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Essa tal melhor idade – a mudança no perfil dos idosos e sua relação com consumo

Essa tal melhor idade – a mudança no perfil dos idosos e sua relação com consumo

Nas suas viagens, no supermercado, nas lojas, na academia, você já reparou na quantidade de idosos na sua volta? Pois é, a sociedade está envelhecendo e vivendo mais! Vivendo mais e melhor, eles estão viajando, namorando, estudando, cuidando da saúde e consumindo – para eles, para os filhos, para os netos, para o bichinho de estimação… A terceira idade não é considerada melhor idade à toa!

Há muito material abordando as gerações x, y e z, seus desejos, perfil, comportamento, etc. Porém as gerações anteriores a estas parecem ter caído no esquecimento! No primeiro dia de outubro comemorou-se o Dia do Idoso, mas quem for esperto, não vai lembrar dos nossos velhinhos somente nesta data. Até porque, vamos combinar que uma pessoa de sessenta anos com os recursos que temos hoje não é tão velhinho assim, não é? Além disso, a população idosa só tende a aumentar!

É um público que aumentou consideravelmente sua representatividade no mercado e oferece muitas oportunidades de negócio. Podemos esquecer aquele estereótipo de vovôs e vovós pacatos, eles estão bastante ativos, buscam a vida saudável e qualidade de vida. Além disso, querem estar atualizados e usufruir da tecnologia, que se torna uma forma de inclusão.

Muitos idosos ainda trabalham para complementar a renda, mas a maioria já está aposentada, com tempo livre para cuidar da saúde do corpo e da mente. Esta maior disponibilidade de tempo permite que permaneçam mais nos locais que frequentam, inclusive nos locais de consumo, o que representa uma tendência na qual a loja física se mostra um espaço de interação, tornando o momento da compra uma forma de se relacionar e a loja uma oportunidade de encontrar pessoas. E desta forma fica fácil descobrir o que procuram, os idosos são contadores de histórias, basta um pouco de paciência para identificar as suas necessidades.

O tempo livre também permite que pesquisem mais, como não dão tanto valor ao luxo, preferem conforto e economia – quer ganhar a venda, faça ao idoso uma boa oferta. É um público exigente, e às vezes pode ser um pouco mais difícil incorporar uma ideia nova sobre algo que ele já possui uma opinião formada, ou um julgamento, assim se tornam o terror dos vendedores, além de pechinchar, frequentemente contestam a argumentação de venda, por isso a importância de um atendimento treinado.

A principal dificuldade referente ao consumo na terceira idade é, segundo eles, encontrar produtos, principalmente vestuário, que agradem em termos de modelagem. Muitos gostam de artigos moderninhos, mas que vistam seu tipo físico, o que é difícil encontrar – olha aí as oportunidades!

Em geral buscam experiências saudáveis e prazerosas, são vaidosos, gostam de se manter atualizados, consomem cultura e priorizam a saúde. Valorizam segurança e conforto – fique atento a estes itens se quiser atender este público. Eles percebem que não são valorizados nas questões de consumo, então uma ação ou divulgação específica pode fazer diferença.

Setores relacionados à saúde, bem estar e viagens já logram bons resultados. O envelhecimento da sociedade é uma realidade, é necessário estar preparado para ela em todos os setores, e quem o fizer, estará aproveitando uma ótima oportunidade!

 

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Caroline Trapp

Publicitária e sócia-proprietária na AnimA Estratégias em Relacionamento. Estuda comunicação, marketing e comportamento de consumo, vê no relacionamento o diferencial de marcas e negócios!

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