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“Tem, mas acabou” ou como (não) acabar com a sua imagem

“Tem, mas acabou” ou como (não) acabar com a sua imagem

Quem nunca entrou em uma loja, fez um pedido e ouviu a célebre frase? Dá arrepios ao ouvir.

Há empresas que na ânsia de alcançarem um vasto grupo de clientes acabam por oferecer um festival de insatisfações. Para não fazer feio, é necessário organização e clareza entre o sonho e o possível. Destaco os seguintes pontos:

Defina seus objetivos

Tenha foco. Saber aonde quer chegar é essencial para conseguir trilhar o passo a passo. Defina bem a proposta, elimine hipóteses mirabolantes e gastos faraônicos. Lembre-se de que o imprevisto ronda sempre e ninguém quer levar um susto logo no início do caminho.

Examine minuciosamente as possibilidades

Assegure-se de não estar reinventando a roda. Conheça a concorrência. Descubra os gaps no mercado. Perceba as insatisfações e onde moram as grandes oportunidades. Elas podem estar nos pequenos detalhes.

Tenha noção do seu tamanho

O concorrente tem uma história de 30 anos é uma ótima empresa, tem um belo atendimento e oferece dezenas de variedades do produto/serviço. Ótimo para ele, mas você só tem braços para garantir poucos, e garantirá, junto com qualidade e outros diferenciais, você nunca dirá “tem, mas acabou”. O importante é oferecer um diferencial, e ele nem sempre está só no produto! Isto pode ser feito mudando em pequenas doses o mais do mesmo. Uma nova estratégia nos serviços, no atendimento; bom humor, uma parede mais colorida, jogos na sala de espera, caminhos mais interativos, novos formas de alcance. Tudo para fazê-lo feliz.

O básico pode ser o diferencial

Já percebeu que preto nunca sai de moda? E arroz com feijão? Conversa mole? Madeira? Vinho? Pão com manteiga? Jeans? Entendeu? Clássicos são clássicos! O grande olhar pode ser reinventá-los de forma sutil, de acordo com sua identidade, sem necessidade de propor o novo e desconhecido.

Identidade

Simples: faça o que fizer, deixe a sua marca. Crie um padrão e siga, não importa o que acontecer, e será reconhecido aonde estiver.

Seja sensível ao seu público

Um empreendedor é responsável por realizar planos, sonhos. Aquele cliente pode estar realizando o sonho da infância que ninguém ajudou a botar de pé, pode ser o dia em que ele levou a amiga no café bonitinho para se declarar. Ele foi atrás de diversão, satisfação, sucesso, consolo. Há diversas emoções contidas na escolha. Ele escolheu o seu empreendimento para fazer parte da vida dele, seja pessoal ou profissional, e isto significa realização. Ele encontraria isso no seu serviço/produto, até que surge alguém para lhe dizer “tem, mas acabou”?

Coloque-se no lugar:  planos frustrados, se ver obrigado a procurar outra estratégia, outros métodos que não conhece. A ausência da realização. Não importa o tamanho, o seu estabelecimento foi o responsável. Frustrar o cliente é plantar pontos de interrogação na sua porta.

Se algo der errado, reconheça o erro, peça desculpas e mantenha a cabeça erguida

Seja honesto, faça sua empresa honesta. Transparência é o que há de melhor nos dias de hoje, refaça o caminho e reafirme a proposta. Seja cordial.

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Carolina Feitoza

Cientista Social e estudante de Design de Moda. Apaixonada por antropologia, arte contemporânea e design. Interessada em comportamento, consumo e comunicação. Atua como pesquisadora de consumo.

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