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Procura-se quem caiba nessa fôrma

Procura-se quem caiba nessa fôrma

O que você procura num funcionário ideal?

Entrevistas de emprego às vezes parecem primeiros encontros. Um demora pra se vestir, ensaia como mostrar o que tem de melhor. Enquanto isso, o outro checa secretamente numa lista de “características essenciais”.

Ele precisa gostar dos Beatles. Ela precisa ter senso de humor. Ou entender de SEO e Adwords. Se usa o Photoshop ou Illustrator, que maravilha.

A lista pode ser longa. Mais parece que queremos contratar, não pessoas, mas pacotes de tarefas realizadas.

Sim, eu sei que o trabalho precisa ser feito. Sim, eu sei que você quer alguém com quem assistir aquela nova comédia tcheca ma-ra-vi-lho-sa num domingo de chuva. E quando isso acontece, quando a gente foca só na lacuna a ser preenchida, esquecemos que estamos nos relacionando com pessoas.

O que ela pode agregar? Quais os seus talentos? A parte técnica pode ser aprendida? (Dica: normalmente pode). Essa pessoa concorda com nossa filosofia?

Outro dia me passaram um texto sobre como as empresas perdem seus colaboradores mais talentosos. É o outro lado da mesma moeda.

Nenhuma empresa é melhor que os seus funcionários. Toda companhia é uma alucinação coletiva. Se tivéssemos o prédio, as baias, os computadores – tudo em perfeito estado e funcionando a toda velocidade -, sem seres humanos para usá-los, ainda assim não teríamos uma empresa.

Esse pensamento de “máquina organizacional” tem vários problemas. Ele nos desumaniza. Esquecemos que nosso gerente de marketing também é pai e, além daquele bônus gordo, ele precisa de tempo pra ficar com o filho. Não queremos saber se a analista de mídias sociais acabou de casar e tinha planejado uma noite especial com o marido. Nem nos ligamos que os colaboradores a quem damos tempo livre podem ser mais engajados e produtivos.

 Procura-se quem caiba na fôrma que criamos

 Executores de tarefas.

 Parceiros ideais.

 Príncipes e princesas corporativas.

 Até quando?

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Melina França

Odeia suas mini-biografias. Acha que está em construção e ainda não sabe quais as informações mais importantes que uma assinatura deve trazer. Por via das dúvidas, estudou jornalismo e, depois de formada, tomou gosto por marketing, empreendedorismo, branding e o relacionamento entre empresas e cidadãos. Começou, então, a colaborar com a startup de amigos, o Dujour. Já escreveu argumento de histórias em quadrinhos, filmou documentário, foi atriz numa companhia de teatro independente, fez bico de estátua viva e mantém o blog secreto de adolescente onde escrevia histórias de amor.

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