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Sobre princípios e valores

Sobre princípios e valores

Dizer que é a favor da igualdade social é fácil, quero ver pegar metrô na Sé às 6h da manhã. Quero ver deixar de dar títulos e pronunciar expressões de estereótipos a fim de denegrir, excluir, ou designar onde e o quê cada um deve ou deixa de usar este ou aquele aparelho celular; essa ou aquela roupa. Quero ver existir empatia de fato para bater no peito por outrem, diferente, porém semelhante. Vê-se passos pomposos em direção a uma reforma de governo e tantos outros gritos, passos esses que parecem se perder se não se resolve lutar contra a própria corrupção, a pessoal. Aquela que todos carregam dentro de si. Aquela que furo o farol vermelho ou sonega impostos. Aquela que anseia mais pelo lucro infindável ou aquela que não se importa tanto assim se existem diversas classes sociais, cada qual com tamanha divergência de valores e princípios, que mais se parecem divisões entre países sub e desenvolvidos em vez de serem apenas bairros complementares. Isso parece utópico, pelo jeito.

Voltar à realidade, então? Onde marcas se elevam cada vez mais. Onde – parafraseando Carlos Drummond de Andrade – etiquetas ambulantes, gritantes nas posses de suas coisas, ‘coisadas coisamente’, demonstram que o “ter” leva ao “ser” alguém vencedor ou mais digno de tantas outras coisas que se fizeram “crer” serem necessárias à vida. Cansativas essas coisas…

Então, por que continuar assim? Como se manter em pé diante da força bruta do mercado de trabalho algoz?

Como dar continuidade ao serviço que garante o pão de cada dia sem se pensar nessas e em outras questões sociais, responsáveis pela evolução da humanidade? Deve ser pelo simples fato de que não se pensa se não é o seu cinto que aperta. Quando não se refere diretamente a uma pessoa, tornando-a exclusivamente individual. Parece compreensível, mas nem tanto. Nem tanto pouco justo. Há algo de errado e não é de agora.

Enquanto isso, uns mostram na tela somente o que julgam pertinente ao momento – sem considerar opiniões e interesses de uma grande maioria. Utilidade pública? Para qual público? Esse público perdeu seu sentido mais amplo para dar lugar ao mais restrito, não importa a classe, a cor, o peso, a voz, o choro.

O que quer que façam, tudo leva a crer, nesse meio de disputas para ver quem consegue mais conforto ou regalias, que há algo de errado e não é de hoje. Saber com quem se anda e por onde se anda, com um objetivo em comum não só para uma parte, mas para um todo maior e mais significativo, é de se admirar. Verdade. Mas só se for real, e não só uma ambição pessoal, revestida para ter cara de social.

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Marcos Holanda

Curioso. Inconstante. Inconformado. Seria interessante me conhecer um pouco mais pelos meus textos, eles representam parte de mim. Então, boa leitura!

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