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Ser o primeiro ou ser o melhor?

Ser o primeiro ou ser o melhor?

Segundo Al Ries: “É muito mais fácil conseguir penetrar primeiro na mente de alguém do que convencê-lo posteriormente que o produto que você oferece agora é melhor do que o outro que já está fixado na sua mente.” Acredito que essa premissa, em ser o primeiro, é poderosíssima e precisa ser levada a sério por aquele que deseja executá-la de alguma maneira.

A possibilidade de ser o primeiro em algo traz consigo uma grande responsabilidade.

É certo que se você foi o primeiro a beijar “aquela” pessoa, por exemplo, o feitio permanecerá na mente dela para sempre. Mas, e se o beijo não for tão bom assim? Isso me referindo à conclusão dela, a outra pessoa. Mesmo sendo o primeiro, a má experiência pode botar tudo a perder. A sua reputação pode ser manchada e para depurar a sua imagem o trabalho será maior.

Então, analisando a frase de Al Ries (As 22 Leis Imutáveis do Marketing), concordo que ser o primeiro é, sim, poderosíssimo, mas observo que a experiência e a pós-experiência também têm grande valor. Ser o primeiro pode estar implícito ser o melhor numa determinada categoria. “Pode estar”. Mas, nada impede que outro venha ao posto de melhor. Melhor do que o primeiro. Todos vão lembrar do primeiro, mas todos vão priorizar – em muitos casos – a melhor experiência.

ser-o-melhorMuitas pessoas priorizam o precursor, é claro. Mas, quando se tem alguém fazendo melhor, as coisas podem ficar um pouco complicadas para o lado do precursor.

Quantas vezes já não tivemos o conhecimento de vivências novas de amigos ou familiares que foram péssimas a ponto de algumas se tornarem traumáticas? A pessoa visita, pela primeira vez, o centro da cidade e passa por um ato violento de assalto. É natural que ela pensará duas, três, dezoito vezes, antes de voltar ao local. Isso é comum entre turistas. No meu caso, se vou escolher por um produto que é pioneiro na categoria tecnologia, por exemplo, e o produto não atender à minha necessidade, não hesitarei em procurar outro que seja melhor para mim. Aí é que está o X da questão: você é o primeiro, vem fazendo bem os seu trabalho, mas, tem outro fazendo melhor. Isso dói às vezes, eu sei.

O pioneiro é o pioneiro, e isso ninguém no mundo irá mudar. Você pode ser o melhor hoje, mas amanhã pode eclodir outro que ocupe o seu lugar. Porém, se você foi o primeiro, não há como ter outro primeiro na mesma categoria. Isso nos leva a outro ponto importante: se você não é o primeiro em uma determinada categoria, crie (encontre) a sua! O novo é muito mais atraente.

Os irmãos Wright são reconhecidos por serem os primeiros a voarem, e não Santos Dumont, como muitas pessoas pensam. No entanto, Santos Dumont, sagaz como todo bom brasileiro, acabou por ser reconhecido com a criação do primeiro balão dirigível. Ele criou uma categoria e se estabeleceu como o primeiro nela, a de ser o primeiro a voar num balão dirigível – uma criação sua! Essas e outras proezas renderam a Dumont o título de “pai da aviação”. Tem como ter outro? Hum… Acho que não.

Tenho outro bom motivo para você ser o primeiro em algo – um não, milhões de motivos: as pessoas. As pessoas gostam e querem ser as primeiras a adquirirem um produto novo. Elas querem ser vistas como as primeiras também. Então, forneça esse produto a elas.

Segundo Al Ries, ainda no livro “As 22 Leis Imutáveis do Marketing”, existe uma tendência natural do homem de permanecer com o que já tem (o primeiro).  Hoje, com a nossa geração Y (sim, eu faço parte dela) essa tendência é menor. Ser o primeiro não basta se não for mantida a qualidade. E o que nós desejamos é aquela qualidade constante, que se molda conforme às necessidades existentes e iminentes. Com as redes sociais permitindo a interceptação por parte dos consumidores, o feedback virou uma necessidade, também, por parte deles. Antigamente, era necessário fazer pesquisas e mais pesquisas para se ter uma resposta concisa de um serviço. Hoje, ainda é indispensável se basear em pesquisas pormenorizadas, mas, se olharmos para as redes sociais, notaremos que essas respostas estão vindo de graça e em uma quantidade grande.

Com isso em mente, é notório que, nos dias de hoje, ser o primeiro é perene, ser o melhor é constante. No entanto, essa conversa está longe de acabar, e você pode continuá-la nos comentários abaixo. Não se esqueça, seja o primeiro, ou faça o melhor, talvez, numa nova categoria. Ganhe o seu espaço.


Marcos-Holanda

 

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Marcos Holanda

Curioso. Inconstante. Inconformado. Seria interessante me conhecer um pouco mais pelos meus textos, eles representam parte de mim. Então, boa leitura!

3 comentários sobre “Ser o primeiro ou ser o melhor?

  1. Obrigada pelo post. Sou estudante de marketing e me formo no fim do ano. Já estou pensando em um novo curso e na dificuldade de entrar no mercado, pensando inclusive em não mais persistir nesse sonho. O post inteiro me fez ver a situação de um novo ângulo.

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    Marcos Holanda Reply:

    Olá, Liza! Espero ter ajudado de alguma forma e que você sempre veja a situação de um novo ângulo. ;)

    Boa sorte!

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  2. Você acha o facebook uma ferramenta boa? Se parar pra pensar, verá que ela é ruim, e cada vez fica pior (anúncios aumentam, usabilidade diminui, design confuso e conteúdo sem qualidade). Por que você usa o Facebook todos os dias? Porque hoje não existe um concorrente melhor e seus amigos estão todos nele.

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