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Por um marketing mais estratégico e menos operacional

Por um marketing mais estratégico e menos operacional

Organizando meus livros durante o mês passado, reencontrei um que gostaria muito de compartilhar com vocês, leitores do Ideia. Se trata de um livro escrito por dois especialistas em comunicação, Walter Longo e Zé Luiz Tavares. O livro chama-se O Marketing na Era do Nexo e o li a alguns anos atrás, antes mesmo de ter me formado e me especializado na área de marketing.

Ao me deparar com ele em minha estante, muitas lembranças relacionadas ao conteúdo vieram à minha cabeça, recordei que havia feito um resumo com os pontos que mais me chamaram a atenção, e após revisar esse antigo resumo durante a semana resolvi compartilhar com todos vocês alguns tópicos que me parecem tão atuais como quando foram escritos.

O tempo passa tão depressa que começamos a achar que a agitação do dia a dia é uma questão de sobrevivência, assim percebemos que cada vez menos temos tempo para pensar. Viramos seres operacionais, as tarefas diárias são feitas e refeitas sempre da mesma forma, pela nossa possível falta de tempo de nos reinventarmos. O marketing apresenta-se exatamente para que a organização possua um departamento focado em estratégias, um departamento que tenha como função principal a busca pela inovação, por ações que proporcionarão a empresa uma diferenciação perante suas concorrentes.

Para um departamento de marketing realmente funcionar, ele necessariamente precisa pensar no todo, e precisa deixar de ser uma ferramenta de especialistas para se tornar uma atitude de toda a empresa. Se no princípio o marketing surge com as funções de suporte de vendas e de criação de uma melhor imagem para a empresa, hoje consegue-se perceber vários outros atributos desta ciência tão fascinante, como convencimento, alinhamento, engajamento, acompanhamento, esclarecimento e envolvimento.

Alguns paradigmas devem ser analisados e quebrados para que haja inovação e para que os resultados oriundos dos setores de marketing apareçam, abaixo analisemos alguns deles.

– Audiência significa atenção: a audiência dos intervalos comerciais não é a mesma da audiência dos programas;
– O cliente tem sempre razão: os clientes vivem repletos de dúvidas, esperam ser questionados, e questionar é um fator fundamental para um profissional de marketing obter sucesso;
– Logotipos são eternos: acreditar que o seu logotipo de 20 anos atrás ainda possa fazer algum sucesso nos tempos atuais é um erro bastante comum, renove, adote uma linguagem moderna;
– Mídia nova não mata mídia velha: muito cuidado, as mídias digitais no Brasil crescem 3 vezes mais em relação as mídias tradicionais, sendo assim atualize-se;
– Propaganda cria imagem e promoção vende: está mais do que provado de que qualquer manifestação de marca, seja institucional ou promocional, contribui para a construção da sua imagem na cabeça do consumidor;
– Produtos e serviços requerem abordagens diferentes: Será? O consumidor não se importa se é produto ou serviço, o que ele espera é ouvir uma proposta simples, única e fácil.

Tenho a certeza que a quebra dessas paradigmas não é tarefa fácil para nenhuma empresa e para nenhum gestor de marketing, mas também acredito que possamos sim fazer isso, tratando dos assuntos separadamente, um a um, e com muita dedicação.

Da mesma forma que pontuamos alguns paradigmas, algumas recomendações também são expostas para ajudar-nos na tarefa de mudança. Façamos da renovação uma fonte constante de informação, o famoso ato de surpreender o cliente está ficando cada vez mais difícil, nos parece que tudo já foi inventado, por isso reinvente-se e não simplesmente se reembale.

Entenda que a concorrência não ocorre somente entre marcas e produtos, mas sim entre modelos de negócios, por isso crie uma organização que aprenda, seus colaboradores devem passar a ser tratados como investidores de capital intelectual. O seu negócio não é exatamente como “você” pensa, seu negócio é uma soma da sua percepção, da percepção dos seus colaboradores e acima de tudo do mercado, esse é verdadeiramente o seu negócio.

E ao final, tudo gira em torno da sua capacidade de relacionar-se, tanto internamente quanto externamente, a busca por relações de laços fortes é constante e isso determinará os melhores contratos da sua empresa. O marketing está ai para ajudar com que isso aconteça, é um dos papéis desses profissionais fazer com que as empresas consigam se relacionar da melhor forma possível, o cuidado e os ajustes da imagem da empresa farão com que o sucesso se torne um objetivo um pouco mais fácil de ser alcançado.

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Marcus Tonin

Sócio da Candoo Comunicação e Branding e Consultor de Marketing pelo Sebrae. Apaixonado pela comunicação, que ainda acredita que esta deva ser realizada pelas pessoas, e não por seus meios.

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