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O Facebook não é mais SÓ rede social (e já tem tempo…)

O Facebook não é mais SÓ rede social (e já tem tempo…)

Pois bem, ontem sua timeline não compartilhava outra coisa a não ser: Facebook compra WhatsApp por $16 Bilhões (e se você só leu a manchete, saiba que ainda tem mais $3 bilhões para os funcionários do app de mensagens, ou seja, o total foi de $19 bilhões).

E ai começam as teorias da conspiração sobre o “Facebook dominar o mundo”, “Facebook vai matar o WhatsApp”, “Teremos anúncios no WhatsApp”, “Facebook vai usar as informações do WhatsApp” e mais algumas centenas de teorias (não que todas sejam mentiras, mas…).
Por ambos serem serviços que utilizamos diariamente, vale a pena ver que existe muito mais que vários bilhõe$ envolvidos.

Facebook Creative Labs

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Se você ainda não ouviu falar, Facebook Creative Labs é uma iniciativa do Facebook que permite pequenas equipes (de funcionários do Facebook) a criar projetos e apps autônomos, sem precisar necessariamente ser uma nova função para a rede social, como se fossem várias startups, com um foco totalmente diferente do que a pressão de incluir funções na rede social que agradem ou alguma maneira de monetizar. Os hackathons que permitiram a inclusão de várias funções na rede (por exemplo, o próprio Like, que foi incorporado somente em 2009/2010) hoje já não são tão fáceis, visto que o Facebook tem mais de 6.000 funcionários, e os mais de 1 bilhão de usuários fazem bastante barulho quando existe algum teste ou mudança (se lembra quando o Facebook testou mostrar por onde o usuário estava conectado no chat em caixa alta e verde?).

Paper

O primeiro projeto do Facebook Creative Labs foi lançado há algumas semanas atrás, quando o Facebook anunciou o Paper, um app independente para curadoria de conteúdo cheio de gestos, poucos botões e uma experiência diferenciada, que ainda não está disponível no Brasil, mas já fez muito barulho em todos os aspectos. Grande parte das críticas disseram que ele é simples, bonito, com UX e UI fantásticas (eu testei ele e achei tudo isso mesmo!).

Aquisições de Cérebros

Uma coisa bem comum no mundo de startups, são as aquisições de inteligência. Por mais que a startup tenha um potencial incrível, muitas das compras são apenas para trazer as cabeças pensantes por trás dos projetos. O Facebook mesmo já fez isso algumas vezes, como a aquisição da Little Eye Labs, startup indiana especializada em Android. Por mais que existam diversos motivos por trás da compra do WhatsApp, no texto que Mark compartilhou anunciando a compra, ele citou algumas vezes  que a equipe do WhatsApp vinha para somar e ajudar sua rede.

Um quebra cabeça chamado Facebook

Zuckerberg já disse, os números já comprovaram e as estatísticas não deixam dúvidas: A convergência para o Mobile é inevitável. A própria rede já tem dados que mostram isso. No último relatório apresentado, mobile representou 53% da receita de publicidade do Facebook, e o número de usuários que acessam através de um dispositivo móvel cresce a cada dia. 300 milhões de usuários acessam SOMENTE por celulares e tablets.
Faça uma pequena retrospectiva: Você lembra que a câmera do Facebook tinha um aplicativo separado? (ainda está disponível pra download, mas não irá mais receber atualizações). Veio a aquisição do Instagram. Quando Facebook Home foi anunciado, muitos (inclusive eu) esperava que o sistema operacional mobile do Facebook estivesse a caminho. Não caiu nas graças dos usuários. Aquisições, aquisições. Rejeição do Snapchat, repaginação do Messenger, que se tornou “independente”, tem seus tons de azul próprio, sons personalizados e o usuário não precisa ter um perfil no Facebook, lançamento do Paper, e agora, aquisição do WhatsApp.
O Facebook já deixou de ser apenas uma rede social há um bom tempo. O objetivo é cercar os usuários de possibilidades e serviços mobile (e apesar de algumas falhas, já faz isso há um tempo).
Ainda é muito cedo pra dizer que teremos anúncios no WhatsApp, que vão matar o aplicativo, até porque o próprio Zuck já disse que o app continuará a funcionar independente, mas a estratégia de “tornar o mundo mais aberto e conectado” fica cada vez mais clara, seja dentro do Facebook ou através de algum outro app (que o Facebook comprou ou vai comprar…)

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Arthur Castro

Respira Mobile e inovação. Sempre conectado com algum iGadget, é exemplo vivo dessa geração "alguma letra". Além de escrever aqui e em outros blogs, é palestrante e passa os dias criando apps.

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