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O futuro do panfleto na era digital

O futuro do panfleto na era digital

Recentemente, passei por uma experiência que me fez refletir sobre o futuro do panfleto na era digital. Conversando com a responsável do setor de marketing de uma grande construtora de minha cidade, soube que parte significativa das pessoas que compram apartamento, deve-se a distribuição de panfletos, mesmo investindo pesado nas mídias digitais.

O que avaliar neste caso? Primeiramente o público. São pessoas da classe A, com salário de 40 a 50 mil reais. No geral, grandes empresários e investidores. Onde estão essas pessoas? Na internet? No trânsito, nos aeroportos? O que elas fazem enquanto estão nesses dois lugares? O que elas costumam observar? Sabemos que existem muitas formas de chamar a atenção desse público.

O que fazer?

No início de qualquer campanha, um dos primeiros pontos que precisamos planejar é a escolha das mídias. A tomada de decisão deve ser feita em cima do público-alvo, pois é aí que vamos verificar se a empresa vai ter resultados mais efetivos com as mídias tradicionais e/ou as digitais.

Nesse momento, use mais a razão do que a emoção. Algumas ideias podem não trazer nenhum resultado e ainda ter audiência. Mesmo que a campanha seja uma simples ação, planeje para que não haja desperdício de dinheiro, principalmente quando o objetivo da campanha é aumentar a taxa de conversão em vendas.

As mídias digitais atualmente são mais acessíveis e apresenta a vantagem de poder segmentar o público e depois apresentar dados com mais precisão. Mas se seu público não está lá, ou mal frequenta, pode não ser uma boa ideia.

Então, o jeito é investir em panfleto?

Se você consultar qualquer gráfica, vai ouvir a mesma história: “Panfleto atinge todo mundo e é a melhor forma das pessoas conhecerem sua empresa e fazer com que os que conhecem, possam se lembrar”. Geralmente, para poder mensurar, alguns utilizam a estratégia de oferecer descontos na apresentação do panfleto.

Nós últimos dois anos, a Sport Chek, depois de 92 anos de história, mudou seu investimento do papel para o digital. Eles passaram aproximadamente um ano e meio testando as plataformas e por duas semanas retiraram os panfletos para experimentar a publicidade online do Facebook. O resultado? As vendas nas lojas físicas cresceram 12%. Os produtos promovidos aumentaram em 23% nas vendas. Impressionante, não é mesmo?

Para mudar a estratégia, a empresa descobriu que apenas 17% dos clientes liam os panfletos. Com certeza, houveram momentos de incerteza. Não é fácil sair da zona de conforto. Com o tempo, a Sport Chek percebeu que através da publicidade online, eles podiam mensurar resultados em tempo real, coisa que os panfletos não oferecem.

Dos dois exemplos que vimos, encontramos realidades e públicos diferentes. A construtora, que tem como clientes pessoas com faixa etária entre 30 e 40 anos, da classe A, com renda mensal de R$ 40 mil, daqui a um tempo, pode até ser que esse perfil não altere, no entanto, o comportamento poderá mudar, uma vez que a geração y e z, em alguns anos, estarão mais acostumadas a resolver tudo pela web.

Daqui a dez anos, espero sinceramente, que não seja necessário derrubar milhões de árvores. E você? O que acha desse cenário atual? O que espera para o futuro? Compartilha com a gente!

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Alison Marques

Viciado em compartilhar conhecimento. É Especialista em Linguagens e Mídias Digitais, jornalista, palestrante e social media.

9 comentários sobre “O futuro do panfleto na era digital

  1. muito bom o texto. os panfletos na minha opinião sempre foram um desperdício de papel, as pessoas não se interessam se não tiver alguma vantagem na propaganda. Como todos estão nos meio digitais atualmente, ou a grande maioria, a vantagem é começar a investir nesse meio… #ficaadica

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    Alison Marques Reply:

    Obrigado pelo comentário, Leandro!

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  2. Ótima matéria, no meu caso q moro no interior de minas, em uma cidade com 110 mil habitantes, ajuntando todas as cidades na região pode se chegar a 250 mil habitantes. O panfleto ainda é o maior meio de comunicação e propaganda. Apesar de ser uma cidade muito desenvolvida e com alto poder aquisitivo, a propaganda digital está apenas engatinhando.

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  3. A matéria é realmente interessante, porém acredito que ainda há público para a panfletagem uma vez que infelizmente uma maioria de pessoas estão sem acesso ao mundo digital acredito que devemos considerar as diferentes classes sociais, então os panfletos ainda são importantes para a comunicação e propaganda.
    Salvo as suas considerações referenciando a Classe “A” e o objetivo do objeto a propaganda digital é sim um meio mais rápido e adequado para tal.

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  4. Alison, além do texto claro e interessante, com uma linguagem simples e objetiva, o que mais gostei foi ler no seu perfil a frase: “Viciado em compartilhar conhecimento”. É isso! É um grande prazer poder partilhar o que aprendemos – todos ganham, quem lê e quem compartilha.
    Grande abraço e parabéns.

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  5. São duas vertentes, acho a matéria boa mas a comparação não é eficaz uma vez que não se compara uma maçã com uma banana apesar de ambas serem frutas.

    Panfletagem tem importância sim, mas em meios diferentes ou em conjunto com a propaganda digital.

    17% de leitura de panfletos é uma margem muito alta, não acha?

    Estipula-se que panfletos tenham 0,2% de resultado real (venda, não lead)

    Quanto a fonte de papel, não há desmatamento por conta delas, apenas derrubada de eucaliptos de fazendas que produzem apenas isso, a mídia digital também polui mesmo que seja “nos bastidores” e isso não chegue à nós.

    Resumindo, os jornais estão morrendo, a TV está morrendo, os panfletos estão morrendo, mas os três são válidos numa estratégia conjunta e podem se aliar ao marketing digital.

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  6. Pesquisas apontam que apenas 49% das residências no país possuem computador. Do total de lares que possuem computador, 12% não tem acesso à web, o que representa 43% dos lares brasileiros.
    Desses lares, quantos moradores dominam a tecnologia?
    Trabalho com panfletagem há 25 anos e tenho certeza que se viver mais 25, hoje estou com 53, ainda haverá público para esse intrumento.

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  7. Sou proprietário de uma distribuidora de folhetos no interior paulista em uma cidade de 600 mil habitantes.Meu segmento cresce desde de 1998 em torno de 11% ao ano. Pibão china.Empregamos com carteira assinada 74 pessoas.Nosso foco é distribuição de panfletos modalidade porta a porta.
    O pecado da comparação é não segmentar.
    Cada segmento de mercado comunica-se de forma distinta com seu consumidor.
    off line e on line em alguns segmentos se completam já em outros são antagônicos.Exemplo é o seguimento varejista de supermercados, somente os panfletos impactam, mobiliza e a efetivação é porcentualmente maior que qualquer outro meio.O pequeno empresario com um minimo de formação opta pelos folhetos promocionais pois são simples de administrar no dia a dia e o custo envolvido não são exorbitantes.
    Por fim,papel é biodegradável,renovável e provem de florestas plantadas.Estas florestas são lavouras que dão empregos a muitos brasileiros e as árvores plantadas combatem o efeito estufa,pois absorvem gás carbônico durante seu crescimento.

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    Gustavo Reply:

    Li agora seu vcomentário, tenho uma empresa de distribuição de panfletos também, você disse tudl amigo, sempre haverá espaço para nosso trabalho, nosso meio de divulgação é “off-line” mas corre junto com as mídias da era tecnológica. Grande abraço.!

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