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Pensar pequeno, agir grande

Pensar pequeno, agir grande

Profissionais e estudantes de publicidade têm essa mania de buscar inspiração nos cases ideais das campanhas de grandes agências, feitas para marcas de peso, com uma verba astronômica e alcance de milhões de pessoas. Certo, esse conhecimento é necessário (até mesmo exigido) e não há nada errado em usar esses projetos como exemplo para suas próprias criações. Entretanto, muitos desses profissionais e estudantes não percebem que o problema enfrentado pelos gigantes internacionais é o mesmo que seu cliente com verba curta precisa resolver; ou que a solução que esses gigantes encontraram para resolvê-lo, usando toda a pirotecnia de que dispunham, poderia ser aplicada de forma mais simples, suficiente para deixar seu cliente satisfeito ou ajudar aquele ‘bistrozinho’ perto da sua casa – e quem sabe daí não saísse um bom freela.

Talvez o nome da célebre campanha do Beetle da Volkswagen, lançado nos anos 60 nos Estados Unidos para promover o fusca entre os norte-americanos, venha a calhar: Think Small. Não no sentido de pensar medíocre, evidentemente, mas de usar um bom conceito em soluções simplificadas.

As chances da maioria dos profissionais de publicidade criarem para gigantes como a Coca-Cola são reduzidas, mas o que os impede de oferecer uma ideia interessante para uma empresa menor, ou fazer um planejamento de mídia para uma ONG que tenha pouca verba? Por dinheiro, por prazer, pela boa ação ou pelos três fatores, são modos de colocar a criatividade em prática e espalhar seu nome e talentos.

Resultados expressivos agregam a qualquer currículo e ser o responsável por tirar uma empresa da lama conta até mais pontos do que criar mais um projeto para uma companhia bem estabelecida. Uma boa sacada pode te fazer sair do anonimato, dobrar o preço do seu orçamento e te tornar um profissional de maior peso no mercado.

É claro que nem tudo serão rosas e nem sempre uma boa ideia será aprovada, mas isso acontece do ‘bistrozinho’ à Coca-Cola. Cabe ao profissional saber vender seu projeto e adaptá-lo às necessidades e recursos de cada cliente.

Já diz o ditado: a grama do vizinho é sempre mais verde. Quem sabe, enquanto você está sonhando com um gigante, não tem uma empresa do seu lado que adoraria te ter na equipe? Depois de um tempo, pode até ser que o gigante olhe para os lados.

Ana FigueiredoEsse artigo foi escrito por Ana Luiza Figueiredo. Ana é redatora freelancer, vive de escrever e vive escrevendo. Atua no site Afronte e tem textos por toda a internet. Fã de carteirinha de projetos colaborativos e de profissionais e empresas que saem da caixa e descobrem novos caminhos. 

 

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Mariana Melissa

Graduada em Marketing e Gestão de Recursos Humanos, é apaixonada pela arte da escrita e pelas relações pessoais. Já trabalhou com comunicação interna, redação e marketing. Atualmente é Gerente de Projetos na agência Target Mais e está a frente dos projetos internos do Ideia de Marketing atuando como gestora de pessoas e conteúdo. marianamelissa.s@gmail.com

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