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Cautela Is The New Black: uma história sobre privacidade

Cautela Is The New Black: uma história sobre privacidade

Não há mais o que discutir, as redes sociais estão nos vãos de nossa vida, e no recheio também. Mas, para os precavidos e conscientes é hora de pensar em renunciar alguns costumes.

Pode parecer neurose, mas pensar sobre nossa privacidade na internet chega a ser perturbador. Geralmente não nos damos conta do quanto este espaço é compartilhado e, por que não, de fácil acesso para os bem e mal intencionados.

É como se fosse a história do Big Brother – George Orwell – e existisse algo subliminar que nos impulsionasse a seguir um ciclo já traçado. Para quem ainda não viu, o documentário ‘Terms and Conditions May Apply’, de Cullen Hoback, ilustra bem esta realidade com personagens do Google, Apple, Anonymous e outras histórias que rompem com todas as nossas expectativas. Estamos sendo vigiados, sim!

Mas a internet nem sempre foi assim. Hoback já declarou que foi após o 11 de setembro que os Estados Unidos fortaleceram as especulações e vigilâncias. Tudo soa como forma de prevenção e ao concordar com determinado ‘contrato’ na internet estamos colaborando para o fim de nossa privacidade, fornecendo e liberando o acesso a todas as nossas informações. “Tudo bem, eu não tenho nada a esconder. Mas a questão não é a de não ter o que esconder, mas sim a impossibilidade de poder guardar para si o que quiser. Não há essa alternativa”, argumenta o diretor.

São inúmeras as caixinhas de ‘Li e Concordo’ que assinalamos sem ler, justificavelmente, mas que funcionam como uma permissão oficial e uma desculpa imbatível de que nada está sendo feito ‘fora do combinado’.

A informação é a arma mais poderosa do momento e não estamos cuidando bem dela. Nossos gostos e opiniões são mais importantes para nós do que para as grandes corporações que a almejam. Quem afinal conduz as nossas escolhas? Nossa autonomia ou o remarketing?

É tudo bem mais sério do que imaginamos e ao assistir o documentário nos resta uma sensação de insegurança e fragilidade. Todas as nossas buscas, nossos acessos e nossos pensamentos compartilhados são armazenados e, por que não, julgados? Uma interpretação errada de alguma emoção impulsiva poderia nos comprometer pelo resto da vida.

Por isso, fica o desafio de praticar o ‘pensar duas vezes’. O que você realmente gostaria de compartilhar a todos? O que poderia te prejudicar? O quanto da sua vida você quer expor? Não é mais questão de ego ou estrelismo, é só sobre ter cautela, já que este pode ser apenas o início de uma caminhada que definitivamente não queremos seguir!

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Jussara Coutinho

Jornalista com experiência em e-commerce e mídias digitais. Adora falar sobre comportamento e encontrar pessoas que discordem dela com bons argumentos.

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