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Quero ser grande – Branding em pequenas e médias empresas

Quero ser grande – Branding em pequenas e médias empresas

Vamos dedicar um tempo para entender a essência da nossa marca, buscar perceber como nossos clientes nos veem no mercado, se a marca que criamos há alguns anos atrás ainda reflete a nossa verdade e os valores que buscamos passar dentro de nossa empresa.

Adoramos falar sobre as ações que as grandes empresas lançam no mercado todos os dias, seja pelas sensacionais propagandas, pelas embalagens inovadoras ou pela qualidade do produto, somos consumidores frenéticos de marcas.

brandingGrandes empresas dispõem de profissionais renomados em suas áreas de Marketing, verbas estratosféricas e planejamentos fantásticos, tudo para que possamos adorar as suas marcas, para que, além de consumir os produtos, nos tornemos defensores dos mesmos e assim continuar os propagando sem receber centavo algum.

Agora resta uma dúvida: como gostar da marca do mercadinho que fica na esquina de nossa rua?

Acreditem, isso é possível. Creio que pequenas e médias empresas devem pensar o seu Branding e trabalhá-lo de forma contínua, para que um dia possam atingir a maturidade de uma grande marca. Além de exposição adequada da marca, a empresa deve ter consciência que qualquer mudança precisa ser feita de dentro para fora, a identificação com o mercado não depende apenas de onde expomos a nossa marca, mas sim do sentimento e do trabalho que depositamos em cima dela.

Branding para pequenas e médias empresas pode e deve ser feito, esqueçamos os altos valores de grandes marcas e pensemos na nossa realidade. Será que não conseguimos dedicar um pouco mais do nosso tempo pensando na nossa marca? Conseguimos deixar de lado a redução de custos, aumento de vendas, e demais preocupações que assombram a nossa rotina de trabalho?

Vamos dedicar um tempo para entender a essência da nossa marca, buscar perceber como nossos clientes nos veem no mercado, se a marca que criamos há alguns anos atrás ainda reflete a nossa verdade e os valores que buscamos passar dentro de nossa empresa. Analisemos com sinceridade se os patrocínios, os catálogos e cartões de visitas que estão na rua realmente refletem o que sentimos.

Segundo Aaker e Joachimsthaler, que escreveram brilhantemente o livro Como Construir Marcas Fortes, a construção da marca poderá exigir esforço constante ao longo dos anos e apenas uma pequena parcela do resultado será imediatamente aparente. Portanto deixemos de lado a ideia de nos tornamos a Coca-Cola da noite para o dia, construção e gestão de marcas exigem muito trabalho, paciência e dedicação. Somente a partir destes quesitos, um dia quem sabe, poderemos olhar para a nossa marca com a mesma felicidade que um pai olha para seu filho, assim tornado-a nossa maior aliada e motivo de orgulho a todos que a representam.

Marcus-Tonin

 

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Marcus Tonin

Sócio da Candoo Comunicação e Branding e Consultor de Marketing pelo Sebrae. Apaixonado pela comunicação, que ainda acredita que esta deva ser realizada pelas pessoas, e não por seus meios.

13 comentários sobre “Quero ser grande – Branding em pequenas e médias empresas

  1. Excelente texto. Com certeza a importância da administração da marca para empresas de pequeno/médio porte é fundamental para o crescimento e solidificação delas no mercado em que atuam. Infelizmente, o que se nota no mercado atual é o despreparo, ou talvez desconhecimento, dos proprietários destas empresas em relação ao marketing. Fazendo com que haja uma falsa percepção de que o branding seja desnecessário nessas empresas. Acredito ainda que as faculdades de marketing, publicidade, focam pouco nesse tipo de mercado, mostrando cases globais para os alunos e que fogem da realidade, mas aí “já são outros quinhentos”.

    Parabéns pelo texto Marcus Tonin.

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  2. Ótimo pessoal, o tema é muito interessante, pois crescimento com consistência demanda tempo e muito trabalho. Todo mundo acha que a Apple nasceu do dia pra noite, são muitos anos de trabalho inovador e nem sempre da certo…mas o que vale é alimentarmos a discussão e principalmente tentarmos fazer a diferença daqui pra frente, pois nós seremos os futuros gestores das empresas e de suas marcas.

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  3. Muito bacana o texto, parabéns!!! Agora, acho que poderia rolar um estudo de como fazer o dono do “mercadinho da esquina” acreditar que a marca dele, se melhor trabalhada, pode trazer benefícios. Porque a maioria se acomoda e acham tudo isso que aprendemos uma besteira, pensam: “Cheguei até aqui sem nada dessa baboseira de brandis”!

