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 A mudança como fator evolutivo nas empresas

 A mudança como fator evolutivo nas empresas

“Tente mover o mundo, o primeiro passo será mover a si mesmo”. – Platão

As mudanças são fatores chaves para as organizações que desejam se desenvolver e ganhar um destaque a mais no mercado empresarial. Hoje, na era da internet e das tecnologias digitais, o conceito de “novo” está em constante transformação. O que era novidade  há alguns dias atrás, já não desperta tanto interesse nesse instante. E diante disso, a necessidade de se reinventar, tem se tornado um desafio diário para muitas empresas. Afinal, quais fatores exercem influencias nos nossos movimentos?

Ao longo de nossas vidas, somos guiados por premissas, que são proposições a respeito de determinados assuntos, que contribuem para nossa formação e comportamento diante de circunstâncias variadas.  Porém, quando não conseguimos  nos adaptar, nem agregar novos conhecimentos e premissas  ao nosso mundo, podemos nos tornar prisioneiros do nosso próprio universo mental. Isso vale para vida em geral.

No ambiente empresarial, por exemplo, quantas pessoas conseguem absorver conhecimento e transformá-lo em aprendizado, de fato, a ponto de mudar a percepção sob algo ou alcançar um processo de criação?  Como nos comportamos diante de situações inusitadas, nas quais não estamos habituados a viver?

Pois bem, o antropólogo inglês, Gregory Bateson, durante seus estudos, buscou compreender como ocorre o processo de mudança do ser humano e trouxe uma importante consideração para a abordagem desse assunto. De acordo com ele, tal mecanismo pode ser explicado sob dois níveis.

A começar, pela considerada, “Mudança de Primeira Ordem”, que opera no sistema de homeostase. Esse sistema consiste na capacidade de equilíbrio que o organismo estabelece diante de uma determinada situação.  Nosso corpo é constituído por mecanismos vitais, que trabalham em conjunto para manter certa estabilidade do meio interno. Porém, essa constância pode se tornar perigosa, a partir do momento que não conseguimos adaptar nossos intercâmbios, diante de novas realidades.

No ambiente organizacional, por exemplo, muitas vezes a pressão do dia a dia, nos coloca em uma posição de “stato quo”, na qual, tendemos a fazer sempre as mesmas coisas mecanicamente. É possível notar, que a possibilidade de inovação, muitas vezes é vista com certo receio por algumas pessoas, que preferem manter a “segurança” de uma rotina que já conhecem, do que arriscar.  Essa postura, no entanto, pode ser prejudicial para nossa mente.

Quando ocorre essa estagnação, é necessário que as chamadas “Mudanças de Segunda Ordem“ sejam realizadas.  Para que elas aconteçam, é necessário que nosso sistema interno esteja disposto a recebê-las.  É preciso ocorrer transformações e consequentemente uma reconstrução da realidade ao entorno. E isso é feito a partir da quebra de premissas.  É preciso haver uma ruptura do equilíbrio inicial, para que possamos absorver outras informações, e assim, restabelecê-lo novamente. Esse processo deve ocorre de forma contínua.  A partir do momento que passamos agregar novas perspectivas, tendemos a caminhar rumo ao processo de evolução.

É importante ressaltar, que para que as mudanças sejam realizadas de fato,  é preciso, antes de tudo, termos consciência de quem somos. Todo processo evolutivo, se inicia a partir da percepção e da adaptação. Quanto mais nos entendemos, como pessoas, mais tendemos a nos desenvolver.  Assim, as mudanças surgirão como consequência de tudo aquilo que nos dispomos a fazer.

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Raiza Halfeld

Mineira de Juiz de Fora, movida a desafios. Gosta de aprender coisas novas e trocar experiências, pois enxerga a educação como um processo contínuo. É graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela UFJF, e atualmente cursa MBA em Marketing pela UNOPAR.

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