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O Google quer tornar o seu cérebro irrelevante

O Google quer tornar o seu cérebro irrelevante

Já faz algum tempo que o Google está em uma maratona de compras de empresas e startups. O interessante nisso tudo é que, para a maioria das pessoas, as empresas escolhidas para a compra não têm nada a ver com aquilo que tornou o Google a segunda marca mais valiosa do mundo. Conforme já comentando em ‘Google pode ser a Primeira Empresa a Implementar as Três Leis de Asimov‘, o todo poderoso está enchendo o seu carrinho de compras com empresas que desenvolvem algoritmos de inteligência artificial, robôs e dispositivos inteligentes. 

Na verdade o Google sempre foi uma empresa de inteligência artificial. Sua ferramenta de busca utiliza um tipo poderoso de inteligência para encontrar o que estamos procurando em meio ao caos da web, e para controlar o negócio de publicidade altamente lucrativa que é o Google Adwords.

Mas no Google X, eles querem mais. O Google X (conhecido por inventar carros “selfdriving” e óculos de realidade aumentada) é o laboratório da empresa dedicado a pesquisas para desenvolvimento de grandes avanços tecnológicos. Lá, dentre outros projetos, um pequeno grupo de cientistas trabalha há vários anos em uma interessante missão: construir um enorme cérebro digital capaz de atuar como a mente humana. Para isso, eles criaram uma das maiores redes neurais artificiais do mundo, e conectaram 16.000 computadores para aprenderem por conta própria, a fim de se tornarem capazes de responderem a nossas mais variadas questões.

Nesse vídeo é possível ter uma ideia de como o Google Brain será capaz de interagir com o usuário em um futuro próximo.

Mas o Google na verdade tem um plano muito maior que o de melhorar as formas de interação de sua ferramenta de busca e de divulgação de seus anúncios – ela quer tornar nosso cérebro irrelevante. Até hoje nunca se viu uma instituição com tanto interesse, dinheiro, tecnologia e liberdade para entender como o cérebro humano funciona e para criar novas formas de utilizar esse aprendizado.

Larry Page, o CEO do Google, afirma no livro de Steven Levy  “In the Plex: How Google Thinks, Works and Shapes Our Lives.” que o Google tem planos de usar implantes cerebrais para ajudar as pessoas a terem respostas “just in time” sobre aquilo que desejam saber. O Google pretende estar presente em nosso cérebro e fazer aquilo que nossa massa cinzenta não é capaz. Segundo ele, com um implante cerebral do Google quando você pensar sobre alguma coisa e realmente não souber muito sobre ela, você receberá automaticamente todas as informações sobre aquele assunto.

Em uma época em que dois dos maiores neurocientistas do mundo, Gary Marcus e Christof Kock, afirmaram ao Wall Street Journal que futuramente os implantes neurais deixarão de ser utilizados exclusivamente em pacientes com problemas graves, alguém duvida que o Google chegue aonde quer chegar? Pense nisso!

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Erica Ariano

Apaixonada por tudo que é futurista e único, sofre de curiosidade latente e desprendimento de convenções. É consultora de marketing, especialista em mídias digitais e palestrante. Sua porção engenheira a faz ser louca por neurociência, por isso estuda o assunto e escreve sobre ele aqui também.

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