fbpx

Como a cultura e consumo se relacionam?

Como a cultura e consumo se relacionam?

Estamos evoluindo a todo instante e o modo como vivemos vem sendo alterado por diversos fatores, um dos mais importantes são nossos hábitos de consumo. O capitalismo acelerado tornou tudo uma questão de existência, precisamos nos apoderar dos produtos e de suas histórias. Assim, tudo que compramos passa a ser a nossa verdadeira essência, ou pelo menos o que gostaríamos de ser.

A propaganda associa as mercadorias a ilusões culturais, exercendo influência direta sobre o que a população compra ou deixa de comprar. No ato da compra, o consumo não mais se dá em busca de objetos, mas sim de signos, que obedecem a uma lógica própria. As marcas buscam passar uma mensagem ao anunciar os seus produtos, nem todos captam as mensagens da mesma forma, mas quem busca por um determinado produto certamente foi atingido por algo maior do que apenas o próprio produto ou o preço anunciado.

ConsumismoSe partirmos do pressuposto de que poderíamos pagar qualquer preço por determinados serviços e produtos, as escolhas se tornam completamente dependentes da ordem cultural, de sistemas simbólicos e de necessidades classificatórias. Nos apaixonamos por uma marca, e não por outra, baseados em fatores estritamente emocionais. Buscamos estreitar os laços afetivos e principalmente nos projetar com os significados que as marcas nos passam. O branding surge como ferramenta para que as marcas consigam se comunicar e principalmente gerar valor aos consumidores, tornando ainda mais místico o ato da compra.

Através das ferramentas do marketing, podemos contar histórias, criar, adaptar, recriar cenários e linkar pessoas com objetos. O consumo é influenciado muitas vezes por métricas exatas, sofrendo influência de mentes brilhantes que pensaram em cada estratégia do produto, da concepção da ideia até a exposição no ponto de venda. Desta forma, o consumo frenético altera os aspectos culturais de uma região, seja por um breve período ou por longos anos, podendo ser fator de influência em várias gerações.

Através dos produtos adquiridos as pessoas modulam e administram sua identidade, tudo isso devido ao poder que as marcas exercem sobre as sociedades. Elas são agentes de transformação e podem criar uma nova forma de pensar, algumas conseguem até criar a sensação de familiaridade, e podem chegar até a criação de comunidades. Exemplo disso é a Harley Davidson, marca de motocicletas mais famosa do mundo, onde seus adeptos chegam ao ponto de tatuar a marca, tornando o elo entre consumidor e empresa algo quase indestrutível.

A publicidade contemporânea tem o papel decisivo na ligação entre produção e consumo, as ofertas vem superando as demandas em diversas áreas. Então, como vender toda a produção de sua empresa? Além de realizar a primeira venda, como tornar esse consumidor um cliente fiel? Essas são as perguntas que muitos se fazem. As pessoas estão cada dia mais difíceis de serem atingidas. Estamos expostos a uma tempestade de anúncios, seja nos jornais, revistas, outdoors, televisão, internet entre outros tantos canais a que somos submetidos diariamente. Assim, quem buscar entender os aspectos culturais das sociedades levará vantagens na briga pelas vendas.

Escrevi em outro artigo e reafirmo agora que, para melhor conhecermos os consumidores atuais devemos mudar a segmentação que aprendemos no passado, quando diferenciávamos as pessoas por classe social, faixa etária e localização. O consumidor moderno deve ser analisado por seus hábitos, seu estilo de vida e seus valores. Desta forma as marcas conseguirão, com mais facilidade, atingir seus objetivos na busca da fidelização de seus clientes.

A tendência de aceleração no mercado tende a aumentar, as pessoas terão cada vez menos tempo para conversar, para pesquisar, para observar. Portanto as empresas devem estar cada vez mais atentas a esse tipo de compra e venda, mas de forma alguma devem deixar suas marcas de lado, são elas que podem diferenciar as empresas, terminar as guerras por preços, gerar valor e fazer a diferença de verdade na vida dos consumidores. Um consumidor engajado e apaixonado vira defensor de uma marca, e sendo assim torna-se um dos principais ativos de qualquer empresa, apesar da contabilidade não incluir esse dado em seus relatórios, um bom gestor sabe o valor que este envolvimento pode causar em sua organização.

Referencial teórico extraído da Disciplina de Cultura e Consumo, Universidade de Caxias do Sul, curso de Especialização em Gestão de Marca – Branding, Professor Giancarlo Dal Bó.

Marcus-Tonin

1+

Marcus Tonin

Sócio da Candoo Comunicação e Branding e Consultor de Marketing pelo Sebrae. Apaixonado pela comunicação, que ainda acredita que esta deva ser realizada pelas pessoas, e não por seus meios.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *