fbpx

O que pode ter por de trás da cortina não é o que você imagina

O que pode ter por de trás da cortina não é o que você imagina

Ao adentrar o templo desconhecido, talvez o lugar que poucos podem ver (talvez um lugar que ninguém, além de você mesmo, vê) ninguém, além de você, pode dizer o que existe lá. Talvez lá não exista nada além do que diz a imaginação. O que outro imagina, lá não existe.

A mente do consumidor é algo realmente desconhecido e, onde esse ditador de regras mora, ninguém mais entra, ninguém mais vê. Pois o desejo na mente desse cara, que dita as regras do mercado, manda no conjunto da obra, desenvolve e migra seu pensamento a todo instante. Esse cara sabe o que quer, ou não sabe, pois ele também se entrega às ideias do outro.

O mercado que dita as regras para ele, advinha. Ele percebe nas atitudes, as tendências do consumo. Ele lê nas entrelinhas, ele avisa, ele observa. É capaz de entender o que cada um diz pelo jeito de andar. Ele advinha as regras, ele sabe comportar-se parecido, ele imita. Ele ajeita para agradar, ele agrada para vender. O mercado não se entrega, ele se esguia por sobre as vontades, ele admite que se move por onde o amante da obra passeia. Ele sabe o que quer, o cliente não sabe, mas os dois caminham para o mesmo lugar.

Desde que esse cara precisou melhorar a sua busca, desde que ele caprichou na palavra, o mercado entendeu, mergulhou e entregou o que ele queria. Depois disso, entendeu tudo o que lhe falava, o cliente entendeu o caminho. Usou esse modelo depois, e depois. Tudo o que ele viu foi verdade, e parte do que o mercado lhe deu foi mentira. Tudo isso melhorou, eles se conheceram melhor, se casaram, separaram, entraram em um acordo e tudo seguiu.

Esse casal se tratou bem, se manteve ativo, criou suas manias e descobriu um pouco mais um do outro. Desenvolveram ideias, partiram do princípio de novo. Andou de mãos dadas com outras ideias, sabia o que ele queria, e também sabia perguntar o que seria melhor para ele. Tudo isso gerou frutos, gerou riquezas, percebeu novidades e encarou tudo o que apareceu pela frente.

Desde sempre um dependeu do outro, eles viviam em harmonia, eles cambaleavam para se entender, um dos dois sempre buscou a melhor parte. Eles não sabiam, no entanto, que a melhor parte precisaria ser dos dois. Um pouco para um, um pouco para outro. Eles não sentiam a vontade de entregar mais, nem o mercado, nem o cliente. Nenhum deles entendeu que para serem felizes, precisariam caminhar lado a lado, eles não viam ainda que pressentiam uma mudança.

Nada que poderia vir seria predestinado. Nenhum deles poderia suportar o fim do outro. A vontade de um era o desejo do outro. A entrega de um seria o prazer do outro. Por fim entenderam. Eles se olham e se amam, hoje um precisa do outro. Eles já notaram que precisam se agradar eternamente. Sabem que esse amor só sobrevive com dedicação e carinho. Eles querem viver o conto de fadas até o fim. Eles querem ser felizes para sempre.

 

0

Jonatan Fortes

Consultor empresarial, Diretor de Marketing da Fonte de Talentos (RS). Mestrando em Desenvolvimento Regional, onde busca conhecimentos visando aplicar na geração de talentos. Acredita no poder da comunicação e atua na promoção e desenvolvimento de empresas e talentos para o crescimento coletivo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *