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Copa das Confederações e o marketing na preparação para Copa 2014

Copa das Confederações e o marketing na preparação para Copa 2014

Após a gloriosa vitória do time de Felipão sobre a França, a Copa das Confederações começa pra valer, no próximo sábado, no coração do Brasil, Brasília. Uma cidade limpa, organizada, estruturada, planejada que não deve ter grandes problemas de locomoção, compra e sinalização dentro e fora das “Arenas”, pelo menos é assim que se espera. Porque se sabe que os problemas de infraestrutura e educação são os mais preocupantes para as cidades que vão sediar a competição.

Voltando à competição do último domingo, percebeu-se claramente notas de um Brasil apático e contraproducente. Ao invés das ensurdecedoras “vuvuzelas”, a manifestação dos torcedores em Porto Alegre foi muito tímida. Nem todos estavam de verde e amarelo, vaiaram Oscar e Neymar nas suas saídas de campo, o que para muitos não reflete a empolgação do torcedor brasileiro com a sua seleção. Onde está a “torcida mais apaixonada do planeta” como vibra Galvão Bueno?

O fato é que o torcedor brasileiro ainda não está correspondendo à imagem publicitária de um país apaixonado por futebol, apaixonado pela nossa seleção. Essa falta de empolgação se reflete diretamente nos anúncios, ou melhor, na ausência deles. São poucas as campanhas de marketing elaboradas e veiculadas nessa etapa que antecede a Copa do Mundo. Estamos no anseio de ver nossas telas repletas de empolgação, de verde e amarelo e de publicidades que lembre que estamos no início de um estirão que culminará com a Copa do próximo ano e, quem sair na frente, sairá com vantagem.Brasil-na-torcida

De fato, estamos sediando duas copas. Essa primeira é ensaio da Copa de 2014 e, as agências de publicidade ou seus clientes não estão visualizando essa oportunidade. Patrocinadores da Copa das Confederações e/ou da Copa do Mundo, têm veiculado chamadas e propagandas institucionais. Será essa a tática correta rumo às copas?

É assim que se comportam, até agora, as campanhas de marketing televisivo. As propagandas são poucas e tímidas. Com exceção da Fiat, fabricante italiana, que já colocou no ar sua campanha que conta com brasileiros lotando as ruas da cidade e uma música muito bem preparada para contagiar o torcedor. “Vem pra rua que a rua é a maior arquibancada do Brasil” é o título da campanha e a letra cantada pelo Falcão que faz nascer um vídeo eletrizante e reflexivo. A locação do VT é ótima, a grande maioria dos coadjuvantes vibra com coração pulsante, de verde amarelo e, como convida o vídeo, todo mundo correr para rua, várias tribos se encontram para torcer e só nesse momento se vê discretamente alguns carros da Fiat como o Uno, o Estrada e o 500 (Cinquecento). Esse é o único comercial realmente com a cara do Brasil do futebol, os demais são tímidos e pouco empolgantes.

Entrevistei semana passada um grupo de paulistas, cearenses e mineiros que sempre se juntam nas copas para viajar. Um ponto importante para todos é a infraestrutura e acolhimento nos países que são sede das copas. No relato, eles deixaram bem claro que a melhor copa foi a da Alemanha e a pior foi a da África. Por incrível que pareça, para eles a Alemanha foi o país mais acolhedor, onde se inventaram as “funfests”, tudo era muito organizado, com transportes fáceis e orientação precisa.

Não sei como estão as demais cidades que sediarão a Copa, mas Fortaleza está longe do ideal. Vamos acompanhar a Copa das Confederações para ver se o poder público se mobiliza para melhorar, se não vamos para as ruas e vamos fazer valer nossa fama de país caloroso.

Então, juntando as vaias mal empregadas aos jogadores, a pouca empolgação da torcida do Sul vestida de verde, amarelo e azul (gremistas), a falta de empenho das campanhas de publicidade e a ausência de infraestrutura das cidades-sede, se avizinha uma preparação para  a Copa das Confederações muito pífia. Ficamos aguardando que essa semana, manifestações publicitárias sejam mais contagiantes e que acenda nosso amor pelo futebol. E que, principalmente, sejamos capazes de construir um único sentimento nesse país continental.

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Beatriz-Villar

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Beatriz Villar

2 comentários sobre “Copa das Confederações e o marketing na preparação para Copa 2014

  1. Concordo com você. Acho que estamos bem aquém do esperado, em vários aspectos. Publicidade, entorno das arenas, empolgação popular. Mas o brasileiro se destaca pelo “jeitinho”. E como já é comum por aqui, acho que vamos resolver tudo de última hora e fazer uma boa festa. Se vai custar três vezes mais do que custaria normalmente, isso é um mero detalhe…

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    Beatriz Villar Reply:

    Olá Sergio, é como você diz, deixamos sempre tudo para a última hora, é um sintoma do brasileiro. Não posso falar sobre todas as cidades-sede, mas aqui, por causa das obras não finalizadas, o “bolsão” de estacionamento se estende num raio de 2km, imagina as pessoas com necessidades especiais tendo que percorrer esses 2km. Em relação ao famoso “jeitinho brasileiro”,como explicar isso aos estrangeiros que acham que “…branco é branco e preto é preto e a mulata não é a tal” (Caetano Veloso). Pra Johnson & Johnson o nosso jeitinho especial é carinho…O desafio é encontrar unicidade na nossa multiplicidade continental. Quando a gente vê um jogador (Oscar) dizendo “eu sou daqui, eu sou daqui” com a camisa da seleção brasileira, parece que ele ainda está jogando pelo Grêmio. Todos nós somos daqui, independente do estado no qual vivemos…Nós somos um todo, uma nação e não um pedaço de Brasil em cada cidade-sede. É o desafio da multiplicidade na unificação.

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