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Contratar os gênios é uma exceção

Contratar os gênios é uma exceção

Recentemente, Nolan Bushnell, fundador da Atari, gigante empresa de videogames – um fenômeno dos anos 80 e, hoje, um ícone daquela geração em que apenas 8 bits eram responsáveis por uma diversão sem limites -, nos ensinou como podemos reconhecer algumas habilidades que os gênios possuem e que, certamente, seriam bons motivos para não contratá-los.

O cara que deu o primeiro emprego para Steve Jobs já se preocupava com algumas características importantes que seus colaboradores deveriam ter. A sua empresa, no final da década de 70, já apresentava características um tanto quanto excêntricas para o Vale do Silício daquela época, onde não havia horários de trabalho, a diversão era garantida e os funcionários eram cobrados pela sua produção, não pelo horário de trabalho.

Uma das ideias que eram aplicadas na Atari pode soar como moderna nos dias de hoje, onde aquele funcionário que não se dava bem com os outros era colocado pra trabalhar em outro turno. Mesmo a empresa não tendo o turno da noite, Bushnell colocou Jobs para trabalhar nesse horário, onde ele ficaria mais confortável para ficar descalço, e certamente, não incomodaria os colegas com o mau cheiro deixado pela falta de banhos frequentes.

Essa pequena história foi contada para dar o cenário para o conteúdo mais importante desse texto, onde as características menos prováveis podem estar em pessoas que dificilmente seriam contratadas em uma primeira entrevista. Um grande empresário pode estar mais antenado nos títulos acadêmicos, na forma de lidar com as pessoas do que na excentricidade do candidato. Se não houver a sensibilidade por parte do recrutador, certamente brilhantes concorrentes podem ficar de fora da empresa.

Nolan deixa claro alguns pontos importantes que devem ser levados em conta na hora de validar características desses gênios. Antes de julgar o livro pela capa, ou o gênio pela sua aparência, é preciso prestigiar algumas de suas atitudes, estas sim, são capazes de medir os resultados que esses caras podem atingir no futuro.

Dentre algumas dicas que o descobridor de Steve Jobs aponta, separo aqui três das que julgo mais importantes:

Valorize o erro

Dentre as características mais importantes na personalidade dos gênios está a gana de tentar. Muitas vezes eles falham diversas vezes até encontrar o pulo do gato. E desse jeito eles não param de tentar. “Queríamos que as pessoas falhassem para aprender. Se você não cair, não está andando rápido o suficiente!”, disse Bushnell.

Procure pessoas apaixonadas

A mesma gana que faz a pessoa tentar várias vezes a movimenta ainda mais nos momentos em que ela está apaixonada pela ideia. As pessoas querem realizar e se tornam mais produtivas quando estão envolvidas de verdade com aquele projeto. “Paixão é essencial! Seja apaixonado e se rodeie de pessoas apaixonadas”.

Separe os “terríveis”

Muitas vezes existem dentro das empresas aquelas pessoas que são antissociais. Porém, longe de outras pessoas elas produzem como nunca. Pra quê desperdiçar esses talentos? “Coloque-os no porão. Crie um turno noturno para elas. Encontre uma maneira.”

Nolan Bushnell destacou estas importantes dicas para reconhecer e valorizar esses gênios, porque ele mesmo foi enganado pela sua percepção. Há cerca de 30 anos, ele teve a oportunidade de ser dono de 30% da Apple pela bagatela de 50 mil dólares. Mas certamente ele não levou fé naquele funcionário esquisito. Ele não acreditou que Steve Jobs seria capaz de transformar a empresa no que ela é hoje.

Se ele pensasse como agora, talvez fosse dono de cerca de 130 bilhões de dólares em ações da Apple. Será que vale a pena levar em conta além das aparências? O que você tem feito na sua empresa para valorizar os excêntricos?

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Jonatan Fortes

Consultor empresarial, Diretor de Marketing da Fonte de Talentos (RS). Mestrando em Desenvolvimento Regional, onde busca conhecimentos visando aplicar na geração de talentos. Acredita no poder da comunicação e atua na promoção e desenvolvimento de empresas e talentos para o crescimento coletivo.

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