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Devo amar meu trabalho para ser feliz?

Devo amar meu trabalho para ser feliz?

É pensando nessa pergunta que muitas pessoas se esbarram durante boa parte de suas vidas. E algumas se deixam levar ainda mais por esse dilema, como eu, por exemplo. Com esse questionamento em mente, me perco nos pilares de me direcionar para aquilo com o qual já tenho afinidade, recusando e evitando perder o foco de meus objetivos e, em contrapartida, o de sacrificar minhas preferências pessoais – que podem mais parecer um manifesto orgulhoso de minha parte – e arriscar-me um pouco mais, quebrar alguns ovos antes da refeição principal, me aproximando do “estranho” para, assim, me fazer menos limitado.

Sei que fiz parecer desse último o mais interessante, mas não o fiz por mal, nem ao menos por imposição de opinião, pelo contrário. Só estou expondo, aqui, alguns pontos. Caso eu reflita mais, poderei encontrar outros, tanto para um lado quanto para o outro. Mas, não vou omitir, tenho receio de pensar demais, sabe? De perder a chance de escolha na hora ‘H’ (se é que posso escolher isso, entre amar e somente cumprir uma tarefa, de modo operacional e apático ou pular fora).

Eu posso! Digo isso da maneira mais calma possível, nesse momento. Sim, posso. Existe essa possibilidade de escolha entre realizar um trabalho com amor, com empatia, e só cumprir metas – o que não é nada ruim, pelo contrário, pode até ser consequência de uma dedicação mais profunda -, porém, amar o trabalho que se faz talvez sintetiza-se em se permitir ser parte dele, em trocar uma vez ou outra a frase “estou indo trabalhar” por “vou buscar um resultado melhor para o meu negócio”. Eu sei, esse amor pode parecer platônico até certa parte, entretanto, alguns movimentos de peças aqui, outro ali, e o dia já parece diferente, podendo trazer uma luz nova para o caminho que se trilha, uma oportunidade que não se via.

Agora, vejamos, devo estudar e expandir mais meus conhecimentos, agregando, também, ao meu atual ofício, mesmo não sendo o meu grande objetivo profissional? Acredito que, agindo dessa maneira, meu rendimento pode melhorar e, consequentemente, isso reflita positivamente para a empresa em si e para eventuais novas atividades, não?

Deixo claro que não amo o meu trabalho, não ainda. Creio que ‘gostar’ se encaixe bem ao momento. Porém, este é um sinal de que devo ficar mais atento. Provavelmente me mover, sair dessa posição (in)cômoda para voltar a ter o brilho que tive há um ano atrás, o da paixão de início de relacionamento. Não devo esperar do outro uma mudança que minha.

Essa falta de identificação com o trabalho, esse feeling no ambiente, não pode ser minha desculpa para desistir, mas pode mostrar que a postura atual já não satisfaz. Talvez essa cadeira não ajude muito, minha coluna me incomoda no fim do dia. Talvez a pressão dos prazos esteja exacerbante a ponto de me sentir fora de contexto. A tela do computador pode estar afetando minhas vistas. E talvez eu deva me preparar e me atentar para uma outra oportunidade. Mas só talvez. Pensar nisso parece confundir mais, às vezes. Na verdade, não. E pode deixar, voltarei ao trabalho logo após esse ponto final.

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Marcos Holanda

Curioso. Inconstante. Inconformado. Seria interessante me conhecer um pouco mais pelos meus textos, eles representam parte de mim. Então, boa leitura!

2 comentários sobre “Devo amar meu trabalho para ser feliz?

  1. Bacana o Texto e a abordagem!
    acredito que muitas pessoas fazem a mesma pergunta! eu tbm me faço e tento achar o ponto de equilíbrio entre os três pontos! Amar, fazer as obrigações e desistir!

    Já desisti… ja desistiram de mim quando deixei de amar, pois sou muito intenso! e foi notório a mudança quando o fogo do amor baixou!

    Atualmente, em busca de uma nova oportunidade (cujo a saida não tem haver com o texto), venho buscando esse ponto de equilíbrio… e em paralelo tentando um negócio próprio, que mesmo ainda sendo o plano “B”, que não sustenta a casa, é o que tenho amado…

    Bela reflexão e boa sorte!

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  2. Obrigado, Leandro.

    Acredito que esse é um dos grandes impasses da vida profissional. Sempre chegamos àquele momento em que nos indagamos se estamos no caminho certo, se devemos mudar de direção. Uma reestruturação profissional para nos atualizarmos e oxigenarmos o cérebro, talvez.

    Valeu pela participação, Leandro! :]

    Abraço.

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