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Anderson Silva: uma análise mercadológica do caso

Anderson Silva: uma análise mercadológica do caso

Não, eu não sou um grande entendedor de UFC.

Mas eu vi a luta do Anderson Silva e, de certa forma, por tentar sempre me manter informado sobre as celebridades que são patrocinados por grandes marcas, achei interessante vir aqui e colocar meu ponto de vista sobre a situação do lutador com a imagem que ele traz sobre as marcas que o patrocinam.

Um trabalho de construção de marca não é nada fácil. Tudo que é planejado no início é pensado em resultados a longo prazo: a promessa de marca, o fortalecimento de sua imagem, a ativação do arquétipo e persona… tudo isso demanda um trabalho diário e um desafio enorme, pensando em cada ponto de contato e como isso pode influenciar na percepção dos clientes.

Neste contexto, nada melhor que patrocinar uma pessoa que possui características e atributos relevantes a sua marca, que possam contribuir para o fortalecimento de sua identidade. Os esportistas, principalmente jogadores de futebol, são os que mais entram nesta lista (seguidos talvez pelos atores globais). Isso porque, ao meu ver, eles carregam consigo uma série de bons sentimentos e atributos, que atrelados às marcas, potencializam o teor emocional das campanhas e fortalecem suas identidades.

No caso do Anderson Silva, podemos vê-lo da seguinte forma: um campeão (de um esporte que está na moda), batalhador, empenhado, simpático mesmo sendo de um esporte violento, pai de família e ídolo quase unanime de uma nação, que marca não gostaria de atrelar seu nome a isso? Era difícil pensar em uma situação que não o favorecesse. Uma derrota? Se fosse uma derrota tão batalhadora quanto foi sua vida, qual seria o problema? Não duvido que, se isso acontecesse, as marcas iriam comunicar um incentivo e frases de motivação ao nosso lutador.

Mas isso não aconteceu. Na verdade aconteceu, mas não da melhor forma. Independente de ser ou não uma estratégia aplicada a todas as lutas, a forma com que Anderson Silva perdeu, trouxe uma sensação contrária a todas suas características além de uma hostilidade quase, também, unanime. Toda a promessa que Anderson carregava, foi colocada de lado em sua última luta, o que o fez enfraquecer e trazer um sentimento não muito legal às marcas que ele carrega no peito.

Como eu disse, não entendendo muito de UFC então não posso dizer se ele foi realmente desrespeitoso ou algo do tipo. Mas fica claro que sua marca foi, pelo menos temporariamente, enfraquecida e identidade apresentada de forma dissonante. Talvez o caso não seja para uma gestão de crise, mas veja o que já está rolando nas redes sociais:

nike_andersonsilva

burgerkin_andersonsilva

NIke-andersonsilva

Fonte das imagens: Adnews

É sempre um risco associar celebridades às marcas, por outro lado, é uma forma muito simples de demonstrar seus valores e personalidade. Será que algumas dessas marcas irão criar ações para reverter a situação?

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Paulo Lima

Acredita que somente pessoas são fator de mudança. Fundador e Gestor do Ideia de Marketing, é consultor em marketing e branding.

11 comentários sobre “Anderson Silva: uma análise mercadológica do caso

  1. Prezado Paulo, permita-me umas poucas linhas sobre o assunto. Creio que estamos, sim, diante de uma situação de crise para os anunciantes que apostaram sua imagem no Anderson Silva. Não posso imaginar que os anunciantes esperavam um lutador, aparentemente “arrogante”, ter sido espetacularmente nocauteado. As marcas envolvidas estão agora sendo troladas na rede, e com razão, na medida em que apostaram num perdedor. O mundo atual, frenético e de alta concorrência, espera um “bom sujeito”, mas vencedor. As empresas que investiram no Anderson precisam, urgentemente, associar a um outro, seja do que for. É minha opinião. Ft. abç.

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  2. Prezado Paulo, permita-me discordar de você. Estou certo que a imagem construída por Anderson Silva ao longo de sua carreira deixou crédito suficiente para uma derrota, que aliás, todos sabiam que mais dia menos dia aconteceria. A maneira como se deu foi a mesma de todas as lutas do Anderson Silva com a diferença de que, desta vez, o adversário acertou um golpe certeiro. Uma forma descontraída, irreverente, brincalhona de ser, ao invés daquelas caras de trogloditas que se vê costumeiramente. Em tempo, também não sou aficcionado de UFC. Abraço. Carlos Freire . http://www.marketingenatureza.com.br

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  3. Creio que Anderson Silva subestimou covardemente seu adversário. Para as imagens das marcas associadas ao “ídolo” momentâneo, e ainda associado ao grande super-herói Spider Man, fica difícil tentar associar os seus produtos ao nocaute fulminante sofrido. Portanto, creio sim que deverá existir uma gestão de crise, ou, até mesmo a quebra de acordos em patrocínio, provando que a derrota de Anderson Silva não é uma estratégia pensada nem prevista. A melhor estratégia nesse caso deveria ser a rescisão, provando que as marcas que estimulam as vendas por associação ao Anderson, são fortes e sempre denotam imagens vencedoras, ou, até mesmo, preservam sua imagem por não aceitar essa “soberba” de um atleta que se julga profissional e, até mesmo, não soube lidar com a derrota.

