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Desenrolando a língua: a sua empresa está preparada para receber outros idiomas?

Desenrolando a língua: a sua empresa está preparada para receber outros idiomas?

Que nós moramos em um país tropical abençoado por Deus, todos nós sabemos. No entanto, será que além de ser bonito por natureza, nosso país também está pronto para receber visitantes que não falam nossa língua?

Sleeve- juice e molho barbie-kill são algumas das pérolas que já vimos postadas em redes sociais. Mas o assunto é muito mais sério do que pensamos. Às vésperas de um dos maiores eventos esportivos do mundo, como já era de se esperar, estamos presenciando uma corrida aos cursos de línguas que prometem deixar todo mundo preparado em poucas aulas. E é possível também encontrar uma série de publicações, na banca de jornal mais próxima, que garantem dar o pulo do gato em pelo menos seis línguas diferentes.

Em outras palavras, seremos fluentes em embromation até a Copa. Será?

Como queremos ser lembrados por aqueles que nos visitam? Qual a prioridade da comunicação ao nos organizarmos como anfitriões? Nelson Mandela já dizia que se falarmos aos homens em uma linguagem que compreendam, a nossa mensagem entrará em suas cabeças. Mas se falarmos em sua própria língua, a nossa mensagem entrará diretamente em seus corações. Então, seguindo o clima de arrumação de casa para receber nossos amigos que não dominam nossa língua, aqui vão cinco dicas para evitar interpretações erradas.

Quando possível, evite as ferramentas de tradução instantânea

Lembra-se daquela velha surda da praça? Muitas vezes, estas ferramentas sofrem de um bloqueio de entendimento e fazem apenas as traduções das palavras que conhecem, “inventando” significados para o que não lhes é familiar. Como nem sempre conseguem decodificar o contexto e a diferenciação de significado e forma, podem acabar sugerindo que sirva suco de manga de camisa no seu restaurante – enquanto deveriam fazer referência à fruta, que é tão típica de nossas terras.

Simplifique sua mensagem

Quanto mais simples for a mensagem que quer passar, maior a probabilidade de entendimento e menor o risco de erros. Em inglês, costumamos usar a sigla KISS (Keep it short and simple), o que significa: mantenha sua mensagem curta e simples. Nomes e explicações mirabolantes e complicadas sempre são difíceis de traduzir e explicar, se uma criança de cinco anos não conseguir entender a sua intenção, está na hora de simplificá-la.

Sempre peça a ajuda de alguém qualificado ao fazer traduções

Todo mundo tem aquele amigo que acabou de fazer intercâmbio em Miami e que fala super bem o inglês, ou ainda aquela amiga que vai à Paris duas vezes ao ano. Mas lembre-se: o barato muitas vezes sai caro. Erros de comunicação podem render prejuízos e ações judiciais. Previna-se!

Teste suas mensagens antes de as validar em sites, produtos, cardápios, placas, etc.

Peça ajuda e teste suas mensagens com falantes da língua-alvo. É sempre bom saber se não há ruídos na comunicação e tenha sempre cuidado com siglas – muitas vezes uma inocente sigla como ‘ass’ que abrevia a palavra assinatura pode render um constrangimento sem tamanho. A sigla em questão, além da palavra asno também pode descrever partes anatômicas que geralmente não são discutidas em público. Sempre que for usar uma sigla, certifique-se de que a mesma não carrega nenhum significado constrangedor na língua-alvo

Treine sua linha de frente

 Eles são o seu cartão de visita. Não faça promessas do tipo: aqui falamos a sua língua, se isso não for verdade. Lembre-se de que nem só de Copa vive o Brasil e a diferenciação que tanto procura pode estar no atendimento personalizado aos clientes estrangeiros. Prepare-se com antecedência e realize treinos frequentes.

Se uma das premissas do bom anfitrião é garantir a comunicação e o bom entendimento de seus convidados, aproveite o tempinho que ainda falta e evite deslizes nos serviços, por conta da falha nas traduções. Good Luck!

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Giselle Santos

Formada em Marketing, pós-graduanda em Gestão Estratégica de Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual. Atua como Coordenadora Acadêmica na Cultura Inglesa RJ/DF/GO/RS e é membro do Painel de Especialistas em Inovação do Horizon Report K12 2014. Geek assumida,curiosa por natureza e investigadora de tendências e tecnologias disruptivas. Acredita que para ser feliz é preciso hackear a vida e não se acomodar! Mãe e avó de cachorro e inventora aos finais de semana.

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