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O branding se tornará automático

O branding se tornará automático

Se fizermos uma breve pesquisa informal no Google trends, com termos, branding, experiencia, innovation e marketing, percebemos o comportamento de cada disciplina. Não é uma análise fiel porque dependendo do país existem variações mais fortes destes temas, mas no geral vemos como branding sempre permaneceu constante e fiel com poucas variações. Isto comprova que o tema continua importante, talvez um pouco nichado, mas certamente na boca dos principais executivos pelo mundo.

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O foco não é mais na empresa é no contexto – Quando eu ouço do diretor do TrendWatching.com “Isso não é mais sobre o que a marca pode fazer por você, mas sobre o que você pode fazer com a marca”, isto só me confirma que o foco não está mais nas marcas, ou no mercado, mas sim nas pessoas. Tão bem o contexto como elas vivem. Saiu no New York Times que os americanos gastam mais de 37 bilhões de horas em filas; isso tudo é custo empresarial, é experiências perdidas, stress e diminuição de lealdade das marcas. O grande ponto não é mais, apenas, como a marca será capaz de entender o consumidor, mas sim, entender profundamente questões comportamentais e sociais que nos afetam. O big data e pesquisas mais qualitativas nos ajudarão a encontrar padrões, vulnerabilidades e oportunidades. E analisar microtendências e macrotências, entendendo gaps de percepção, ajudará a criar relacionamentos mais emocionais e lucrativos.

Darwinismo natural – Branding, ganhou sua relevância anos atrás e de uma certa maneira continua sim no farol da atenção. Contudo, existe uma tendência natural de novas descobertas de negócios. A era dos prefixos e sufixos de marketing surgiu e diminuiu, havendo uma seleção natural de importância para cada uma. O mais recente é o Agile Marketing. Bem, o que quero levantar é que o branding por si só, é uma disciplina que continuará em voga e sendo mal compreendida (pela maioria) pelo seu alcance tático, operacional e estratégico. Mas, tenderá a diminuir sua dificuldade de ser vendida ajudada por outros aspectos, como nossa evolução social-capitalista, desguruzização do mercado e, novos mecanismos e ferramentas principalmente as ligadas a inovação. Esta última fornecerá cada vez mais o como (devo resolver tal problema –focado no usuário) e o branding fornecerá sempre o porquê (devo continuar comprando desta marca) e o porquê nasce sempre de um olhar humano. Tudo é uma evolução ou revisão de padrões. Olha-se o marketing e o setor de P&D com outros olhos hoje em dia.
É de quase todos – Criar estratégias, modelar negócios e criar experiências são papéis que cada vez mais se entrelaçam a diversos profissionais. Vários hoje podem ter este como entregável, cada um pela sua ótica e até certo limite. A diferença é se todos criarão baseado na marca e conseguirão orquestrar e reforçar diariamente pela ótica e valores da marca. Espaço tem para todo mundo. 2014 é de todos, mas acredito fortemente que será da experiênciacultura de inovação e do big Data  (basta fazer uma breve pesquisa nos livros a serem lançados).

O branding se tornará cada vez mais automático porque não haverá mais a diferença entre (fazer) produtos, (gerenciar) serviços e (construir) marca: tudo será experiência vivida e compartilhada. Tudo é/será relação. Muito disto vem de um processo mais consciente, alerta e social hoje em dia, mas sempre com percalços diminuidores. Daí o que penso, que a grande capacidade do profissional, será de assumir, entender e dividir tarefas com essas novas disciplinas que (já) estão no mercado. Administrar uma marca sempre será importante e dever de todos, mas é como coração de mãe – sempre caberá (ou chegará) mais um.

Paulo PeresArtigo escrito por Paulo Peres. Paulo é consultor de branding independente, dedicado a estudar e impulsionar a inovação, o design de serviços e a cultura corporativa das empresas. Cujo propósito é: “Ajudar empresas a se enxergarem melhor para construir melhores futuros lucrativos, sociais e inovadores.” Mantém o blog abrandando.blogspot.com. Adora um bom café e acredita que sempre existem outras maneiras que não descobrimos ainda. @pauloperes no Twitter e no Linkedin (linkedin.com/in/pauloperes).
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Paulo Lima

Acredita que somente pessoas são fator de mudança. Fundador e Gestor do Ideia de Marketing, é consultor em marketing e branding.

Um comentário em “O branding se tornará automático

  1. Muito bom. Acredito que estamos rumando para este futuro mesmo.

    Só como curiosidade: tenho um teoria de que aquela oscilação de “marketing” do Google Trends é um padrão característico de pesquisas acadêmicas, que diminuem nos períodos de férias escolares. Isso significa que muitas delas não são pesquisas de gestores buscando marketing, mas de acadêmicos.

    Abraço!

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