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Satisfação Pessoal X Dinheiro: O que te move?

Satisfação Pessoal X Dinheiro: O que te move?

Peço licença aos leitores do Ideia para escrever sobre um assunto um pouco diferente do que costumo postar aqui. Não está diretamente relacionado com a comunicação e ao marketing, assuntos dos quais exponho minhas opiniões, mas, trago para nossa reflexão, algo que ando escutando com muita frequência de clientes e amigos.

Será que estamos satisfeitos com o que estamos fazendo? Tudo isso possui uma relação muito forte com o nosso propósito, o que torna de extrema importância pararmos de tempos em tempos para uma reflexão das tarefas que estamos executando, seja no lado profissional ou pessoal.

Como acredito que de nada adianta sermos específicos quando o macro não está em ordem, hoje falarei sobre essa questão que denomino como a propulsora do nosso organismo, a força que nos move, que nos faz levantar todos os dias, como mencionei anteriormente, o nosso propósito.

Visito clientes diariamente, tenho amigos muitos próximos, e percebo que estão se tornando cada dia mais comuns as conversas sobre a satisfação dos trabalhos que executamos. Alguns reclamam dos baixos salários, outros reclamam do alto volume de trabalho, outros ainda, de terem que fazer horas extras, enfim, são os mais diversos fatores que vem nos tornando infelizes. Por que as pessoas não largam tudo e vão buscar algo que realmente as satisfaçam, algo que realmente vibre dentro delas e as tornem pessoas entusiasmadas com suas tarefas? Temos contas para pagar, famílias para sustentar e responsabilidades a cumprir, por isso não julgo isso como uma fácil tarefa.

Vamos ao ponto: Alguém que está lendo esse post nesse momento, está plenamente satisfeito com o valor que recebe mensalmente? Se minhas previsões não estiverem tão erradas, 95% das pessoas que estão lendo acham que merecem ganhar mais, que trabalham duro e por isso deveriam ser melhores recompensadas. Não é um erro pensar assim, penso isso sobre eu mesmo, acho que mereceria uma recompensa financeira maior pelo meu esforço diário. Então, esse é um problema generalizado, não vejo solução para um aumento em massa dos salários de todos os trabalhadores brasileiros, portanto, o que não tem remédio, remediado está.

Sejamos francos, não é o salário que nos move, tem que haver algo maior que isso, se recebermos um aumento, é provável que em três meses já teremos esse valor comprometido em alguma prestação do cartão de crédito, e certamente faltará dinheiro no orçamento familiar, e por consequência, voltamos a pensar que não estamos ganhando o suficiente em troca do nosso suor diário.

Precisamos nos conectar com o nosso propósito, e isso deve ser feito logo. Sem pensarmos em nossas idades cronológicas, digo logo para quem se sente insatisfeito com o que está fazendo, o ditado é verdadeiro, nunca é tarde para começar. A vida inicia a partir da ligação entre idealização e execução.

Se você recebe um alto valor financeiro por mês, mas reclama de levantar toda segunda feira, me permita dizer-lhe: você é tão pobre que só dinheiro tem. Escrevi em um dos primeiros posts desse ano, que 2015 era o fim para os amadores, mas quero mais do que isso, espero que seja também o fim para os infelizes. Espero que em meio a tão falada crise financeira, algo floresça, e que uma crise de consciência também ganhe força, onde todos possam buscar o melhor para si mesmos, e que a satisfação plena seja alcançada, ergo a bandeira de mais propósito e menos dinheiro.

Sigam-me os bons!

 

 

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Marcus Tonin

Sócio da Candoo Comunicação e Branding e Consultor de Marketing pelo Sebrae. Apaixonado pela comunicação, que ainda acredita que esta deva ser realizada pelas pessoas, e não por seus meios.

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