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Growth Clinic: Growth hacking, retenção e a luta pela sobrevivência no mercado

Growth Clinic: Growth hacking, retenção e a luta pela sobrevivência no mercado

Estou passando uma temporada em San Francisco (aqui você pode ver o resumo da minha primeira semana: https://goo.gl/VBB2z6 ). No dia 16 de março aconteceu o Growth Clinic: Retain or Die, um evento da Amplitude (uma ferramenta de análise de dados) com diversos cases e informações interessantes sobre growth hacking e retenção, com os times do InstacartSquareRiseInvoice2go. O evento ficou nos TTs de San Francisco!

Os primeiros insights vieram da equipe de Growth do Invoice2go. Você sabia que apenas 23% dos users voltam no seu app no dia, após usarem pela primeira vez? É, retenção não é um jogo fácil. Como a Head de Growth do Invoice2go disse:  “Retention is a long term game”.

A métrica mais importante para entender o valor do seu produto é a retenção. E não entenda como retenção o usuário que acessa todo dia o seu app/web. Por exemplo, para delivery retenção pode ser 1 vez por semana, pedidos no final de semana, ou seja, não deixe DAU (Daily Active Users) e MAU (Monthly Active Users) enganarem você. Entendendo retenção em três passos:

1. Entenda e defina o que é retenção para sua empresa;

2. Deixe todos da empresa saberem disso (pessoas de outra área podem ter insights que sua equipe ‘viciada’ não tem);

3. Fique atento e acompanhe o comportamento dos seus usuários mais ativos.

“Your job as a growth hacker is to show value as soon as possible to the user”

As boas dicas seguiram com a responsável por dados e análises da Square, Anne Yeung.

Identificar seus usuários. Entender os diferentes perfis e o valor para cada um.

Estrutura: Na Square, cada tipo de usuário tem sua própria equipe de retenção, que entendem o valor que cada tipo de usuário enxerga no produto;

A cultura OKR (Objective and Key Results) é usada por eles e uma ótima maneira de acompanhar, priorizar e visualizar o andamento das coisas.

Um caminhão de insights, analogias e cases veio no último painel, com Brian Balfour da Hubspot, Julia Lipton da Rise, Fareed Mosavat do Instacart e Spencer, Co-Founder da Amplitude.

Prepare bem a primeira experiência do seu produto (o famoso onboarding). Ganhar uma segunda chance é muito raro. Forme a opinião do seu customer com um onboarding interessante. Não se esqueça, não adianta ter apenas número. Tem que ter número e saber o que fazer com eles!

A rotina de experimentos e testes é uma espécie de batalha naval. Melhor ir atacando aos poucos do que dar apenas uma marretada.  Esse ciclo deve ser eterno. Teste, aprenda, ajuste e faça isso mais e mais vezes.

Na Rise (uma espécie de Nutricionista virtual), identificaram que quanto maior era o Free Trial, menor era o número de ativações. Crie oportunidades nos gaps. Como? Entre uma ação e outra (micro conversões) como você pode criar valor para seus usuários? Mapeie e cria ações para isso!

Mais uma vez, o ponto principal não é errar rápido, mas sim, aprender rápido.

A ideia de quanto mais você gasta, mais você conquista, não é verdade e um bom exemplo foi excesso de pushs que alguns apps mandam. Entenda seus usuários. O segredo está muito mais em mandar no tempo e conquistar os usuários certos também (e isso serve para engajamento e conquista de usuários).

“As companhias são bem sucedidas por conta da sua retenção, não por conta de growth hacking.”

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Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.

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