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Reflexões de um cidadão acomodado

Reflexões de um cidadão acomodado

Trabalhar… Está aí uma coisa que eu não consigo reclamar. Nada posso dizer das pessoas que trabalham comigo, a não ser que algumas delas, de vez em quando, tentam atrapalhar ou me prejudicar de alguma maneira. Eu percebo isso. Mas tudo bem. Creio que faz parte de qualquer tipo de ofício. Sempre foi assim. Por mais que você se esforce ao máximo possível, o outro nunca valoriza realmente o seu potencial.

Estou cansado…

Mais uma vez a entrega do projeto atrasou e eu não consigo compreender a verdadeira causa desse atraso. Corri contra o tempo nos minutos finais! Esse tipo de coisa chega a me desanimar, sabe, porém eu não dou o braço a torcer. O próximo projeto será muito melhor. Pensando bem, eu perdi inúmeros prazos, mas os que eu consegui cumprir foram bem avaliados pelos meus superiores. Não houve tanto destaque assim, algo que fizesse com que nós saíssemos do lugar comum que a equipe vêm seguindo, mas eu fiz. Querem me cobrar mais que isso?

Talvez as coisas, tanto no trabalho quanto em casa e nos estudos, se ajustarão com o tempo, afinal, o tempo é sempre um bom aliado. Eu acho… Não gosto de pensar a respeito desse tipo de assunto. É cansativo, e olha que eu não sou de me cansar fácil. Pelo contrário. Procuro sempre dar o melhor de mim para tudo. Mas realmente há coisas que não conseguimos controlar e faz parte deixarmos o tempo levar. Não posso ser tão ambicioso a ponto de querer me dar bem em diversas coisas. Minha cadeira já é aconchegante demais, pra quê que eu vou querer me arriscar lá fora, nesse frio, cheio de gente querendo pegar meu lugar? Já conquistei este aqui. Mas é incrível como tem gente que reclama de barriga cheia. Não eu. Este tipo de coisa me cansa. Não faz meu tipo.

Escuto muito falarem em proatividade, em se entregar e se estender nas tarefas que realizamos, pensar fora da caixa… Quer dizer então que além de eu fazer o meu trabalho – tudo bem que não vou trabalhar empolgado ou com tesão e satisfação como já foi um dia, mas, dá para viver – terei de pesquisar, ler, aceitar coisas novas, aperfeiçoar minhas técnicas além do normal? Não, não. Deixo isso para o meu horário de trabalho, e isso se der tempo. Afinal, cumpro ordens e dependo de outrem para executar minhas obrigações. Pensar em mudar é cansativo. Acho que posso pensar amanhã, ou melhor, no final de semana.

Já me formei e está mais que suficiente, tem gente por aí que nem isso tem. Aqueles que se destacam mesmo estando nessa posição (a não ter uma formação acadêmica) são gênios, iluminados, tiveram a sorte grande ou coisa do tipo. Eu trabalho duro, mesmo fazendo as mesmas coisas sempre e indo aos mesmo lugares, não há necessidade de mais do que isso. Não quero me aparecer, só preciso viver e não arrumar mais dor de cabeça.

É só fazer as coisas como der que tudo se ajustará, como sempre foi. Salário certo no fim do mês e está tudo certo. Uma festinha aqui, outro happy hour ali. Não farei algo que eu não gosto só para agradar outro, ou que isso e aquilo me fará uma pessoa mais versátil. Quer uma dica, meu amigo? Pare de questionar e faz o que disserem, da maneira como sempre fizeram. E chega desse assunto. Papo mais cansativo esse…

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Marcos Holanda

Curioso. Inconstante. Inconformado. Seria interessante me conhecer um pouco mais pelos meus textos, eles representam parte de mim. Então, boa leitura!

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