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Escrever Bem e Sem(pre) Olhar a Quem

Escrever Bem e Sem(pre) Olhar a Quem

Quando conhecemos as características, interesses e preferências, por exemplo, temos em mãos um número muito maior de ferramentas que podemos – e devemos – usar para interagir

Escrever bem não é escrever muito. Já começo assim para que ninguém espere um texto com a cara daquela professora chata de Redação ou de Língua Portuguesa. Não vou, muito menos, dar uma aula de como escrever perfeitamente – até porque, se souberem de uma aula dessas, indiquem a mim. Mas, acredito que não exista a forma perfeita de criar um texto. Imagine só, uma única regra para a escrita infalível para qualquer comunicação? Você abre o jornal e lê uma breve notícia sobre futebol Espanhol, onde um determinado time é campeão. Agora, você foleia uma revista de moda e se depara com a mesma notícia. A mesma. Idêntica! É claro que não faria nenhum sentido – é óbvio, né Marcos. Sim, claro, mas, a mesma notícia pode ser adaptada a outro meio e a outro público.

É disso que quero falar nesse texto – sim, falamos quando escrevemos. O assunto de futebol poderia ser tratado na revista de moda da seguinte maneira: “Após vencer campeonato Espanhol, o time campeão exibe seus estilos em jantar de comemoração”, e daí em diante desenvolve-se comentários sobre as roupas dos atletas.

escreverEstudar sobre o leitor, conhecer melhor para quem se vai escrever, eu digo, que é de suma importância para comunicar. Escrever bem e sem(pre) olhar a quem é escrever bem a todos, independente de sua instrução, sem pré-conceitos, e sempre estudar o seu interesse” (assunto e receptor) e obter um retorno de seu trabalho escrito. Quando conhecemos as características, interesses e preferências, por exemplo, temos em mãos um número muito maior de ferramentas que podemos – e devemos – usar para interagir, e isto reduz bastante as chances de surgir um “ruído”, ou seja, de mal entendimentos na leitura.

Veja um outro exemplo. Quando estamos a fim de alguém, quando estamos gostando de outra pessoa, normalmente, ficamos atentos ao que essa pessoa gosta, ao jeito que se veste, como se relaciona, trabalha, enfim, quando há um interesse maior, ficamos atentos ao nosso alvo – neste caso, alvo é de modo carinhoso, ok? E não só isto, a partir daí, vamos absorver tudo a nossa volta como informação a ser usada, também, no relacionamento com a pessoa. Sem perceber, adaptamos diversas dessas informações que absorvemos e acumulamos, consciente e inconscientemente, para utilizarmos no nosso cotidiano. Algumas pessoas já possuem prática nisso. E para os que não, não é difícil. No fim, é prazeroso e divertido. Estimula a criatividade, e todos temos essa característica latente em nós!

Mas, voltando ao foco deste artigo. Escrevo este artigo hoje, pensando, claro, em quem vai lê-lo, aqui, no Ideia de Marketing. E não é com o intuito de ensinar alguma técnica – não ainda – e, sim, despertar o interesse e a curiosidade para isto que nós temos que é tão importante quanto as outras formas de comunicação.

Escrever é muito bom. Para quem escreve, fica ali, naquele texto, sua marca, fica seu esforço, fica o seu conhecimento. Quando escrevemos, treinamos nosso raciocínio. Procuramos palavras novas, expressões que dizem exatamente o que estamos pensando. Procuramos um melhor jeito para, quem for ler, que leia sem nenhuma complicação, sem interpretações confusas. Segundo Charles Bally (1936), “a palavra escrita é meio de expressão capaz de despertar impressão em quem ouve ou lê.”

Retirei o seguinte trecho de um livro de Redação Publicitária, de Jorge S. Martins, que diz, “A língua escrita possibilita mais formas expressivas na manifestação do pensamento e dos estados de espírito, em virtude de possibilitar a quem redige:

  • Refletir;
  • Escolher;
  • Suprimir;
  • Ampliar;
  • Substituir;
  • Corrigir;
  • Destacar elementos nas construções linguísticas.”

Portanto, meu caro leitor, aqui fica o meu apelo a quem não dá muito valor a essa arte. Vamos refletir mais. Vamos escutar mais. Amplie suas possibilidades de escrever. Treine. Conheça. Torne o estranho um conhecido. E obtenha feedback. Deixemos o lado instantâneo das redes sociais e consideremos mais o conteúdo para com o receptor. E pergunte, no final, Você me entendeu ?Hey! Esta foi uma pergunta a você! Me envie um e-mail, deixe seu comentário, utilize o Facebook. Eu quero o seu feedback.

Vamos nos comunicar!
Abraço!


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Marcos-Holanda

 

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Marcos Holanda

Curioso. Inconstante. Inconformado. Seria interessante me conhecer um pouco mais pelos meus textos, eles representam parte de mim. Então, boa leitura!

