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Seja simples.

Seja simples.

Começo esse artigo com uma pergunta: Para você consumidor, o que é mais claro: MP3 com Capacidade de 1GB ou 1.000 músicas em seu bolso? (Bem, espero que você responda nos comentários.)

Já havia falado sobre simplicidade no meu último artigo “3 coisas que WhatsApp e Flappy Bird me ensinaram sobre comportamento e usabilidade” e, mais uma vez, volto a destacar isso, dessa vez com exemplos e conceitos diferentes.

No atual cenário, onde vemos apps explodindo de downloads da noite para o dia e empresas sendo vendidas por bilhões, simplicidade, usabilidade e praticidade são conceitos muito falados, mas que muita gente ainda não se deu conta. Na velocidade dos dias atuais, talvez o jargão “menos é mais” nunca fez tanto sentido.

Botões, funções, produtos, muitas vezes, nessa enxurrada de informação, quem leva a melhor é quem entrega a mensagem mais clara, ou a melhor experiência para o usuário. Sejamos sinceros, a solução nem sempre está ligada com inovação e tecnologia, e quase sempre, está na simplicidade da resolução.

Muitos investidores dizem que a coisa mais comum para separar um empreendedor amador de um experiente é quando ele imediatamente começa a falar sobre a tecnologia e inovação do produto, não respondendo a grande questão: qual problema estou tentando resolver?

f45159c7-f979-4515-ab3a-5097acaf4069E se precisamos de exemplo, podemos ver como algumas coisas vão caindo em desuso. O número de linhas telefônicas reduz a cada ano, em contrapartida, os números de celulares explodem. Por que ter um fixo se posso ligar e falar direto com a pessoa que preciso? Igualmente com as cartas. Por mais nostálgico que seja, o Correios teve prejuízo de alguns milhões no último ano com entrega de cartas. Esperar dias para uma carta chegar, sendo que posso mandar um SMS, falar pelo WhatsApp ou fazer uma vídeo-conferência pelo Skype? (talvez por isso o Correios fechou parceria com o Grupo Poste Italiane, para lançar a operadora de telefonia móvel virtual (MVNO) )

Voltando a pergunta do primeiro parágrafo, talvez a grande magia do iPod (alinhada com o poder da maçã e também da visão de Steve Jobs) foi dizer o que seus clientes poderiam fazer com ele, antes das proezas técnicas do iGadget. Apesar de “aqui está o que nosso produto pode fazer” e “aqui está o que você pode fazer com o nosso produto” soarem parecidos, são abordagens totalmente diferentes, pense nisso!

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Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.

2 comentários sobre “Seja simples.

  1. Caramba!!! Que postagem surpreendentemente simples e maravilhosa! Abre tantos caminhos dentro da minha mente! Acredito que para o marketing de varejo essa ideia simples de ver e comunicar as coisas do dia a dia faz uma grande diferença…

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