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Menos funções, mais apps. Por que?

Menos funções, mais apps. Por que?

Resolver um problema de cada vez.

Começo esse artigo com essa frase justamente para você entender um pouco mais sobre um movimento que vem acontecendo no mercado de aplicativos.
O Facebook já anunciou que em breve, desmembrará seu app. Como assim? Mensagem e o Feed de Notícias ficarão separados, em apps distintos, que vão “transitar” entre um e outro. O Foursquare lançou o Swarm e atualizou o app. Agora, para dar checkin, ver onde os amigos estão e até conversar com eles você usa o Swarm (que por sinal, ficou muito mais social) e no Foursquare você descobre novos lugares. Até o Google entrou na brincadeira separando alguns serviços em 3 apps diferentes: Slides, Docs e Sheets. E porque isso está acontecendo? Bem, vamos lá.
foursquare
Essa separação pode ter vários motivos, mas uma delas é se concentrar em uma coisa que os usuários querem fazer no app, fazendo isso e fornecendo uma experiência realmente única.
Essa decisão do Foursquare não foi “achismo”. Segundo o vice-presidente de gerenciamento de produto do Foursquare, apenas 5% dos usuários entrava no app para fazer duas coisas ao mesmo tempo: procurar amigos e achar um restaurante. Ou seja, 95% fazia um OU outro.
Entretanto, essa estratégia tem alguns pontos que devem ser levadas em conta. Ainda é totalmente insustentável para pequenas startups, mas devem ser justamente levadas em conta na hora da concepção do MVP (Minimum Viable Product) e apesar de ser bem nova, vai ajudar ainda mais as startups a pensarem nisso com mais cuidado antes de lançarem um aplicativo / serviço com milhares de funções (para lembrar um pouco mais sobre esses conceitos, dê uma olhada no meu artigo: Sua ideia (ainda) não vale nada). E ai sim, teremos uma UX (user experience) mais focada e dedicada.
É claro que nem tudo são flores. A ideia de ter que baixar diversos apps pode irritar um pouco os usuários (e ainda existe muito debate sobre isso), mas vale lembrar que, falando sobre comportamento do usuário em smartphones, os usamos muitas vezes, mas em sessões cada vez menores (como por exemplo, você chega em um lugar, pega o smartphone, da um checkin e o celular volta pro bolso).
Ainda precisa amadurecer muito, mas esse movimento prova cada vez mais que as empresas devem fazer o dever de casa e descobrir o que é importante para o usuário, evoluindo a experiência e resolvendo um problema de cada vez.

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Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.

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