8 comentários sobre “Escrever Bem e Sem(pre) Olhar a Quem

  1. Muito válida essa dica sobre a escrita, Marcos!

    A escrita e a comunicação são assuntos que sempre dei grande importância, pois refletem o nosso conhecimento, a nossa personalidade e muitos outros detalhes.

    Ainda há várias pessoas desligadas em relação ao assunto. O problema começa na despreocupação com a qualidade da comunicação – isto é – como ela vai chegar ao leitor/ouvinte e vai até os erros mais graves da língua portuguesa.

    Em resumo, devemos sempre aprimorar a nossa habilidade de comunicação!

    Abçs.

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    Marcos Holanda Reply:

    Concordo plenamente, Henrique. Sei lá, hoje é tudo tão rápido e direto que as pessoas estão deixando de lado a atenção com a nossa língua escrita. O problema fica neste conteúdo que pode perder o seu potencial.

    Não rola aquela preocupação a mais, como você mesmo disse, com a qualidade da comunicação. Suas palavras resumem perfeitamente isto.
    Muito bacana o teu comentário, Henrique.

    Aprimorar sempre é a frase, cara!

    Abraço.

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  2. Concordo que devemos sim aprimorar a nossa escrita, não sei você Marcos mais quando escrevo de lápis parece que flui melhor o que realmente estou querendo passar, quando escrevo no computador ou em qualquer outro meio digital parece que tudo se resume, palavras abreviadas, textos objetivos, cenas, termos, fatos que associamos ao modismo atual sabe como o “Foi Ótimo” rs você pega algo que está no ar e transforma em outro contexto, e sim com certeza o público alvo é aquele que queremos namorar, mas sabe como é paixão né, as vezes as gente pensa que é uma coisa e de repente se deparamos com uma situação completamente diferente daquela que prevíamos a gente se sente nu, completamente nu, porque ficamos envergonhados com a nossa atitude medíocre, mas o legal de errar é que aprendemos com os erros e nunca mais erramos o mesmo erro, isso sim é importante. Escrever pra mim é isso aprender com os erros e nunca mais errar o mesmo erro, afinal a nossa língua é tão rica tão cheia de mistérios de regras, mas parar de se comunicar jamais, a palavra já fala por si só Comunicação é uma palavra derivada do termo latino “communicare”, que significa “partilhar, participar algo, tornar comum”. Através da comunicação, os seres humanos e os animais partilham diferentes informações entre si, tornando o ato de comunicar uma atividade essencial para a vida em sociedade.

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    Marcos Holanda Reply:

    Neste caso, Elaine, eu também adoro escrever à mão, independente de ser com lápis ou caneta. Se bem que prefiro à caneta, não gosto de usar a borracha, mas gosto de rasurar o papel, fazer ligações entre frases, puxar palavra de outra expressão. De fato, nos sentimos mais livre fora do PC.
    Se formos analisar o nosso tempo atual, muitas coisas, de fato, podem e devem ser mais objetivas, e dão muito certo. E aproveitar modismos se torna interessante. Porém, às vezes, fica-se só nesse modismo e perde-se a essência, fica tudo muito igual, monocromático. Aí não pode, né? rs

    Muito legal seu comentário, Elaine. Ótima análise. (=

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  3. Marcos Holanda sua reflexão é pertinente ao momento atual. Acho a comunicação elemento chave para qualquer relacionamento. A qualidade da escrita que percebemos seja na mídia tradicional como as chamadas mídias sociais é motivo de preocupação para esse futuro que almeja o instantâneo. Criatividade, respeito ao leitor e a língua são fundamentais. Penso que na tentativa dessa “ejaculação precoce da escrita”, algumas coisas estão perdendo o sentido. Acredito que pensar no outro, para quem falamos, é o primeiro passo. Nada como se colocar no lugar do outro, não é mesmo? No exercício diário é que construímos essa interação de modo mais eficaz.

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    Marcos Holanda Reply:

    Amigo, você já leu o artigo da Mariana Melissa? O tema é exatamente esse, “Comunicação: o elemento chave para qualquer relacionamento”. Muito bom!
    E você fez uma excelente observação, as mídias sociais me preocupam também. Podemos ser instantâneos, mas não podemos perder o nosso aquilo que conquistamos durante tanto tempo e com grande esforço. A comunicação escrita bem estruturada é tão eficaz quanto qualquer outra.
    É muito bom ver defensores da escrita (comunicação),como você, eu, a equipe do Ideia e tantos outros comunicadores que semeiam ideias e conhecimento pela internet e tantos outros meios.
    Legal sua presença aqui, cara.

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    Klever Schneider Reply:

    Obrigado Marcos. Gostei muito do Ideia Marketing e acompanhar a sugestão do texto da Mariana. Como sempre digo, vamos que vamos!

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