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Sobre a falta de sentimento nas organizações

Sobre a falta de sentimento nas organizações

“Sabe o que está faltando nessa empresa? Sentimento”. Há algum tempo ouvi essa constatação e não consegui mais esquecê-la. A falta de amor e de empatia que permeia o mundo, inevitavelmente, contaminou parte das organizações. Uma pena! Perde o funcionário, perde o cliente, mas perde muito mais a empresa. E essa dor é sentida diretamente no bolso da organização, com a queda da lucratividade.

A conduta organizacional da indiferença resulta na seguinte situação: parte dos funcionários, mesmo decepcionados e desmotivados, permanecerão na empresa, ocupando os cargos, mas produzindo pouco. A outra metade buscará (e provavelmente encontrará) novas oportunidades no mercado.

Uma empresa com sentimento é aquela na qual você chega e a recepcionista já te recebe com um bom dia animado, as pessoas não são felizes só na sexta-feira, são alegres e dispostas também na segunda-feira. Os funcionários levam com orgulho o nome da empresa e não indicam o concorrente porque sabem que ali o produto é melhor, o serviço é bem feito.

O mais incrível de tudo isso é que sentimento quase não requer investimento financeiro. Ele está na atitude da liderança, uma liderança aberta, próxima e transparente contamina a empresa inteira com essa postura. Primeiro, contagia os gerentes e, depois, a todos, num efeito dominó.

É claro que técnicas de endomarketing ajudam demais, mas não bastam. Afinal, você já deve ter ouvido a frase “não é o que você fala, mas como você fala”. É preciso saber falar. Aliás, falar, informar, conversar, explicar, entender e ser exemplo. Só assim é possível engajar e fidelizar funcionários.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema, a Corporação Rockfeller, de Pittsburgh, realizou uma pesquisa na qual entrevistou executivos de diferentes setores e constatou que 68% dos clientes param de fazer negócio com as empresas por conta da sensação de serem tratados com indiferença. Produto ou serviço insatisfatório ficou em segundo lugar, com apenas 14%.

Quando o funcionário se sente apenas mais um, o cliente, fatalmente, terá a mesma sensação. Portanto, trate seu púbico interno tão bem ou até melhor do que seu público externo. Passe um dia trabalhando no mesmo ambiente dos seus funcionários para que eles percebam que você é acessível e está ali para ajudar, pedir opinião ou opinar em situações pontuais. Se importe, dê atenção. Palavras de incentivo ou um simples telefonema no dia do aniversário podem transformar um ambiente. Pense nisso!

 

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Andressa Larsen

Andressa Larsen é jornalista, especialista em Comunicação Estratégica e Negócios, cursa MBA em Gestão Empresarial. Em 11 anos de trabalho, atuou nas áreas de comunicação corporativa, e-learning e produção de conteúdo educacional. Adora desafios e é apaixonada pela vida, pelas pessoas, por endomarketing, música e chocolate!

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