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Crise é o dinheiro mudando de mãos

Crise é o dinheiro mudando de mãos

Crise. Tenho ouvido essa palavrinha aterrorizante todos os dias nos últimos meses. Converso com cerca de 5 empresários diferentes todos os dias e o assunto é quase unanimidade entre eles. Uns receosos com as más perspectivas, outros se dizendo já impactados por ela. Mas essa crise anunciada, e instalada em alguns segmentos é na verdade o dinheiro mudando de mãos.

Mas enquanto alguns paralisam, cruzam os braços, cortam investimentos, outros investem em Pesquisa e Desenvolvimento, Gestão de Marcas, Comunicação, Co-Branding, estratégias para se adaptar e vão em busca de novas alternativas e possibilidades para atravessar momentos complicados.

Vou citar 2 casos de mercados na contramão da crise. Entre março e abril a Faber Castel vendeu 5 vezes mais lápis de cor que o habitual graças a febre dos livros de colorir para adultos. O estouro nas vendas deste estilo editorial provocou um efeito em cadeia, impactando diretamente o segmento de livrarias e papelarias. A demanda por lápis para colorir superou as expectativas e a fabricante se adaptou para atendê-la aumentando os turnos de produção e criando produtos de valor agregado para atender a este nicho.

Enquanto ouvimos notícias de demissões em massa, férias coletivas e paradas técnicas com a crise no setor automobilístico, o mercado de carros de luxo cresceu 18% nos últimos quatro meses, enquanto o comércio total de automóveis leves apresentou o mesmo porcentual de queda nas vendas no mesmo período. Entre outro fatores, a alta recorde do dólar fez migrar o consumo de artigos de luxo no exterior para o mercado nacional. BMW, Mercedes-Benz e Audi comemoram.

É justamente em momentos de crise que somos estimulados a sair da zona de conforto, inovar, fazer ajustes, exercitar nossas habilidades engavetadas e colocar em prática a economia criativa.

A confiança anda em baixa, mas o dinheiro não está desaparecendo e não vai desaparecer, ele está apenas mudando de mãos. Está achando o momento atual da economia ruim? Mude sua perspectiva. Encontre (ou crie) as oportunidades disfarçadas.

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Karen Teodoro

Estrategista de Marca na Maracujá Azul Branding, formada em Publicidade e Propaganda, com especialização em marketing e MBA em Estratégias de Marketing e Vendas. Apaixonada pelo cenário de marcas, observadora full time de como elas se comportam, interagem, promovem experiências e se relacionam com as pessoas.

9 comentários sobre “Crise é o dinheiro mudando de mãos

  1. Eu acho: que tem um ORGULHO aqui dentro do meu peito de ter alguém assim TÃO talentosa, inteligente e LINDA no meu comedido círculo de amizades.
    Parabéns, viu! Estou vivendo a crise. Não está em nenhum momento sendo fácil. Mas ela é com certeza transitória. E se o dinheiro muda de mãos, então eu mudo a minha perspectiva e saio da zona de conforto.

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    Karen Teodoro Reply:

    Marcinha, obrigada pelas palavras, ganhei o dia :) Quanto a crise, isso mesmo, mude a perspectiva, tente enxergar o que você oferece que as pessoas precisam, ou até mesmo mudar um pouco a oferta ou a abordagem. Uma coisa é certo: existem mil possibilidades de se contornar momentos ruins.

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  2. Belo texto. Concordo em tudo, apesar de achar que no caso da Faber Castel, a marca contou um pouco com a sorte. Digo que “acho”, pois não sei se ela estimulou estrategicamente essa demanda por livros de colorir. Caso contrário, ela contou com a sorte de uma demanda além do seu controle de gestão para ter esse surto nas vendas de lápis. Obviamente, as pessoas compram e lembram da Faber Castel pela boa estrutura de marca em sua gestão a longo prazo. Mas em muitos casos de crise acontece o fator da sorte, acredito eu. Daí cabe a marca ser bem estruturada para poder ter elasticidade para aproveitar e “vender lenços ao invés de chorar”.

    Tem um exemplo interessante sobre esse caráter “sorte”. Primeiramente, se você tiver uma boa estrutura de marca, terá mais recursos para novas perspectivas em momentos de crise (como você falou perfeitamente bem), mas uma boa estrutura e o fator sorte podem impulsionar sua marca como nunca. O exemplo que gosto de usar é o das montadoras durante a Segunda Guerra Mundial. Em períodos de guerra, os governos precisavam fabricar tanques, aeronaves entre outros veículos com urgência para o combate, o que fez com que as montadoras fechassem contratos sem licitação para atender uma demanda absurdamente grande. Muitas montadoras como a FIAT, enriquecerem enquanto outras empresas sofriam com a baixa procura de seus produtos no período da grande guerra.

    Enfim, parabéns pelo texto, Karen. Gostei muito.

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  3. Olá! Primeiramente parabéns pelo texto. Saberia algum livro para me indicar sobre investimento em branding em um cenário de crise econômica?
    Obrigado!

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  4. rise criada com o aumento de preços , para fomentar a permanencia do dinheiro nos bancos, que são surrupiados da conta com juros abusivos, fiquei sem salario de tanto juros, por causa do aumento de prestações. Pobre compra caro de luxo? Livrinho de colorir é moda, valvula de escape para passar tempo. As propinas e riquezas de politicos e empresarios nunca entram em crise. se ficarem, tiram do pobre, mandam embora, acabam com a massa de trabalhador que consome e sua a camisa. Não passamos de gado marcado, e povo infeliz.

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  5. Crise que foi criada com o aumento de preços , para fomentar a permanencia do dinheiro nos bancos, que são surrupiados da conta com juros abusivos, fiquei sem salario de tanto juros, por causa do aumento de prestações. Pobre compra caro de luxo? Livrinho de colorir é moda, valvula de escape para passar tempo. As propinas e riquezas de politicos e empresarios nunca entram em crise. se ficarem, tiram do pobre, mandam embora, acabam com a massa de trabalhador que consome e sua a camisa. Não passamos de gado marcado, e povo infeliz. Nos EUA quandao há crise o governo abre a burra e faz o povo comprar, para evitar recessão da economia e perda de emprego, não é perfeito, mas melhor dar uma injeção pra dor e ver se sara do que já amputar a perna pra não doer. Ouço esse negocio de crise desde que o Delfim Neto era ministro e culpava a batata e a cenoura pela inflaçao. Eles querem é regular o consumo do trabalhador, como se fossemos comprar dez geladeiras e o mercado ficar sem gerando aumento de preços? A especulação do dinheiro, dos investimentos milagrosos, vide Eike batista e outros, Bolsa de valores, que pra mim não passa de um cassino, leva o dinheiro de empresas e trabalhadores, que pensam em riquezas. Ai sim, acredito que o dinheiro muda de mãos, quando especulam e tiram de alguem azarado, para que outros poucos ganhem milhões. Caso daquele investidor com informações privilegiadas, Petrobras, de zero a 100 em 10 anos, e de 100 a merda nenhuma em dois, pré sal para alavancar ações e depois vender pros gringos a preço de banana. Crise, são eles que criam, como pai que corta mesada do filho, pra não ficar sem o dele pra boate e uisque. Crise de vergonha, moral, e patriotismo, isso nós temos de montão.

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