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A solução mágica do empreendedorismo em tempos de crise: um romantismo perigoso

A solução mágica do empreendedorismo em tempos de crise: um romantismo perigoso

As notícias sobre a economia do país não são novidade mais para ninguém, seja porque o governo anuncia cortes em diversas áreas, seja porque alguns setores comunicam a eliminação de postos de trabalho ou fechamento de unidades – e tudo isso é noticiado, com mais ou menos ênfase. Alguns estão extremamente temerosos sobre nosso futuro enquanto nação, o que envolve também a situação política com seus desdobramentos.

Diante desse cenário, vejo explodir reportagens para “driblar” a falta de oportunidade e a dificuldade de emprego com carteira assinada. E o que essas reportagens tem em comum? A citação ao empreendedorismo. Não nego que o empreendedorismo é uma boa via para a atual conjuntura social e econômica que vivemos; no entanto, o que me preocupa é a visão “romântica” que é dada ao fenômeno. Creio que o indivíduo estimulado apenas por retorno monetário, e que enxerga na possibilidade de empreender o meio mais fácil para sair da crise, pode ter mais problemas do que soluções. O mercado pode ser muito severo com pessoas que buscam retornos rápidos e praticidade sem criatividade, bem como com aqueles que não entendem e nem aceitam os riscos da atividade.

Para evitar contratempos, a observação de características de personalidade, juntamente com fatores situacionais que interferem no ato de empreender, permite mensurar com atenção os planos estratégicos que devem ser traçados. Para tanto, destaco 3 estágios do real comportamento empreendedor:

  • Estágio cognitivo: é a percepção das características pessoais que contribuem para a tomada de decisão e para a exploração do conhecimento;
  • Estágio afetivo: é a identificação de sentimentos positivos que motivam a empreender; e
  • Estágio comportamental: é o desejo consciente de criar um negócio que faça a diferença e que possa agregar valor ao cotidiano das pessoas. Neste estágio a certeza de propósito pessoal e do negócio já é estabelecida e enraizada no indivíduo.

A compreensão destes estágios ajuda a fornecer as estruturas para o surgimento de empresas e, empresas de bases tecnológicas, capazes de dar respostas eficazes neste atual cenário. É preciso buscar mais do que recompensas monetárias para empreender e para enfrentar esta crise.

Livro de referência: “O fenômeno do empreendedorismo” – de Emanoel Leite.

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Ricardo Verçoza

Professor; Administrador formado pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP); Pós-graduando em Docência no Ensino Superior pelo Senac; Acadêmico de Recursos Humanos pelo Instituto Brasileiro de Gestão e Marketing (IBGM); Estudioso de empreendedorismo, responsabilidade social e da Geração Y. Tenho na educação a esperança de transformação deste mundo: pessoas conscientes contribuem para um mundo melhor!

Um comentário em “A solução mágica do empreendedorismo em tempos de crise: um romantismo perigoso

  1. Assim como todo professor de administração, voce também é um alienado rezando a biblia de Philip Kotler, um vendedor de livros, assim como todo vendedor de livros, precisam escrever novos livros, e na falta de assunto o mais indicado é delirar um pouquinho, ou seja, inventar conceitos e tecnicas, mesmo que tudo que tal Kotler diz fosse testado e aprovado na pratica, todos esquecem ou desconhecem por ignorancia de que Kotler é americano e vive em outra realidade, e também vale salientar que informações tem prazo de validade, valores culturais e comportamentos mudam muito de uma decada pra outra, então leituras de tais gurus precisam de correções culturais e temporais..PS: até relógio quebrado está certo duas vezes ao dia……. Qaundo se falam que empreendedorismo é uma alternativa, é algo super valido ao menos a pessoa está se ocupando e gerando emprego e renda, o mais importante nessa situação é ter atitude e aproveitar as novas experiencias, que mesmo que tal empreendimento não de certo, terá servido de experiencia para futuros projetos, ou até mesmo se auto promover como assalariado CLT, pois após tal experiencia empresarial, estará apto a encarar cargos de gestão, e também terá lançado os filhos pro mercado de trabalho, oferecendo-lhes a oportunidade de aprendizado, isso é muito importante principalmente em se tratando de primeiro emprego ou objetivando promover-se para cargos gerenciais.

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