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Bem-vindo a era Pós-PC

Bem-vindo a era Pós-PC

Em 2012, a primeira vez após o IPO que Mark Zuckerberg subiu ao palco para anunciar os resultados do Facebook, ele falou que a “era pós-PC” já tinha começado. Naquela época, grande parte dos acessos, usuários ativos e receita, já eram provenientes do mobile, além de reforçar que o Facebook era uma empresa móvel:

“Antes tínhamos uma equipe de núcleo móvel, agora somos uma empresa móvel.”

Mas, pouco depois da apresentação, muitos comentários foram feitos alegando que Zuckerberg estava exagerando ou “puxando sardinha” pra “forçar” anunciantes a pensarem em mobile e blá-blá-blá.

Pois bem, de lá pra cá, a cada report de alguma empresa, a “era pós-PC” anunciada por Mark carimbava os relatórios.

Mercados foram impactados, reformulados ou entraram em crise (cooperativas de Táxi que o digam). Em termos de impacto, veja só: Em 2014, foram enviadas cerca de 7,5 trilhões de SMS. Uma empresa de 30 funcionários, foi responsável por criar/gerenciar um app de mensagens que registrou aproximadamente 7,2 Trilhões de mensagens enviadas. O nome, WhatsApp. Falando em SMS, as operadoras já começaram a se preocupar com a possibilidade das ligações gratuitas pelo WhatsApp, que causará um impacto gigantesco na receita delas.

Mudanças visíveis também foram nas empresas que passaram a valer bilhões em pouco tempo, como o caso do próprio WhatsApp, e também Snapchat, Airbnb e Uber (só para citar algumas).

Mudanças mais visíveis ainda estão no nosso comportamento. Multi-task? Hoje  existem profissionais Ultra-tasks, tão conectados que respondem e-mail até pelo relógio. O Cibridismo nunca esteve tão em debate: o smartphone já é uma parte do nosso corpo?

Se você responder que isso é exagero, me diga se consegue sair de casa sem deixá-lo pra trás. Ou ainda, se tiver que escolher entre a carteira e ele, o que você ‘esqueceria’? (Talvez um dos motivos do lançamento do Apple Pay e pelo mercado de mobile payment está tão movimentado seja esse).

E o futuro da TV? A geração “touch” não quer saber de comerciais e streaming é uma coisa natural para crianças de 2-3 anos. E sim, algumas nem sabem o que é Globo, SBT e afins (se você ainda tem dúvidas, assista o vídeo abaixo e leia esse artigo e veja você mesmo como as coisas estão mudando).

Pensando bem, o título do artigo seria apropriado para 2012, hoje a “Era Pós-PC” já está mais do que consolidada.

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Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.

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