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O que o ‘iogurte grego’ pode te ensinar sobre marketing?

O que o ‘iogurte grego’ pode te ensinar sobre marketing?

Com polpa de fruta ou natural, bem cremosinho e geladinho! O iogurte grego realmente ganhou o coração dos brasileiros. Mas afinal, qual é a deste iogurte ‘grego’?

Na verdade, de muito especial ele não tem é nada, além da sua cremosidade, ou seja, de um uma dose de espessante a mais. Fora isso, ele também não tem nada de ‘grego’, já que na Grécia os típicos iogurtes são caseiros.

De qualquer forma, a primeira marca a lançar este ‘conceito’ foi a Vigor, que logo inspirou todas as outras grandes marcas do setor e ganharam juntas o mercado com toda esta ‘finesse’ do nome.

O iogurte com pinta de europeu reinventou o cenário do alimento, que já traz diversas inovações, incluindo versões de garrafinha, mais líquidas. Opa! Espera aí, mais líquidas? Mas a textura não era o grande diferencial do produto? Pois é! Este é o perfeito exemplo do movimento conhecido como ‘gourmetização’!

A gourmetização nos ganhou!

O conceito de ‘gourmetização’ nada mais é do que a sofisticação do simples. É um toque de luxo no dia-dia. Brigadeiros, hot-dogs, pipocas e, acredite, até água já podem fazer parte deste seleto grupo gourmet, que contempla a alto culinária.

O que entra em jogo neste momento é nossa aceitação diante do que o mercado oferece. Estamos presenciando um grande movimento ou incentivando a futilidade? Qual é o limite para a gourmetização e o que queremos provar quanto estamos consumindo este conceito?

É conveniente relacionar este movimento com a onda da ‘ostentação’ e, inclusive, com o alcance deste determinado tipo de ação nas classes sociais. Muitas vezes critica-se pessoas que estão exibindo determinadas marcas enquanto se consome uma coxinha de galinha d’angola. E, então, é válido refletir sobre a influência destas ‘novas ideias’ e até que ponto elas são sensatas e justificam o nosso consumo.

Você está pagando mais pela mesma coisa?

Para encerrar o artigo, fica o questionamento: o que compramos merece o nosso dinheiro? Será mesmo que uma água com tratamento diferenciado no exterior vai nos proporcionar uma experiência surpreendente? Será que nosso suado e merecido salário é bem investido desta forma?

Há experiências que sim, são válidas, mas também é válido pensar. Não é à toa que já brincam com a inauguração de uma ‘gourmeteria gourmet’ em São Paulo.

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Jussara Coutinho

Jornalista com experiência em e-commerce e mídias digitais. Adora falar sobre comportamento e encontrar pessoas que discordem dela com bons argumentos.

6 comentários sobre “O que o ‘iogurte grego’ pode te ensinar sobre marketing?

  1. Engraçado, nem sabia q era moda… Mas já faz algum tempo q comecei a consumir o “grego”. Na verdade sempre procuro novidades para o consumo de iogurtes, pois não tomo leite, e costumo enjoar com facilidade das opções de iogurte q consumia. Ao experimentar o “grego”, gostei por não ser tão doce e líquido como os outros, e me fez lembrar iogurtes caseios q tomava na infância. E isso nada tem a ver com modismo, acho até que as pessoas podem experimentar pela moda, mas só continuarão consumindo se gostarem… Eu penso assim!

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    Sibele Reply:

    Jamille, já viu a quantidade de açúcar do iogurte grego?

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  2. Sempre tive uma postura de comprar o que me atende. Não pago mais por rótulos e etiquetas. Assim valorizo meu dinheiro e não entro na onda do consumismo desenfreado. Não pagaria mais por uma “experiencia nova”.

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  3. Conheci o grego e o “greek style” há mais de 20 anos na Europa. Os yogurtes lá são muito mais naturais que aqui, muitos são totalmente orgânicos, sem corantes, espessantes e nada artificial. Experimentei o grego daqui de todas as marcas, todos me causaram dor de cabeça quase que instantaneamente. Na medida em que vamos nos livrando do lixo que estamos acostumados a comer nosso corpo vai se purificando e sutilizando, então reações como esta para mim são um alerta de que há algo errado ali. Sou vegetariano mas não vejo mal algum em derivados do leite desde que sejam orgânicos, extraídos com cuidado e respeito pelos animais, de vacas que se alimentam de grama (sem rações, hormônios etc). Infelizmente ainda estamos longe disso, as poucas opções que existem de produtos orgânicos aqui chegam a custar 5 vezes mais caro. Espero que nosso mercado desperte o mais rápido possível!

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    Rodrigo Durante Reply:

    Agora falando da gourmetização, acho que não há gourmetização alguma, o greek style e outros yogurtes cremosos sempre existiram para o mundo, só aqui mesmo que o yogurte é aguado e tingido. A estratégia de marketing da indústria alimentícia considera o chique como um ponto positivo, não se importando com os químicos, hormônios ou trangênicos que estão vendendo dentro de suas bonitas embalagens. Podiam pensar um pouco mais no saudável, natural e orgânico.

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  4. Prezada, o Grego não é simplesmente mais cremoso e modinha, tem mais proteínas que os demais, super indicado para praticantes de atividade física que requerem um poder maior de recuperação. É um Iogurte infinitamente de qualidade melhor que os demais. E claro, o Mkt ajuda dar esse upgrade no produto. Abraços

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