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Em tempos de crise, cresce a “Síndrome do Coiote” na gestão

Em tempos de crise, cresce a “Síndrome do Coiote” na gestão

“Tudo pode mudar. Eu pulei do penhasco e não sei se o paraquedas vai abrir. Mas se não abrir tudo bem”.

Tudo pode mudar… e já mudou. Contudo, como será ‘desfrutar’ de tamanha ousadia para pular o penhasco com o atual cenário brasileiro? Em uma situação de crise política e econômica como a que estamos vivendo, onde é possível identificar as fragilidades de líderes e de soluções para nossos problemas, o desafio das empresas em se posicionar no mercado é ainda maior. Cresce a necessidade por respostas, por diferenciais, por criatividade, por ações que tragam em sua essência a esperança de dias melhores – e para isso acontecer devemos ir além do discurso.

A ‘ação’ para gerar engajamento e alcançar o sucesso é importante, e nesta ânsia os gestores podem passar a sofrer da “Síndrome do Coiote”. Você não sabe o que é? Eu explico. Lembra-se da história do Coiote e do Papa-léguas? A fórmula era clássica e focava na perseguição: azarado, o Coiote bola um plano mirabolante para abocanhar o Papa-Léguas, que sem notar o perigo sai sempre ileso das patéticas armadilhas do rival, todas supostamente à prova de falha. E aí…lembrou?

Para contemplar a complexa da conjuntura que estamos vivendo é necessário analisar todas as variáveis que podem influenciar positiva e negativamente o planejamento da gestão, e isso não deve ser feito como o Coiote – que sempre acha que tem ideias geniais, que vai conseguir e que a vitória está próxima. Mas a pergunta que fica no ar é: como sobreviver à ansiedade de ver todo um plano ir por água abaixo?  Sugiro observar 3 pontos:

  • Desfazer a ideia do salvador da pátria, ou melhor, da empresa, e passar a compreender a necessidade do esforço coletivo;
  • Entender que planos não são infalíveis, e que podem estar sujeitos a falhas;
  • Praticar a resiliência para superar as dificuldades.

Não somos indestrutíveis como o Coiote, que apesar de todos os acidentes se recupera para executar o próximo plano louco. Há beleza e maturidade em reconhecer a vulnerabilidade, pedindo ajudar quando for preciso. Acreditar é o primeiro passo para definir estratégias vencedoras, mas não é suficiente: a humildade deve estar presente para que a mente esteja centrada, e não divagando em delírios.

Os médicos advertem:

“A Síndrome do Coiote causa excesso de confiança, sentimento de superioridade, acompanhada de uma forte sensação de invencibilidade”.

Saia da terra do nunca e viva o real.

 “Que eu possa trilhar o meu caminho. Que eu possa estar atento aos perigos. Que eu possa cumprir a minha missão”.

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Ricardo Verçoza

Professor; Administrador formado pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP); Pós-graduando em Docência no Ensino Superior pelo Senac; Acadêmico de Recursos Humanos pelo Instituto Brasileiro de Gestão e Marketing (IBGM); Estudioso de empreendedorismo, responsabilidade social e da Geração Y. Tenho na educação a esperança de transformação deste mundo: pessoas conscientes contribuem para um mundo melhor!

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