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Três elementos da autogestão para turbinar a produtividade da empresa

Três elementos da autogestão para turbinar a produtividade da empresa

Historicamente, a autogestão é uma forma de organização oriunda das práticas anarquistas, mas cada vez mais ela tem tornado empresas em coletivos e, parece que a prática vem dando certo, a exemplo do grupo Semler, que já conta até com uma escola no mesmo modelo, o Instituto Lumiar, em São Paulo. Seguem os pontos altos deste tipo de organização:

Autodisciplina

Ao contrário do que se pensa, em uma organização sem hierarquia, a autodisciplina deve ser extrema. Longe do que corre no senso comum, a ausência de hierarquia supõe não uma bagunça generalizada em que cada um faz o que quer, mas a verdadeira prática da autodisciplina.

Para se colocar um ambiente autogestionário para funcionar, deve-se desenvolver uma consciência de pertencimento de grupo e de divisão de tarefas. Desta forma, o indivíduo tema autonomia para trabalhar, mas um senso de responsabilidade elevado no que diz respeito à prática de seus afazeres, uma vez que não haverá um chefe para sanar suas faltas.

Grupos de trabalho

Em uma relação de autogestão, não existem hierarquias claras. Ou seja, não há chefe eterno de um setor ou responsabilidade. Os caminhos e direções são decididos por todos ou por comissões aceitas pelo todo ou maioria.

De modo geral, as organizações por autogestão se dividem em grupos de trabalho onde cada um assume uma função de acordo com seus interesses e aptidões. O interessante aqui é que hora uma pessoa pode liderar algum projeto e em outro momento “apenas” ser orientado, de acordo com os compromissos que vai assumindo e compartilhando. A responsabilidade é legitimada pelo coletivo, que tem o poder de julgar se o trabalho foi responsável e salutar à organização. Isso minimiza a possibilidade de chefes autoritários e despreparados que ameaçam a autoestima e comprometimento do time.

Comprometimento do grupo com resultados

Uma vez que um coletivo, autogestionado, parte do pressuposto da igualdade de participação, de importância e de responsabilidades, espera-se que o senso de urgência para a realização das tarefas seja alto. Desta forma, tudo diz respeito a todo mundo. Ameniza-se o pensamento “isto não é problema meu” porque afinal é sim, problema de todo mundo. O que isso significa? Pessoas trabalham juntas para um fim comum, compartilhando processos, informações e cooperando para o resultado e não para o mérito, que afinal, é de todos. Como se trabalha em grupo, a tendência é um tomar para si o trabalho que o outro não está dando conta. Isto pode ser útil na diminuição da burocracia e daquela concorrência exagerada.

 

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Carolina Feitoza

Cientista Social e estudante de Design de Moda. Apaixonada por antropologia, arte contemporânea e design. Interessada em comportamento, consumo e comunicação. Atua como pesquisadora de consumo.

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