Esse período de final de um ano e começo de outro é cheio de promessas, reviews e previsões, não é? O lado ruim disso é que muita gente traz ideias sem fundamento. Como este não é o nosso caso por aqui, vamos tentar ver uma sombra de como vai ser o ano de 2014 para quem pensa sobre conteúdo?

Não é nenhuma novidade que o mercado mobile não tem outra previsão senão crescer. O ex-CEO do Google, Eric Schmidt, afirmou com todas as letras que a tendência do mobile vencer os PCs já é passado. Agora, quem domina o mercado são os smartphones e tablets. Para Schmidt, 2014 é o ano da consolidação dessa dominância.

Isso quer dizer que, mesmo com o gap que o mercado brasileiro tem em relação ao norte-americano, o percentual da população com acesso a tecnologias móveis é cada vez maior. Agora, faça-se uma pergunta muito simples: o que tanto essas pessoas fazem em um smartphone? Bem, basta analisar o seu próprio comportamento!

O smartphone nada mais é do que a extensão do seu computador e o que você faz em ambos? Consome conteúdo. Há mais ou menos dois anos Jonathan Mildenhall, vice-presidente global de estratégia publicitária e excelência criativa da Coca-Cola, publicou dois vídeos que explicam qual é o foco da marca em relação ao conteúdo.

Você provavelmente já viu estes dois vídeos (e se não viu, faça-se o favor de assisti-los) e sabe que estou falando do Content 2020. Nos quase vinte minutos de narração britânica e desenhos sensacionais, Mildenhall nos explica que a essência de um bom conteúdo, uma boa história, é aquilo que ele chama de liquid & linked.

O conteúdo precisa fluir nos canais, ser constante (como um rio, talvez?), maleável e principalmente conectado. Conectado às outras plataformas, conetectado ao que as pessoas acreditam e principalmente ao que a sua marca quer defender e ser dentro da comunidade de consumidores.

Entretanto, precisamos destacar um ponto dentro da característica “líquida” do seu conteúdo. Quando falamos sobre fluir em todos os canais, o foco a partir de agora precisa estar em tudo que pode ser carregado em um bolso.

A segunda tela cada vez mais presente

Criar conteúdos interessantes não é mais do que a obrigação de qualquer marca. Entretanto, essa obrigação começa a ser transferida para dois canais-chave: além da sua plataforma líder, o mobile. O Brasil começa a criar mais oportunidades de segunda tela com iniciativas de massa muito interessantes.

O reality show “The Voice Brasil” é um exemplo desse crescimento. Parece pouco colocar o Twitter nos rodapés, eu sei, mas tente imaginar o poder que um programa desses têm de criar engajamento. Perceba que este é apenas um exemplo e uso de segunda tela.

Outro uso dessa estrutura é quando o usuário consegue obter mais informações sobre o conteúdo principal. Isso pode acontecer com campeonatos esportivos, jogos de vídeo-game e qualquer outro tipo de conteúdo que permita a descoberta de novos rumos da trama, aqueles que o meio principal não comporta, sabe?

A lógica da segunda tela nada mais é do que uma estrutura bem adaptada de distribuição estratégica de conteúdo. Com isso, é possível maximizar o poder da história contada pela marca em níveis incríveis! Comece a olhar com mais carinho para o dispositivo que você carrega no bolso. Às vezes até uma SMS pode fazer a diferença ;)

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Jornalista, especialista em Marketing e Novas Tecnologias em Jornalismo, anda pela internet desde os idos de 1997, quando os modens ainda “cantavam” na hora de conectar. O que realmente prende a sua atenção é o conteúdo e as suas estratégias.

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