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  4. Negócios são negócios, não creio que o que aconteceu seja absurdamente negativo, as marcas investem em quem dá retorno, seja visual ou seja prestando algum serviço, Anderson Silva já se pagou um cara que foi e ainda é considerado o maior lutador de MMA de todos os tempos com certeza já rendeu muita mídia as empresas, sejamos objetivos não creio que alguém deixe de comprar tênis ou de comer hambúrgueres por que o cara não foi o mais justo e bom moço possível, mais creio que o cara ajudou a vender os produtos da empresa enquanto brilhou, patrocinar pessoas é um risco calculado, e quando vc para de dar o retorno esperado simplesmente as empresas migram para outro ponto que possa lhe render retorno, Anderson Silva não acabou e seus patrocínios muito menos, uma possível revanche entre Anderson e Weidman vai render muita mídia a seus patrocinadores que vão continuar a vender os seus produtos e ter sua marca exposta a milhões de pessoas em horário nobre… A vida segue, porque negócios são negócios….

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  5. Bom dia Pessoal,

    Com certeza a última e única derrota de Anderson Silva acarretará prejuízos para os seus patrocinadores, por outro lado ele é uma marca forte e que bem administrada ainda continuará dando alegria e dólares para seus parceiros, foi assim com Ronaldo fenômeno e Tiger woods, todos os três patrocinados pela mesma marca e com deslizes sérios em suas carreiras vencedoras.

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  6. Bom… trabalho com marketing e sou mto fã do esporte…. estou lendo algumas coisas achei muito interessante e outras estou dando risada..
    Falar que ele é um lutador derrotado ?? viu não existe na historia da luta algum lutador com tantas vitorias igual ele no esporte mais disputado do mundo se manteve no topo da lista na categoria dele e peso por peso ! … por muitos anos ! acho que vai demorar muito anos para surgir outro igual ele ! e essa é a imagem que as marcas querem associar … a forma dele de lutar sempre foi essa ! porem quando ganhava ninguem falava nada agora perdendo tudo mundo mete a boca nele pelo amor né ! nenhum marca abandonou ele pela arrogância que sempre existiu da parte dele… agora vou falar um pouco do meu ponto de vista dessa situção o anderson era invicto ninguem mais tinha nivel para lutar com ele ! ai do nada um JOVEM surge e ganha dele ! ???? estranho um tanto quanto estranho … ou sera que foi só para jogar fogo na fogueira e voltar a ser o grande espetaculo de publico $ que era as lutas do anderson para tentar recuperar o cinturao … sera $$$$$ eu aposto e ganho que em breve o Anderson vai lutar denovo e recuperar o cinturao e vai lutar como ele realmente luta e dar uma surra nesse muleque ai vcs vao ver ! q tudo passou de um momento onde eles precisavam dar um GRITO na MARCA ANDERSON SILVA que já estava fraca pois o mesmo nao tinha mais com quem lutar ! … se olharem para os eventos onde ele participou… varios deles o salario dele era menor comparado a quase todos lutares pelas lutas bonitas … volto a fala ! tudo isso se trata de $$$$$$$$ apenas isso $$$$$

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  7. Buenas Paulo Lima. Parabéns pelo blog. Também não sou um aficionado por este esporte, mas me chamou a atenção a forma de como ocorreu esta derrota do Anderson Silva e acredito que é tudo uma grande jogada, até que me mostrem o contrário. Se existe a revanche, e se realmente o cara for participar da mesma, é muito provável que vença, e isso trará um retorno financeira muito, mas muito maior, tanto para ele quanto para os patrocinadores, do que se tivesse vencido e mantido o cinturão. Enfim, acredito que foi uma pequena estratégia em que a tática, o passo a passo, acontecerá até o dia da próxima luta. Abraço.

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  8. Adorei o texto e tem fundamentos. Mas o que dizer das marcas que patrocinam times de futebol quando caem para a série B ou até a c?O Fluminense ja passeou na C e nem por isso perdeu o patrô master da UNIMED. Nenhum patrocinador deixou o Neymar durante a péssima campanha que fez no 1º semestre deste ano la no Santos. Enfim….não acho que o A. Silva seja um perdedor, o cara defendeu o título até cansar e tem contratos altíssimos. Não da pra humanizar o ocorrido, na próxima ele vai la e ganha.

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  9. Primeiro ponto: bom texto.
    Segundo ponto: discordo em partes, pois não dá para mensurar que o “falar mal” seja ruim para esse caso. Hoje, a marca Anderson Silva é ainda mais lembrada. Ele não perdeu patrocinadores. Diferente de alguns casos recentes: ciclistas, golfistas, boleiros e outros envolvidos com doping (sinônimo de trapaça) que ferem a honra do competidor.
    Por fim, penso que deva ser uma estratégia que fortalecerá ainda o lutador, o evento e os patrocinadores.

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