fbpx

O perfil da liderança servidora pela ótica do livro “O monge e o executivo”

O perfil da liderança servidora pela ótica do livro “O monge e o executivo”

Liderar é servir. Essa é a abordagem que o livro “O monge e o executivo – uma história sobre a essência da liderança” traz sobre como pensar e praticar este tipo de liderança. É possível identificar vários estilos de liderança, como o carismático, o democrático, ou ainda o autocrático e outros tantos que viram até modismos durante um certo tempo entre alguns “especialistas”. Contudo, com um mundo corporativo mais competitivo e uma busca freqüente por bons resultados, como desenvolver um estilo de liderança onde possa atender a empresa e aos funcionários de forma satisfatória? Bem, essa é a resposta que lhe darei para refletir e questionar.

Não sei se o leitor já ouviu a proposta da liderança servidora, se acredita ser um modelo palpável, idealista ou se é pura besteira. A liderança servidora se fundamenta na figura de Jesus Cristo, personagem que mesmo após a sua morte consegue influenciar diversas pessoas. Não entrarei aqui nas questões religiosas, pois mudaria o foco do texto, mas apresentarei minha visão baseado no conhecimento que tenho e na compreensão que tive do livro de James C. Hunter.

Pelos relatos da história, Jesus desempenhou sua liderança de um jeito até então especial. Ele ensina através de parábolas (pequenas histórias) e provocava a reflexão de seus discípulos fazendo-os entender a importância de se superarem e de cumprirem certas tarefas. Repreendia quando tinha que repreender, e elogiava quando tinha que elogiar. Certamente alguns de seus ensinamentos são difíceis para nós, especialmente quando nos privamos de reflexões que poderiam nos ajudar a amadurecer.

Apresentarei o perfil da liderança servidora através de três relações: Poder X Autoridade; Desejo X Necessidade; e Escravo X Servir.

Poder X Autoridade

É abordado no livro a relação que desenvolvemos com estas palavras, e a forma como nos dirigimos aos indivíduos que nós conhecemos. O poder pode ser entendido como a faculdade de forçar ou coagir alguém a fazer a sua vontade, por causa de sua posição ou força. Já a autoridade é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiasticamente visando determinados objetivos. Jesus basicamente se utilizava da autoridade. Ele abordava as circunstâncias de maneira leve e descontraída, através do diálogo e de questionamentos. Um líder pode se utilizar do poder? Sim, até porque ele tem um cargo que “permite” a utilização do poder. Contudo, o uso da autoridade convence melhor as pessoas e no longo prazo elas provavelmente se sentirão mais integradas a proposta do líder e da empresa.

Desejo X Necessidade

Por se utilizar da autoridade (que se baseia muito no diálogo), o líder servidor vai fazer tudo o que os funcionários quiser? A resposta é não. Eu explico melhor contemplando a diferença entre desejo e necessidade. Desejo é algo que queremos para satisfazer nosso ego, mas geralmente não precisamos desse algo (de sua qualidade ou de sua quantidade). A necessidade faz parte da natureza humana, e precisamos atendê-la para poder viver. Exemplo¹: Desejo – ganhar o máximo de salário possível / Necessidade – ter um salário justo para o cargo que eu desempenho, pois assim a empresa não irá falir. Exemplo²: Desejo – ter vários pares de sapatos quando temos apenas dois pés / Necessidade: ter uma quantidade de sapatos suficiente para atender meus momentos de trabalho e de lazer.

Escravo X Servir

A última relação dá um panorama mais prático do que seria liderança servidora. Ser escravo é fazer tudo o que uma pessoa deseja sem questionar ou reclamar; e é dessa forma que muitas pessoas entendem o significado da palavra servir. Contudo, servir implica usar a autoridade para atender a uma necessidade. Além disso, resulta numa relação de compreensão e atenção entre o líder e seus liderados.

Acredito ser um modelo de liderança diferenciado e que diante dos desafios que atualmente as empresas vêm enfrentando, pode proporcionar maior integração para a busca de bons resultados. Um líder servidor não foca somente nas pessoas, como o senso comum pode nos propor. Hoje, mais do que nunca, a atenção do líder também está voltada para as tarefas. Então, o líder foca nas pessoas e nas tarefas, desenvolve suas relações com base na autoridade, visa atender a uma ou mais necessidades através do serviço.

Uma boa semana! Paz e Bem.

0

Ricardo Verçoza

Professor; Administrador formado pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP); Pós-graduando em Docência no Ensino Superior pelo Senac; Acadêmico de Recursos Humanos pelo Instituto Brasileiro de Gestão e Marketing (IBGM); Estudioso de empreendedorismo, responsabilidade social e da Geração Y. Tenho na educação a esperança de transformação deste mundo: pessoas conscientes contribuem para um mundo melhor!

Um comentário em “O perfil da liderança servidora pela ótica do livro “O monge e o executivo”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *