e novos talentos, baixa percepção de valor dos produtos mais preciosos da agência – inteligência, estratégia, criação e planejamento, agenciamento de mídia e a geração de ideias – juniorização (tanto no cliente, como na agência), baixa coesão do setor, imagem deteriorada, modelo de atuação desgastado, perda de protagonismo e relevância. Por fim, a crise de identidade.

Como se preparar?

“Se eu não me preocupar com meu reposicionamento, não haverá crescimento.”

Não há como pensar no futuro da comunicação e do marketing sem trazer este contexto de evolução da sociedade – e no quanto a comunicação pode aproveitar tais mudanças para identificar oportunidades viáveis às marcas e empresas. Pesquise artigos sociológicos e antropológicos para embasar sua posição.

O desenvolvimento está na humanização. Se queremos antever os próximos passos e apontar tendências, devemos estudar a essência do ser humano e seu comportamento ao longo de sua história. E esta história nos mostra que o maior vetor de transformação é sempre o contato com o outro. A empatia tem sido cada vez mais motivo para pesquisa e teorização dos acontecimentos atuais. E sobre ela, quero deixar dois links para sua pesquisa:
1. O artigo dividido em duas partes: “Por que é tão difícil se sentir bem hoje? Uma conversa sobre empatia, autoestima e humanidade no trabalho”.
2. O link deste vídeo (do facebook), explicando seu conceito.

O sentido da coisa é cada um organizar suas coisas. E destas organizações, transmitir conhecimento, viabilizar proposições e evoluir em prática. É a preocupação com a audiência e o feedback. Crie um ecossistema próprio, ou seja, traga novas sensações, experiências e significados.

Fique atento à sua comunicação textual online. Infelizmente perdeu-se a formalização e organização das palavras. A verbalização em sala de aula precisa ser leva em grande consideração e ser transferida, em certa escala, para o ambiente digital.

“Educação é um processo de comunicação.”

Desenvolva projetos de consultoria. Crie pacotes, planos, meios para que a sua linguagem seja compartilhada. Citei a educação, pois acredito que ela pode te trazer este benefício. Ensine o que você sabe. O sentido da comunicação mudou. Hoje, o oferecimento de serviços alavancou as métricas de muitas empresas comunicativas.

Desenvolva conteúdo. Quanto mais escrever, por exemplo, mais apto às percepções de correção, revisão, produção e inovação você estará. Quando você adquire tal habilidade, também traz à sua comunicação – seja ela onde for -, sensibilidade. Conduza os textos publicitários ao usuário final daquele produto à experiência, instigando inovação e fomentando cada vez mais a audiência pessoal.

É o imersivo. É a captura e geração de demanda. Mensurar é importante, e a capacidade de analisar tal estratégia também, mas a EXECUÇÃO trará os resultados que precisa aprimorar, ou não. Zeitgeist na comunicação e marketing digital está relacionada à inteligência de mídia, plataformas sociais mais especializadas e análise Big Data mais assertiva. É o ‘real time’ prevalecendo em sua rotina. São os movimentos que trazem mudança.

Por fim, resumindo as atividades propostas: preste atenção nas pessoas.

Obrigado por ler até o final. Qualquer coisa, estou pelas redes sociais. Até o próximo texto!

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Arthur Barbosa

Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa

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