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Ao Mestre com carinho

Ao Mestre com carinho

Fui educada tradicionalmente e por ser filha de militar conheci diversas escolas. Uma carteira atrás da outra, revivendo o ritual anual da compra de material escolar ano após ano. Ao longo dos anos o material mudava, saía a lancheira e lápis de cor e chegava à maturidade da caneta esferográfica e cadernos com 10 matérias. No entanto, todas as escolas traziam algo em comum – a figura do professor.

Foram muitos os professores que marcaram a minha vida. Com eles aprendi a escrever meu nome, a diferença entre mal e mau, a composição da água, os Quatro Ps de Marketing e o que é educação bancária.

Com os meus mestres entendi o que significava encantar. Você se lembra de quando escreveu seu nome pela primeira vez? E quando leu a primeira palavra? Eu lembro!

Paulo Freire já dizia que não basta saber ler que ‘Eva viu a uva’. Também é preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.

Ser professor é ser um grande observador e conhecedor de seus alunos. Ser professor é entender que a escola não é um lugar de isolamento e que deve ser um ponto de encontro da comunidade. Ser professor é entender que marcamos a vida de nossos alunos e sendo assim, devemos fazer o máximo para deixarmos marcas agradáveis, decisivas e transformadoras.

Escolhi escrever um pequeno texto apenas para celebrar os que zelam pelo saber, pelo conhecer e pelo futuro intelectual de todas as nações.

Como sempre faço, gostaria de propor um desafio: pense no professor que mais marcou a sua vida. Pensou? Agora me diga, se você pudesse agradecer publicamente ao seu mestre, o que você diria?

Bem, aqui vai o meu: Tia Terezinha, apesar das suas constantes tentativas de me relembrar que você que não era irmã do meu pai ou da minha mãe, eu nunca deixei de chamá-la de tia. Gostaria de agradecer por não ter me exposto no dia em que fiz aquele xixi nas calças e por ter me explicado que era apenas uma função biológica e que na verdade era até um bom sinal, pois meus órgãos estavam funcionando bem. Obrigada por ter sido sábia o bastante em transformar um xixi em um evento de aprendizado coletivo. Em reforçar a importância da empatia, da solidariedade e do respeito ao próximo e da resiliência. Faço aqui uma pequena confissão, muitas vezes acho que ao contratar um professor as escolas deveriam fazer o teste do xixi ou incluir uma pergunta em toda entrevista para admissão de docentes: o que fazer se um aluno fizer um xixi na sala de aula?

Meus agradecimentos a cada mestre que todos os dias transforma o mundo, a vida e o caminho de seus alunos. Professor, parabéns pelo seu dia!

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Giselle Santos

Formada em Marketing, pós-graduanda em Gestão Estratégica de Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual. Atua como Coordenadora Acadêmica na Cultura Inglesa RJ/DF/GO/RS e é membro do Painel de Especialistas em Inovação do Horizon Report K12 2014. Geek assumida,curiosa por natureza e investigadora de tendências e tecnologias disruptivas. Acredita que para ser feliz é preciso hackear a vida e não se acomodar! Mãe e avó de cachorro e inventora aos finais de semana.

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