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Um ‘pedido mobile’ para o mercado em 2015

Um ‘pedido mobile’ para o mercado em 2015

Escrevo esse artigo do meu iPhone, das ruas com milhares de carros aqui em SP. Enquanto espero no engarrafamento, parei para relembrar que já faz um bom tempo que se fala da tal revolução mobile e que quase todo final de ano escrevo sobre isso. Além de se falar, é bem visível em qualquer lugar, seja no metrô, shows, restaurantes, festivais, no trânsito, banheiro, cama e em qualquer outro lugar que você se lembrar. Mais do que isso, é inevitável praticamente todos os dias não ficar sabendo que uma Startup X recebeu alguns milhões/bilhões de investimento. E não podemos esquecer dos novos smartphones, relógios, pulseiras, anéis, cordões, roupas, óculos e outros projetos que nos deixam conectados de alguma maneira. Enfim, por mais que seja muito perceptível toda essa mudança (desde a mudança de comportamento ao jeito de fazer compras e interagir) é incrível como muitas empresas ainda não pensam em mobile.

E sim, estou falando do nosso mercado, não do mercado do Reino Unido, da China ou dos EUA, onde mais de 50% da população já possui um smartphone.

O mercado brasileiro, onde por MINUTO já são vendidos mais de 100 smartphones e mais de 52 milhões de pessoas acessam a internet pelo celular. Onde bilhões de transações são feitas em apps de banco mensalmente e milhares de pedidos de delivery são feitos com poucos toques na tela (por falar nisso, acabei de fazer meu pedido que deve chegar juntinho comigo). Comodidade e praticidade, sabe como são as coisas né?

Mas, muita coisa ainda me deixa desapontado em um mercado que merecia mais atenção. Fico triste ao entrar em um site e ele não ser responsivo (e fica aqui meu agradecimento ao Google por ter implementado o “mobile friendly”, beneficiando os sites que estão pensando nos usuários!), ao ver aquela empresa que podia facilitar a consulta aos seus serviços por um app ou mesmo um bendito site responsivo, das estratégias mal pensadas, como aquele QR-code do outro lado do trilho do metrô que não dá pra ler. E de como é baixo o medo e também desejo do poder a ponto de brecar a disruptura e inovação impedindo apps a entrarem no mercado (um abraço para as cooperativas de táxi). O pior é que passa ano, entra ano, esses erros permanecem (quando não pioram).

Mas é claro que nem tudo está perdido e algumas empresas estão ganhando o mercado de diversas outras, justamente por pensar mobile, pensar na praticidade e relevância para o usuário, e claro, pensar grande, não abrindo mão de fazer investimentos e pensar maneiras de facilitar a vida do consumidor com apps e estratégias relevantes. E eu fico feliz por atualmente estar em uma e já ter passado por outras empresas onde estratégias móveis não são “modinha” como muitos dizem, e sim são preparadas para marcar presença, marcar o consumidor, e claro, ser um ponto estratégico para receita e geração de valor.

Lembre-se que em 2016 os smartphones vão superar os featurephones e se sua empresa deixar para criar alguma presença mobile só lá, saiba que você estará largando MUITO atrasado em um mercado que já é exigente e sedento por novidades nos dias de hoje.

Enfim, meu pedido para 2015 é para que as empresas pensem mobile, de verdade!

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Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.

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