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Negócios Familiares: A hora do basta

Negócios Familiares: A hora do basta

É tempo de desprender de uma cultura onde mudar de atividade ainda é sinônimo de fracasso ou inaptidão, ter o ego sob controle, fazer escolhas fundamentadas e arcar com as consequências sem perder o foco, temer desafios rótulos.

Anos e anos de esforço, dedicação, investimentos, avanços e, de repente, o desempenho e o interesse pelo negócio não são mais os mesmos. Em alguns casos, o empreendedor não consegue acompanhar as mudanças o que leva à estagnação, mas, também ocorre o inverso onde o mesmo precisa sair do jogo para alcançar voos mais altos. A questão é estar preparado para “a hora do basta”, uma decisão que, se tratando de negócios familiares é bem mais complexa de se tomar e envolve vários fatores.

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As famílias mudam de geração para geração, surgem novas habilidades, talentos, interesses e oportunidades, principalmente diante da rapidez das transformações no ambiente externo. É tempo de desprender de uma cultura onde mudar de atividade ainda é sinônimo de fracasso ou inaptidão, ter o ego sob controle, fazer escolhas fundamentadas e arcar com as consequências sem perder o foco, temer desafios e rótulos.

Toda empresa possui um ciclo de vida e se o momento exige capacidades, investimentos e mudanças para as quais não se está pronto e houve perda de interesse, pode ser um bom momento para repensar o seu negócio ou até desfazer do mesmo. Busque ajuda especializada para analisar a situação do empreendimento, fundamentar suas decisões e criar critérios de avaliação periódica.

papo_familiaFamílias tendem a ter maior ligação sentimental com o negócio o que gera certo grau de parcialidade e interfere no resultado das escolhas.  Consultores externos tendem a ser imparciais e contribuem para o equilíbrio do processo decisório. Uma vez que os membros da família não estão aptos a desenvolver os respectivos papéis em um novo cenário, pode-se ainda contratar profissionais ou considerar a possibilidade de associar-se a quem tem competência para fazê-lo.

Realizar sonhos e obter sucesso continuamente não é um processo simples, demanda habilidades, competências, disposição para correr riscos, capacidade de tomar decisões e resiliência. A permanência em um negócio não pode ser baseada em ligações sentimentais, requer benefícios capazes de compensar os custos e um retorno considerável em curto, médio e longo prazo.

Se você sabe aonde quer chegar e já avançou na direção do seu objetivo, é bom que esteja preparado para a “hora do basta” quando sua escolha não for mais capaz de conduzi-lo ao ponto almejado. Mas, lembre-se: A melhor hora para vender um negócio é aquela em que há alguém disposto a comprá-lo e não quando se está pronto a vendê-lo. Tenha cuidado para que a transação não seja adiada para uma época onde a principal motivação seja a necessidade e busque ajuda especializada. Espero ter contribuído para a sua reflexão. Grande abraço e até o próximo post!

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Zelia Oliveira

Um comentário em “Negócios Familiares: A hora do basta

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