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    Marcus Tonin Reply:

    Felipe, muito importante isso que você colocou, mas devemos aplicar a teoria a esses estabelecimentos menores que os tempos são outros, a competitividade e a agressividade aumentaram, por isso se torna necessário pelo menos entender a essência do Branding e aplicá-lo dentro das condições financeiras de cada um. Acredito muito que o gestor de marcas um dia será chamado independentemente do tamanho da empresa para dar o veredito final se a empresa está pronta para abrir as portas ou ainda deva melhorar alguma coisa. Tenhamos fé, hehehe…

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  4. Acredito que o Branding deve ser praticado por qualquer empresa que queira se manter no mercado. O grande problema disso é que esse tipo de abordagem ainda é visto como apenas para grandes empresas. Se for analisar o próprio marketing é deixado de lado pelas pequenas empresas que muitas vezes agem no improviso ou simplesmente reproduzindo o que as grandes marcas fazem.
    Eu colocaria o Branding como trunfo para que pequenas empresas consigam de algum modo competir com grandes marcas.
    O primeiro passo para isso é desmistificar o Branding e mostrar que não é algo complexo e sim algo que exige dedicação, mas ao mesmo tempo trás resultados a longo prazo.

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    Marcus Tonin Reply:

    João, concordo com você e sei a dificuldade de explicar para o pequeno empresário que ele deve investir a longo prazo na sua marca. Ele sempre preferirá investir no seu dep. comercial, pois terá a convicção que o retorno será mais rápido. Mas as coisas vem mudando, e somente o comercial não está mais dando conta de vender os produtos, por isso também acredito que devemos desmistificar o Branding, torná-lo um assunto mais acessível, e adequar o trabalho as verbas dos clientes, assim acredito poder iniciar o trabalho nos pequenos clientes.

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  5. Acredito ser um exemplo de “mercadinho de esquina” que há tês anos apostou na marca e hoje colhe bons frutos no negócio. Vejam bem, só despois de TRÊS ANOS! Acontece que analisando alguns concorrentes, percebi que poucos faziam um “comercial” forte de seu negócio; dessa forma, comecei divulgar minha marca no rádio, com boas vinhetas e textos bem elaborados. A partir disso, iniciei uma malhação para minha marca, exercito ela todo o dia para a longo prazo ser lembrado sempre. É um trabalho diário. E, para isso, também ajustei meu negócio internamente, com organização e bons produtos. Aí ficou fácil para mim ser reconhecido dentro e fora dela (loja) como referência no meu segmento. Mas quem se dispõe a fazer isso? São poucos, simplesmente porque as pessoas acham que as coisas acontecem da noite para o dia. Marcus Vinicius, o teu texto deixa isso bem claro: nem Coca Cola, nem Apple, nem ninguém viu a sua marca crescer em questão de dias; essas marcas se consolidaram no mercado depois de anos, décadas de muita insistência no mercado. Portanto, branding é relevante SIM!

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  6. Excelente texto e explanação. Acredito que as novas gerações estão entrando no mercado, tanto através de profissionais e suas empresas como através dos próprios consumidores, mais atentos a esse cuidado que até então, como citado no texto, parecem ser somente encontrados em grandes marcas. Essa renovação é fundamental para que se abram portas para trabalhos contínuos que no futuro darão bons resultados. Hoje em dia, mesmo leigo no assunto, pode-se perceber que existem marcas que trabalham nesse sentido, de empresas de pequeno e médio porte, preocupados com sua identidade e todo o trabalho por trás disso.
    Parabéns Marcus e equipe.

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  7. Texto muito bom, parabéns! Eu acredito que o grande problema de desmistificar o branding em pequenas e médias empresas seja cultural, a maioria desses empresários não criaram suas empresas para serem lembrados, criaram para ganhar dinheiro e não ter patrão…e isso a uns bons anos era regra, eram poucos os empreendedores que criaram seus negócios pensando longe e com foco no crescimento. Podemos ver facilmente isso nas lojas “xing-ling” os caras trabalham de segunda e segunda, das 6h as 10h, pois a cultura deles é diferente, tem aquela motivação de ter um grande negócio e deixar para os filhos e tal, talves quando a cultura dos empreendedores brasileiros mudar isso se torne mais fácil para nós, profissionais de marketing.

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  8. Muito legal a opinião de todos, mostrando visões diferentes sobre o tema abordado, leigos, estudantes ou profissionais o Branding estará cada dia mais presente na vida de todos nós, pois não esqueçamos que além das marcas das empresas é necessário sabermos lidar com a nossa própria marca, somos um produtos que precisa ser “vendido” ao mercado, por isso, continuemos essas discussões para aprendermos cada dia mais. Abraços a todos que estiveram circulando por este artigo!

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