fbpx

A bondade como elemento de vida e sabedoria

A bondade como elemento de vida e sabedoria

O caso é que, alguns confundem a capacidade de ser bom com genialidade de ser tolo ou idiota, e assim vão enrolando e fugindo das responsabilidades – e adotam o velho comportamento de vítima diante da própria vida, rotina ou condição social.

Como é bom viver, como é bom estar bem com os outros. Enquanto seres humanos, temos a necessidade (pelo menos a maioria) de socializar, de estar em aglomerados onde a conversa, as ideias e os planos para o futuro possam despertar a curiosidade e a imaginação para tempos melhores. É inegável o prazer que temos ao desfrutar de companhias, ao aproveitar os momentos da vida e ao sentir a própria humanidade transformar a si e aos outros. Cada um, sabendo a dor e a delícia do que é (e como é), enfrentar desafios que constituem sua própria existência, e ai encontramos um dilema: como ser bom hoje?

Obviamente que é desejo nosso ser uma pessoa de bem, de trabalhar para fazer o melhor que podemos fazer. Mas, como fazer isso acontecer?! Essa pergunta é uma mistura de inocência e a busca pela sabedoria, pois acredito que todos têm a oportunidade e o livre arbítrio para fazer coisas boas e contagiar outras pessoas.

ser bomQuando me refiro à inocência é que agimos muitas vezes despreocupados de reações maléficas, e que a única força a motivar nossos esforços é a possibilidade de ver o próximo em uma condição melhor. No fundo, esperamos uma retribuição pelo ato de atenção e cuidado que não precisa necessariamente ser verbalizado, mas que pode ser percebido pela dedicação do outro em se superar a cada dia. O caso é que, alguns confundem a capacidade de ser bom com genialidade de ser tolo ou idiota, e assim vão enrolando e fugindo das responsabilidades – e adotam o velho comportamento de vítima diante da própria vida, rotina ou condição social.

Desde crianças nós já temos a inocência, mas alguns caminhos que trilhamos cria em nossa consciência a malícia de saber jogar o jogo com pessoas de várias personalidades, de forma que estejamos preparados para as intempéries desta nossa humanidade. Há aqueles que acreditam que isto faz parte do processo de amadurecimento, e infelizmente eu concordo. Este tipo de “aprendizado” desperta a consciência para as ações a serem realizadas, para relações que valham a pena serem construídas e para os compromissos que devem ou não ser assumidos. Inocência… Reinvenção… Vida!

Agir com bondade também traz sabedoria. Sabedoria que faz analisar os fatos com mais sensibilidade, muda comportamentos instintivos para reflexivos e provoca pequenas e constantes mudanças em nossa perspectiva de ver o contexto que nos cerca. Quem não quer transformar os momentos de dor em momentos de delícia? Quem não quer amadurecer e ter uma visão mais apurada? Para tanto, precisamos nos conhecer, como nos diz a frase: “conhecer cada um sua medida significa estar em dia consigo mesmo em todas as ordens da vida, e estar em dia consigo mesmo é não haver criado dívidas econômicas ou morais”. A cada medida que nos conhecemos, damo-nos a oportunidade de exercer a bondade, mesmo com os acidentes de percurso. Por que uma sociedade melhor não é apenas necessário, mas também é possível de acontecer.

“Um passo a frente, e você não está mais no mesmo lugar” (Chico Science).

QUERO RECEBER NOVOS ARTIGOS POR E-MAIL

Ricardo Verçoza

0

Ricardo Verçoza

Professor; Administrador formado pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP); Pós-graduando em Docência no Ensino Superior pelo Senac; Acadêmico de Recursos Humanos pelo Instituto Brasileiro de Gestão e Marketing (IBGM); Estudioso de empreendedorismo, responsabilidade social e da Geração Y. Tenho na educação a esperança de transformação deste mundo: pessoas conscientes contribuem para um mundo melhor!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *