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Retail’s Big Show – novas tendências, velhos desafios!

Retail’s Big Show – novas tendências, velhos desafios!

Uma abordagem sobre o principal evento de varejo do mundo

Como diz a música “tudo muda o tempo todo, no mundo”, e no mundo dos negócios e do varejo não é diferente. Novas tecnologias, novas opções, novas necessidades, novos desejos, novos valores, novos comportamentos, novos consumidores. O resultado disso para as empresas é a necessidade de se reinventar, estar atento a estas mudanças que aos poucos vão interferindo na vida e nas escolhas das pessoas.

Ciente desta necessidade, o Brasil foi o país que mais destinou profissionais ao Retail’s Big Show, principal evento para o comércio organizado pela NRF – National Retail Federation – realizado em Nova Iorque. Eu não estive lá, mas procurei compilar as principais tendências deste ramo tão complexo e tentar entender o que está por vir.

Impossível tratar de tendências sem mencionar tecnologia, vetor das principais mudanças para consumidores e lojistas. É fato, a evolução acelerada da tecnologia assusta, principalmente o varejo tradicional, que teme a supremacia do varejo online. E esta é a pergunta que não quer calar, este receio procede? Neste quesito as respostas convergem para uma mudança na maneira de consumir, mas deixando claro que o varejo tradicional e digital vão coexistir e se complementar.

Há alguns pontos relevantes a destacar. Primeiro que o consumidor vai consumir onde for mais cômodo para ele, neste ponto a internet facilita e privilegiará a loja online, o mobile invadiu o estilo de vida das pessoas e a expectativa é de que logo alcançará a maioria dos acessos à internet. É um comportamento que não há como controlar, o que as lojas físicas precisam fazer é estar presentes no meio, fazendo uso do marketing digital de forma profissional para também atingir este público.

Voltando à comodidade, o varejo pode utilizar da conveniência para se beneficiar. É importante pensar em alternativas para estar onde o consumidor está. Neste sentido uma das tendências apresentadas foram os coletivos, lojas mistas que aliam produtos que atingem a um mesmo público em um mesmo local, algumas misturando setores, usando a criatividade sem preconceito para inovar.

O aspecto que favorece a loja física é as pessoas gostarem da experiência da compra, de tocar, escolher e se relacionar, e vão prestigiar empresas que propiciem isso. É importante explorar os sentidos, pois este é o seu diferencial! Em meio à rotina acelerada, muitas vezes o tempo de sair para comprar é também o tempo de estar com a família, de se divertir, então se a experiência for prazerosa, vai ganhar o público.

A troca frenética de informações está mudando a nossa percepção, produzindo novas estéticas, quebrando paradigmas. A única certeza é a constante mudança. Com a globalização propagou-se a ideia de igualdade, mas o que está acontecendo é uma necessidade de diferenciar, de customizar, de buscar uma conexão com o público, gerar benefícios e conquistá-lo! E para isto vale abandonar os rótulos e buscar alternativas que gerem inovações para o consumidor, sobre a perspectiva dele, porque se não for assim, não há inovação! Conquistar o cliente é e continuará sendo um grande desafio!

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Caroline Trapp

Publicitária e sócia-proprietária na AnimA Estratégias em Relacionamento. Estuda comunicação, marketing e comportamento de consumo, vê no relacionamento o diferencial de marcas e negócios!

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