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Por que é tão difícil se sentir bem hoje? Uma conversa sobre empatia, autoestima e humanidade no trabalho. PARTE II

Por que é tão difícil se sentir bem hoje? Uma conversa sobre empatia, autoestima e humanidade no trabalho. PARTE II

Olá leitor, esta é a segunda parte do texto. Você pode ler a primeira clicando aqui.

Continuando nossa reflexão, sentir-se bem tem sido uma tarefa árdua nos últimos dias – coisa que não precisaria ser, não é? Sócrates, na Grécia Antiga, instigado a resumir todos os fundamentos filosóficos, disse:

“Conheça a si mesmo.”

E esta frase traz o prestígio extraordinário para algumas culturas, dando significado à vida. Mas há perigos que vêm com a falta de autoconhecimento. Em outras palavras, há quem diga que nem tudo o que podemos saber sobre nós mesmos é tão importante para descobrir. As bagunças com o núcleo psicológico interior do eu.

Neste final de semana assisti o live-action “Mogli: o menino lobo”, e inspirado na narrativa, vi que articulam um tema super pertinente e atual: identidade.  Cada vez mais os meios de comunicação e entretenimento estão conversando sobre a importância de sabermos quem somos. Nossa origem e proeminente futuro.  O filme traz essa consciência, de que devemos possuir o conhecimento das raízes e valores de nossa vida. Fica minha indicação.

Seguindo esta linha de raciocínio de inspiração, os bits-chave de autoconhecimento que precisam ser considerados são: 1. Que tipo de pessoa você é, caracteristicamente, através do amor; 2. Quais padrões de comportamento te prendem; 3. Quais são seus talentos no trabalho – os problemas que você tem em torno de sucesso / fracasso – como você está sobre o feedback; 4. O que você faz em momentos de frustração; as ações escolhidas para lidar com adversidades.

O problema é que o conhecimento das nossas próprias neuroses não é nada fácil de encontrar. Pode levar anos! Nós estamos raramente envolvidos na dinâmica de segurar um espelho para os nossos distúrbios. De olhar para o rumo dos nossos sorrisos. Sempre que os relacionamentos no trabalho ameaçam revelar o “difícil” lado da nossa natureza, temos a tendência de culpar o colega. Bom, aí há muitas maneiras em que um déficit de autoconhecimento é um obstáculo para o crescimento no trabalho:

  1. A cobrança dos poucos anos para determinadas perguntas nos deixam ansiosos. Então, onde quer que estejamos no processo de pensamento, temos de saltar para um emprego para ter dinheiro suficiente para sobreviver ou apaziguar as demandas da sociedade para a nossa produtividade;
  2. Sem autoconhecimento, nós somos demasiados vagos sobre as nossas ambições. Não sabemos o que fazer com nossas vidas e – porque o dinheiro tende a ser uma prioridade tão urgente – ficamos imersos no ponto 1 acima;
  3. Somos ambiciosos demais? Não sabemos o que não se pode fazer. Falta-nos um sentido claro de limitações, desperdiçando anos tentando fazer algo que não está adequado.
  4. Não compreendemos as maneiras pelas quais somos empregados ou até, porquê existem os “patrões difíceis”. Não sabemos confiar.
  5. A dinâmica familiar tem uma enorme influência, subterrânea pela eficácia com que operam no trabalho. É preciso olhar para os conflitos dentro de casa primeiro.

A linha padrão é, portanto, dizer que o perfeccionismo, por exemplo, é impossível e deve ser sempre questionado. Normalmente somos convidados a imaginar que a vida madura e sábia é aquela que tem de lançar todos os links para o perfeccionismo. Este termo é geralmente usado como uma crítica: apontar quando alguém define desnecessariamente, mesmo ridiculamente, padrões elevados para si e para os outros. É no mesmo território que exigente, pedante e obsessivo. Portanto, ao mesmo tempo que tal exigência de si mesmo no trabalho pode ser benéfica, ela pode ser também um divisor de águas entre o empático e o orgulhoso. Não são conceitos distintos, se você parar para pensar um instante. Veja, todos possuímos tais atributos.

Humor ajuda. Existe uma pesquisa que teoriza a importância de boas risadas e até sátiras em determinados ambientes. Os padrões da busca pela perfeição – em certo ponto – podem ser ironizados para que, no final, haja a distinção do indivíduo gente boa, digno de ternura e simpatia.

Os exemplos são constantemente ilustrados no cinema e TV, através de filmes, séries, e as agências publicitárias.  Humor nos permite ver que não precisamos de tudo para sermos perfeitos (e felizes), a fim de que ele seja aceitável (e sadio!). Finalmente, precisamos de amigos a quem podemos comungar regularmente. Nós pagamos um preço alto para o nosso fracasso sobre os nossos próprios contratempos. Nós vivemos em um mundo brilhante em que ser bem-sucedido parece quase o equivalente a ser uma pessoa aceitável. Admitir a imperfeição faz parte de aprender a ter uma vida interior ligeiramente menos danificada e um pouco menos punitiva.

A compaixão surge quando enfim olhamos para nós mesmos, rimos do que fizemos, olhamos para o outro entendendo que ele também não é perfeito e que precisa de ajuda. Sentir-se bem está totalmente relacionado em como estou me assistindo primeiro. E então, observar o outro. A empatia e autoestima são desenvolvidos no processo. Na caminhada. Desenvolvidos junto ao altruísmo. Junto à convicção que de nós podemos escolher – segundo Satre. Podemos escolher como iremos nos sentir naquele dia. Não quero tornar este parágrafo como conclusivo. Acredito que quando falamos sobre nós mesmos, cabe a cada um finalizar com as palavras que têm escrito suas histórias. Obrigado por ler as duas partes desta reflexão sobre humanidade. Que seu dia seja mais leve.

Se quiser continuar conversando comigo sobre este tema, escreva um comentário ou me procure pelas redes. Até o próximo texto!

“Necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais. Eu digo o necessário, somente o necessário, por isso é que essa vida eu vivo em paz.”

(FONTE: parte do texto foi pesquisado e transcrito deste link: http://www.thebookoflife.org/know-yourself/, e de anotações do meu próximo e-book).

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Arthur Barbosa

Essa coisa de definir coisas... Escritor, professor, colunista e curioso. Produzindo o terceiro e-book. Licenciando em Filosofia, com foco nas artes e comportamento. Não vive sem séries - e dramas. Melancólico e péssimo de cozinha. O 2º livro #AConstrucaoDoOlhar PDF free aqui ó: bit.ly/aconstrucao | Vídeos sobre os livros em youtube.com/user/arthiebarbosa

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