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O que o jogo de tênis me ensinou sobre Marketing

O que o jogo de tênis me ensinou sobre Marketing

Em dezembro de 2014, ao participar de uma brincadeira de amigo secreto em um desses divertidos encontros de final de ano, fui presenteado por um grande amigo. Devido à grande afinidade que temos, ele me presenteou com um livro que certamente me fez refletir como o esporte, especialmente o tênis, influenciou e ainda influencia na minha trajetória pessoal e principalmente profissional.

Vamos ao livro: Guga – Um Brasileiro. Esse livro está sendo indicado por mim sem hesitação, sem demagogia e com muita admiração por esse grande homem, que tanto lutou e se esforçou no objetivo de erguer nossa bandeira nos lugares mais altos do pódio. O livro relata a trajetória pessoal e profissional de Gustavo Kuerten. A cada capítulo o contraponto entre esses dois aspectos da vida vão ganhando os traços de um brasileiro vitorioso não só nas quadras, mas um vitorioso na sua trajetória de vida.

Tudo isso me fez pensar em alguns pontos importantes que se refletem no meu dia a dia, e quem sabe possa refletir no de vocês também. Mesmo aos que não possuem familiaridade com o esporte, acredito que algo possa ser captado nesses 3 pontos comparativos entre o tênis e o marketing.

Concentração: Para quem não sabe, o tênis é um esporte que exige concentração constante. Você pode estar ganhando um jogo de 5 sets a 1, no último game você está com 40/15 e de uma hora pra outra você pode não lembrar mais como sacar, ou como deve realizar uma devolução simples, e sua concentração vai para o espaço, assim como o resultado do seu jogo. Nada diferente da nossa vida, o Marketing exige esse foco constante, concentração nas ações e análise dos resultados a cada etapa. Se achar que a sua empresa está dominando o jogo, a qualquer momento seu concorrente pode contra atacar um com backhand (jogada mortal do Guga) fantástico e virar a partida.

Determinação: Diferente do futebol, no tênis não conseguimos fazer 1×0 e segurar o jogo até que o relógio determine o final. Para sairmos vitoriosos em um jogo de tênis é preciso que pontuemos até o fim da partida, ela não termina com o tempo. Me parece um tanto quando mais parecido com a vida real do que o futebol, onde não temos um relógio exato que determina o fim, mas sim onde é necessário que pontuemos o máximo possível para que consigamos colher os melhores frutos no futuro. Há uma frase do grande sábio Aaker que diz o seguinte: “A construção de uma marca poderá exigir esforço constante ao longo dos anos e apenas uma pequena parcela do resultado será imediatamente aparente”. Exemplo fantástico que sigo, sobre determinação no trabalho com marketing.

Ousadia: De nada adianta dominarmos as outras duas técnicas se não arriscarmos uma bola ou outra na busca pelos pontos decisivos. O jogo de tênis nunca será favorável para os defensores, ou melhor, quase nunca será, pois em algum momento isso pode acontecer, mas esteja certo que isso não é a regra. No marketing não é igual? Conseguimos realizar a manutenção de marca, as ações cotidianas e mais alguns outros pontos trabalhando concentrados e com determinação. No entanto, nunca atingiremos um resultado acima da média sem uma pitada de ousadia e é isso que pode nos tornar únicos, que pode expor nossa marca a patamares até então não imagináveis. É arriscando com responsabilidade que poderemos construir a campanha tão desejada.

Esteja certo que, essa é só uma rápida análise de similaridades que o esporte possui em ralação ao marketing, obviamente elas não param por aqui. Você pode concordar, discordar ou até achar outras correlações não feitas por mim, mas o certo é que nossa vida sempre estará entrelaçada entre o lado pessoal e o profissional. Assim, cabe a cada um realizar essa análise e transpor para cada novo ponto o aprendizado conquistado no ponto anterior, seja ele um ponto perdido ou vencido.

 

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Marcus Tonin

Sócio da Candoo Comunicação e Branding e Consultor de Marketing pelo Sebrae. Apaixonado pela comunicação, que ainda acredita que esta deva ser realizada pelas pessoas, e não por seus meios.

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