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Significado é a nova moeda – Entendendo liderança para além dos velhos hábitos

Significado é a nova moeda – Entendendo liderança para além dos velhos hábitos

Imagine que seu time de futebol esteja participando de uma importante competição nacional. Você, como qualquer torcedor, quer que ele se destaque e leve o título para casa. Agora, imagine se para isso o seu time escalasse apenas atacantes nas onze posições. Não haveria goleiro, nenhum zagueiro para defender o ataque adversário e ninguém para armar as jogadas. Todos estariam focados em marcar o gol. Será que seu time conquistaria o campeonato? Com essa escalação, se tiver muita sorte, não será eliminado na primeira rodada.

É preciso entender que não só de ataque vive um time. Ele precisa de jogadores diversos, especializados em posições diferentes para que o jogo possa acontecer e as estratégias do técnico possam trazer a vitória esperada. E não é muito diferente no jogo corporativo. Um time de qualidade e de alta performance não é feito de pessoas que pensam da mesma forma o tempo todo, que apresentam as mesmas competências e as mesmas características. É preciso acabar com o mito de que trabalhar com quem pensa igual a gente é a melhor saída. A diversidade, essa sim, é o tempero que faz os resultados aparecerem na equipe. Nós precisamos nos cercar de pessoas complementares, pessoas que pensem diferente, que tenham habilidades diferentes – aquele cara mais técnico, a colaboradora fera em venda, o que sabe analisar de forma estratégica, a que se destaca em administrar conflitos. Quando essa mistura acontece, as ideias tendem a surgir com mais facilidade, os cenários são analisados com mais clareza e as estratégias se tornam mais efetivas. Desafios é uma das necessidades humanas mais importantes. E nós precisamos ser desafiados e isso nos faz produzir cada vez mais e melhor. Um time composto por habilidades e competências diferentes gera um fluxo de trocas contínuas e são essas trocas que ampliam nossa visão sobre o todo e constrói resultados muito mais expressivos.

Você sabe quem são os jogadores do seu time?

Entenda verdadeiramente sua equipe. Saber no que cada um é bom, quais as áreas em que eles interagem, aquela habilidade que ele ou ela não possui, as competências que eles precisam desenvolver. E ir além disso! Saber quais os anseios dos seus colaboradores, o que é importante para cada um deles, o que eles mais valorizam, como eles se veem no time e na empresa e o que eles pensam sobre os processos e estratégias onde estão inseridos. Quando essas respostas forem respondidas (e precisam ser!), você líder, terá em suas mãos as ferramentas que faltavam para elevar performances. Entendo cada um deles, você poderá direcionar seu time a melhores resultados, sabendo quando auxiliar aquele colaborador na hora certa de desenvolver determinada competência ou quando apoiá-lo naquela mudança de comportamento necessária.

E é importante deixar claro para os colaboradores o que é a organização onde estão inseridos. Como a empresa se vê, se comporta com seu público, o que ela espera de seus profissionais e para onde está indo. Quando o colaborador compreende o negócio onde está inserido, ele passa a entender a importância do seu trabalho nos processos da empresa e quando isso acontece, quando ele entende o seu papel nesse contexto, ele passa a se sentir pertencente a essa engrenagem organizacional. As pessoas produzem mais e melhor quando sabem para onde a empresa está indo e entendem onde se encaixam neste contexto e quanto mais elas se sentirem pertencentes à empresa, mais elas se sentirão estimuladas a desenvolver competências e habilidades que elevarão seu desempenho e aumentarão os resultados do seu time. É preciso gerar significado, proporcionar às pessoas a compreensão do seu lugar no ambiente e o que elas representam.

Experimente mudar o foco

Significado é a nova moeda! Essa é a tendência do novo mercado, levantada pela professora da Escola de Negócios de Harvard, Tamara Erickson. É preciso ir além da velha visão de traduzir todas as ações em lucro, de achar que tudo o que é feito nas organizações se direcionam a isso e entender que significar é elevar resultados. As pessoas querem se sentir pertencentes, participativas, querem estar em um bom e desafiador ambiente de trabalho, querem sentir orgulho do que fazem e valorizam isso mais do que o quanto ganham no final do mês. A ideia de que simplesmente aumentar o salário, por si só, é valorizar o colaborador já não faz parte desse novo cenário. Proporcionar um bom salário e bonificações é, sim, importante, mas não deve ser a única moeda que gere as relações organizacionais. Hoje, mais do que nunca, as pessoas querem fazer parte do que acreditam e do que gera sentido ao que fazem diariamente. E para laçar esses novos talentos é preciso mudar o velho jeito de fazer as coisas, ver que time que não se mexe não ganha campeonato e proporcionar significado aos colaboradores.

Dê voz ao seu time!

Ok. Você é o líder. Mas você não acha que já está na hora de ampliar a visão e gerar uma liderança mais participativa? As pessoas querem e precisam ter a capacidade de influenciar no seu ambiente de trabalho, de gerar novas ideias, de contribuir na geração de resultados. Essa é a arte de gerir pessoas e como já dizia o escritor e conferencista Rogério Cher, a melhor estratégia para que a gente seja tão bom no “porque” (propósito do que fazemos) quanto somos no “o que” (nosso produto) e no “como” (nossos processos).

“Quando você vê um negócio bem-sucedido é porque alguém, algum dia, tomou, uma decisão corajosa.”
(Peter Druck)

José-de-Assis

 

 

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José de Assis

Consultor de comunicação e endomarketing, tem como motivação diária superar desafios. Apaixonado por pessoas, música e pelo Atlético Mineiro, acredita na geração de ideias como o maior instrumento transformador de uma sociedade.

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