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3 motivos pelos quais sua estratégia de gestão do conhecimento não está funcionando

3 motivos pelos quais sua estratégia de gestão do conhecimento não está funcionando

A Gestão do Conhecimento hoje é uma parte fundamental para a  competitividade de uma empresa. Afinal, através dela se perpetua o capital intelectual da organização, multiplica e expande o que cada pessoa sabe, diminuindo as ilhas de conhecimento, e potencializa a capacitação dos colaboradores.

Esses três fatores que citei acima, permitem com que a empresa organize melhor seus processos, identifique pontos de melhoria, crie soluções inovadoras e assim leve ao mercado produtos e serviços cada vez mais competitivos.

Mas, por que uma estratégia de Gestão do Conhecimento pode não estar dando certo? Bom, eu enxergo três prováveis causas para esse problema.

O primeiro é o patrocínio. O patrocinador é aquele cara que compra a ideia de se montar uma estratégia de Gestão do Conhecimento, que motiva o seu grupo a compartilhar o que sabe, dentro e fora dele. Se o gestor não comprar a ideia, se ele não enxergar a importância desse trabalho para a organização, os colaboradores abaixo dele hierarquicamente também não o farão.

A entrega deve vir de cima, do gestor, de maneira contagiante, senão nada feito. A Gestão do Conhecimento passa a ser mais um trabalho a ser feito dentro de uma rotina muitas vezes apertada. Isso nos leva à segunda causa, a falta de motivação.

Ok, você é um gestor que está entusiasmado com a Gestão do Conhecimento, mas não consegue passar essa empolgação para seus colaboradores.

A falta de motivação para que as pessoas não pratiquem a Gestão do Conhecimento pode estar ligada a falta de um escopo bem definido. As pessoas sabem por que devem compartilhar o que sabem? Sabem quais as vantagens que isso pode trazer para o negócio da empresa e para o desenvolvimento delas próprias?

Pois é, se isso não está bem claro na cabeça das pessoas, a coisa não acontece, afinal é complicado você fazer sem ter uma noção clara de por que está fazendo aquilo. Desmotiva e se perde o interesse, passa-se a ver como algo que compete com as atividades de processo de trabalho, ao invés de uma complementação.

Agora, se você é um gestor motivado e que consegue passar a ideia e convencer seu grupo a desenvolver a Gestão do Conhecimento, e mesmo assim a coisa não anda, então chegamos na terceira causa provável, a comunicação.

As pessoas sabem exatamente como a Gestão pode e deve ser feita? O estímulo chega de maneira adequada até os colaboradores? Essas perguntas são fundamentais para que a estratégia funcione. Essa comunicação pode ser feita em uma reunião de flow down, em fóruns presenciais de comunidades de prática, workshops e outras tantas opções. Uma ideia seria ter uma pessoa focada na comunicação ou se alinhar com a área de Comunicação Interna. O uso do endomarketing nesse caso é algo muito importante para fazer com que os colaboradores entendam e comprem a filosofia da ideia de se ter uma estratégia de Gestão do Conhecimento.

Um gestor motivado, que consegue levar a ideia por trás da estratégia e fazer os colaboradores participarem e compartilharem seus conhecimentos, com certeza terá uma Gestão do Conhecimento bastante eficaz e que gera bastante resultados.

E aí, como está sua estratégia de Gestão do Conhecimento? Que tal fazer uma reflexão para ver se ela atende esses pontos chaves?

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Marcelo Oliveira

Jornalista e entusiasta da Gestão do Conhecimento e Inovação, com uma passagem de 17 anos pela EMBRAER, onde atuei na edição de Publicações Técnicas e como focal point de inovação. Estruturei e estive a frente de um programa voltado a conectar pessoas, ajustar processos, melhorar a comunicação e aplicar uma gestão colaborativa e inovadora de equipes, ajudando a desenvolver o potencial humano, através do engajamento e da capacitação. Em paralelo, como freelancer, produzi textos para a revista Villaggio Panamby e para o site infoescola.com. Fundei a Inovadoramente Consultoria para oferecer serviços em gestão de equipes e comunicação. Também sou conteudista no Ideia de Marketing e na Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento, além de professor de Pós-Graduação na ESPM, dentro do Centro de Inovação e Criatividade.

2 comentários sobre “3 motivos pelos quais sua estratégia de gestão do conhecimento não está funcionando

  1. Marcelo:

    Seu ponto de vista é muito interessante e nos leva a pensar também que:

    Qualquer funcionário, empregado em geral de uma empresa que esta implantando algo parecido com Gestão do Conhecimento, sabe que esta inovação, ira, primeiro atender aos interesses da empresa, logo, a primeira desconfiança.

    Vamos imaginar uma empresa que chegou a conclusão que seus métodos são antiquados, desfocados da realidade e decide “inovar” ao buscar ferramentas de TI para dar sustentação aos seus negócios. Se não buscar, junto aos seus “colaboradores”, opiniões inovadoras, pois supomos que eles as tenham, pois executam diretamente os diversos procedimentos, irão “dar um tiro no pé”

    Como exemplo geral – as famosas “caixas de sugestões” que serviam para qualquer coisa menos “sugestões”.

    Pode parecer à primeira vista que os “cientistas-chefes” são a “origem das inovações” por acumularem portentoso “Conhecimento Técnico”. Este pensamento é uma “letra-morta” se o “produto em si” não for produzido e quem o faz, conhece suas partes e funções com mais detalhes. A segunda desconfiança será a de que cada um conhece somente “uma parte de todo o processo”.

    No entanto,….

    A somatória de todos estes “conhecimentos indivíduais” certamente supera a “teoria inicial sobre um produto”.

    A Gestão de Conhecimento, caso não possua este “condão”, desista.

    Somente ira reproduzir uma parte da “visão ideal” do Conhecimento sobre um objeto e conseqüentemente uma “teoria parcial”.

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    Marcelo Oliveira Reply:

    Wagner, você pegou bem a mensagem que eu quiz passar. Se confunde muito a motivação com o engajamento por eles terem certas semelhanças, porém uma pessoa motivada necessariamente não terá um envolvimento com o processo de colaboração e tão pouco “vestirá a camisa” da organização. Ela irá cumprir seu papel dentro da equipe e pronto. Por outro lado, o engajado irá procurar por novas maneiras de colaborar, desenvolvendo um senso de propriedade sobre o que faz.
    O desafio é justamente alcançar essa maturidade profissional, que está ligada diretamente com as nossas necessidades.
    Nesse ponto, deve-se trabalhar bastante a Inteligência Coletiva da empresa para poder chegar a colaboração.
    Eu dou um curso de Inteligência Coletiva que aborda justamente essa questão.
    Se quiser continuar a conversa fique a vontade em me procurar.
    Abraço e obrigado pelo comentário!

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