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A gestão da comunicação organizacional e o Feedforward

A gestão da comunicação organizacional e o Feedforward

Trabalhar a gestão organizacional da forma como o mercado atual exige é fundamental para alcançar metas e reter os melhores profissionais na equipe.

E as exigências desse mercado estão pautadas desde pessoas engajadas nas organizações até uma visão clara de futuro para uma ação palpável.

Tratar de futuro é um dos temas abordados aqui e para tanto um paralelo entre feedforward feedback é imprescindível.

Feedback: em uma tradução livre é a retroalimentação o conceito permeou as empresas na década de 90 teve ascensão no século XXI, mas, como quase tudo na vida passa agora por um momento de queda, e requer uma reformulação para um melhor entendimento e aplicação.

Levanta a mão quem nunca recebeu um feedback de acabar com um dia!

Por ser palavra de ordem durante muito tempo o termo feedback, foi desgastado por mau uso e deturpado pelas más interpretações e imaturidade de quem o realizava e também recebia.

Ocorre o seguinte, uma conversa fundamentada nas ações do passado ganhou uma roupagem pejorativa os líderes com resquícios de chefes autoritários vez ou outra traziam o momento para o lado pessoal.

Mesmo existindo técnicas para respaldarem o feedback como uma conversa centrada nos indicadores e análise não viciada da realização do processo.

Focar no passado para solução de problemas é mexer na lembrança de erros dos membros da equipe, e eles por sua vez a querem esquecer, e o que foi está posto e não volta mais.

Imaginemos uma relação amorosa quando uma traição foi descoberta e perdoada, mas sempre é lembrada durante uma briga do casal quando o intuito é garantir a não repetição do ato.

Os mais otimistas irão dizer: isso resultará em um divórcio. Eu sou do time dos realistas e vejo dois futuros arquirrivais na vida.

Pois essa ação denota conversas pautadas em erros do passado.

Ao realizar essa comparação no campo corporativo é notória a necessidade de revisão do feedback e adequação para o cenário atual. Dessa forma, nos últimos dez anos um novo termo trouxe fôlego para as relações.

Falava-se muito em crítica construtiva, todavia, a palavra critica já remete a algo desabonador da ação mesmo acompanhada do complemento “construtiva”, perceber isso foi fundamental para fomentar uma comunicação com os membros da equipe de forma produtiva.

Quando a ideia é mudança de comportamento o foco precisa ser direcionado para o futuro, pois este tem possibilidades reais de alteração.

O conceito de Feedforwarde sua aplicação

Feedforward: termo trazido da cibernética para administração por um dos 50 líderes mais influentes do mundo, Marshall Goldsmith consiste em tratar os deslizes das pessoas com foco na ação futura. Para compreender melhor o termo e suas aplicações é importante ter percepção de planejamento estratégico.

Não adianta chorar o leite derramado é o principio básico para falarmos de Feedforward.

Logo, Feedforward busca identificar os erros e a partir deles verificar o que pode ser feito para mudar o futuro no curto médio e longo prazo.

Por exemplo: Quando o membro de uma equipe envolvido em um projeto comete falha na execução de uma ação, tanto o líder como os demais membros irão tentar mostrar soluções no lugar de tentar provar que ele estava errado.

Nesse sentido, fica clara a mudança do foco, a gestão embasada em Feedforward considera que não há razão para gastar energia tentando apenas apontar erros do passado e sim mostrar as possibilidades do que pode ser feito para melhorar o processo futuro.

Assim, o peso maior é o valor das competências ao invés de mensurar os pontos de melhoria, buscar soluções de forma colaborativa no lugar de apenas a comunicação vertical de líderes para equipe.

Por essa razão, o Feedforward se consolida como um processo contínuo, e mútuo ao mesmo tempo, de melhoria no qual todos participam.

A reflexão então é: o feedback  é complementado pelo Feedforward pois quando caímos precisamos ter noção sobre o que nos levou a queda, todavia, não podemos nos basear apenas no fato isolado de modo a tentar replicar o que foi aprendido ali para as próximas situações.

Não cabe somente questionar: por qual razão calcei esse sapato? Ou ainda: deveria ter escolhido outro caminho para evitar a queda.

Aprender com o passado sempre será válido, mas a gestão da comunicação organizacional atual precisa valorizar mais o planejamento depois de levantar no lugar de lamentar a queda.

 

 

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Tercia Duarte

Graduada em Hotelaria, especialista em Marketing e em Letramento Informacional é Professora Universitária nos Cursos de Publicidade, Administração, Hotelaria &Turismo. Possui um Blog de publicação semanal da Revista Ludovica sobre comportamento na era digital. Mãe do Fernando desde 2009.

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