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Somos todos mais do que marketing

Somos todos mais do que marketing

Recentemente vimos mais um caso de racismo no esporte, um caso internacional, polêmico e lamentosamente sem um término definitivo. Não há como mudar de uma hora pra outra o que já foi cultuado durante anos, no passado, pela história da humanidade. Porém, a mudança é necessária. Uma reformulação de valores e princípios morais e étnicos se anseia ao redor do mundo e em todo lugar em que exista algum tipo de descriminação, seja ela qual for, existe o lado oposto para bater de frente contra os ataques contundentes dos mais imparciais e categóricos. Isso representa mais uma batalha árdua a ser vencida contra a ignorância.

No decorrer de nossa evolução, entre lutas por terras, direito e por uma vida digna, usamos de artifícios que tínhamos ao alcance em cada período. Existiram épocas de lanças e escudos, crença em feitiçaria e encantos, poderes dos deuses, revoluções civis, entre outras, e a comunicação sempre esteve agregada a cada movimento, disseminando a informação e mostrando o poder que cada um tem em mãos.

Hoje, não é tão diferente. A comunicação nos dá poder e estrutura nossas ideologias. Conecta as extremidades do mundo e compartilha seus elementos. Porém, temos muito mais informação disponível e o acesso a ela são diversos, portáteis e adaptáveis. E é justamente nessa teia que encontramos os gritos de insatisfação e protestos pelo planeta. O caso de racismo citado, que suscitou em respostas, é um exemplo de um movimento impulsionado por essa onda midiática. Nada mais justo. Vimos campanhas de agências e empresas levantando suas bandeiras contra o preconceito e impondo seus brados altruístas. Um simbolismo do mercado filantrópico moderno. As empresas veem demonstrando suas preocupações com essas questões sociais e deixando à vista que existe algo além do marketing – pelo menos é algo que se nota. Mas, até onde vai esse altruísmo “espontâneo”? Mais do que nunca essa onda é forte e gritante em nossas redes. Que isso não seja só mais uma onda e que não deixemos de olhar para os fatos que entorpecem nossos movimentos. Esperemos que as empresas façam mais do que só usar da publicidade para exibir seus projetos para um futuro mais justo. E esperamos ainda mais que seus projetos sejam, semeados, cultivados e desfrutados por um bem maior!

Não tem como não olhar para determinados acontecimentos atuais sem estarmos conscientes de sua importância e carregamos a incumbência de cobrar, propagar e nos empenhar a alimentar mais esse espírito de inconformismo.

Somos mais do que marketing, somos a mensagem, o meio e o poder!

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Marcos Holanda

Curioso. Inconstante. Inconformado. Seria interessante me conhecer um pouco mais pelos meus textos, eles representam parte de mim. Então, boa leitura!

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